transferências

a imagem dá conta da notícia de capa do dn de hoje, refere-se às transferências de competências do ministério da educação para as câmaras onde e por sua vez, estas as transferem para as escolas, isto é, para a pessoa de cada um dos diretores;

vamos por partes;

este discurso de transferência é uma atualização das lógicas da autonomia que nos inundam desde os idos anos 80; discurso que tem com ele uma mesma preocupação, custos;

de princípios não sou contra a transferência de competências, em si não é bom nem mau, é, o que se fará com essa transferência aí é que pode ser mau ou bom;

esta subdelegação de competências mais não é que um aliviar de responsabilidades e uma espécie de outorga de compromissos de futuro; se correr bem todos ficam bem na selfie, se correr mal há um culpado que não precisa de votos para poder ser incriminado, apontado;

entre uma e outra das considerações fica a faltar uma coisa essencial ao portugal democrático, consciência de si e dos seus atos, capacidade de ação política e não de protagonismos individuais, capacidade de monitorização, acompanhamento e avaliação sem cair em juízos de valor ou justificações posteriores de pré conceitos serôdios;

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