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regras

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estava parado no corredor em conversa com grupo de alunos;

entretanto uma aluna atende o telefone e percebo que é conversa com o pai;

fiquei pra morrer;

a forma como falou (?) com o pai deu para perceber a minha dificuldade em fazer com que perceba a diferença entre o que é estar em sala de aula e na sala de convívio, em falar com um adulto e em falar com colegas;

percebi que é quase impossível mostrar a uma recém adolescente que há regras e há modos de se falar, e que não podemos tratar, quem quer que seja, a pontapé, ao grito, pela desconsideração, com falta de respeito;

boa conversa né...

afinal eu é que sou o cota

currículos e comportamentos

será que se pode estabelecer alguma relação entre currículo (conjunto de saberes, estratégias e modos de avaliar) e comportamentos escolares?

será que os comportamentos escolares podem ser condicionados pelas disciplinas escolares?

pessoalmente respondo que sim e já na semana passada me insinuei pela escrita;

hoje sublinho ainda mais esta ideia perante as notícias que dão como certa alteração da relação entre disciplinas;

direi que se é certo que a indisciplina se afirma, de forma mais preponderante, no 3ºCEB por via dos interesses, ou falta deles, dos sentidos de escola, ou da sua falta, do sucesso, ou do seu contrário, então teremos que assumir que existem algumas disciplinas onde os comportamentos se afiguram como mais débeis, críticos

caso das disciplinas com maior número de tempos semanais, pelo cansaço que se acumula, pela relação que se desgasta;

caso das disciplinas com maior insucesso, por via do desinteresse, do confronto connosco;

caso das disciplinas com exames, por obriga…

das propostas

ainda do estudo do ComRegras destaco as propostas para reduzir os índices de indisciplina;

já há coisa de dois anos tive oportunidade de participar num trabalho idêntico naquela que era então a minha escola; fiquei a falar sozinho; e vou percebendo do porquê;

as propostas sobre a indisciplina são uniformizantes, redutoras, penalizadoras de apenas um dos lados (quando quase todos apontam múltiplas referências - alunos, família, contexto), instrumentais;

engraçado que do conjunto de propostas apenas três visam os docentes,

Incluir na formação de base de futuros docentes uma componente teórico-prática de gestão/mediação de conflitos;
Fornecer ao corpo docente e não docente, atualmente no ativo, formação específica sobre como gerir/mediar situações de indisciplina escolar;
Apostar num regime de co-docência em turmas de maior insucesso escolar e/ou com problemas comportamentais.
duas assumidamente instrumentais, uma terceira que considero deveras pertinente mas que continua a ser vista como …

comportamentos

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ou da sua falta

o ComRegras apresenta o seu segundo estudo sobre indisciplina;

elementos a reter;

mas o que retenho é a ausência de situações designadas de indisciplinas nos distritos de évora e beja (é certo que não são os únicos, mas são estes que me atravessam);

viva a planura alentejana, a calma e a tranquilidade que atravessa este espaço que é, pelos dados da amostra, um oásis;

direi que é uma ausência de nós próprios, uma consequência do espaço, estamos sempre sozinhos, mesmo que estejamos acompanhados; não damos conta aos outros do que se passa cá por casa, silêncio e a o desconhecimento faz com que tudo permaneça na mesma, como se não existisse;

comportamentos que não são de indisciplina, mas que considero preocupantes...

o diretor de turma

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cada vez mais me apercebo do papel e da dimensão determinante que o diretor de turma (DT) pode/deve ter perante, essencialmente, os alunos;

o DT é visto e está manifestamente sobredeterminado na sua dimensão burocrática e administrativa (justificar faltas, acompanhar absentismos, preparar reuniões, recolher tabelas, grelhas, matrizes, preencher tabelas, matrizes, quadros, grelhas, responder a indicadores);

o DT é um faz tudo - é professor, orientador, por vezes psicólogo, assistente social, familiar, padre ou missionário, amigo ou ouvinte, ou apenas uma pessoa, por vezes um profissional; e eu gosto disto, reconheço;

no que me diz respeito tentei, já por diversas vezes, instituir-me como coordenador de uma equipa de docentes; falar de estratégias de abordagem ao aluno, de promoção (individual e coletiva) do sucesso; diferenciar situações (metodologias, estratégias, opções), isto é, tentei re construir currículos em função dos docentes e das turmas; das vezes que tentei fiquei sempre a…

faltas

já falei e volto a falar da falta de funcionários por algumas escolas que conheço e que frequento;

é constrangedor o ruído pelos corredores fruto da livre circulação e utilização dos corredores pelas crianças;

em escola básica, com alunos entre os 9/10 e os 13/14/15 os corredores são espaço de brincadeira pura;

crítico? não, é espaço de liberdade de ação

deve ser condicionado? deve, mais não seja em período em que, enquanto se brinca, corre, pula, grita e arrebita, decorrem aulas;

a coisa torna-se mais complexa quando consideramos que a brincadeira se desloca com relativa facilidade para dentro da sala de aula, que no refeitório é o ai jesus, que as filas são uma balburdia;

os pais queixa-se disto e daquilo e, pergunto eu, esqueceram-se da falta de funcinoários? da falta que fazem nos corredores?

da indiferença

ainda a propósito da indisciplina;

todos, ou quase todos, se preocupam e se sentem atormentados pela crescente conflitualidade e tensão que se sente em sala de aula e na escola;

todos, ou quase todos, têm e expressam opiniões sobre o que fazer e como fazer para acabar com a indisciplina; opiniões que veiculam ideias e papéis e objetivos e funções de aluno, de professor, dos pais, das mães, de escola e da relação que existe entre escola e contextos sociais;

como se muitas dessas ideias não fossem em si e entre si contraditórias com as dimensões disciplinares que procuram incutir e implementar, porque pressupõem clareza onde existem dúvidas, separação onde se promove a integração, segregação onde se pretende agregação, cumplicidade onde se quer conivência;

quase todas as medidas propostas e discutidas parecem assentar em varinhas mágicas, poções maravilhosas, atitudes de determinação e força que acabariam com todo o desinteresse, a indiferença que promove a tensão e desencadeia a indis…

oferta complementar

enquanto diretor de uma turma sou resposnável por uma disciplina que quase todos criticam desde sempre, fosse ela no tempo da área escola, do estudo acompanhado ou da área de projeto ou formação cívica;

apesar de quase todos a terem criticado na minha escola disseram para que fossem abordados os comportamentos, como no ano anterior tinham dito o mesmo - antes criaram-se algumas orientações, este ano a desorientação interessa-me, dá-me jeito;

trabalhei comportamentos, relações, atitudes; hoje 4 grupos apresentaram, o último quase à pressa; foi interessante perceber como os alunos se vêem uns aos outros e vêem a relação com os profes;

interessante perceber que apesar das ideias feitas sobre indisciplina e que apesar do cpy e cola de muitos sítios se opta por ideias de regras, de orientação e de exemplo;

gostei, irei convidar os alunos a apresentar o trabalho junto de colegas e docentes;

sobre os comportamentos escolares

não transcrevo para aqui por sair da extensão que tenho procurado dar a estas minhas entradas,

mas chamo para aqui o meu texto que saiu hoje no com regras sobre comportamentos e disciplina escolar;

nada de monta, mas considero ser uma perspetiva (e uma pista de trabalho) a explorar e que deverá ser merecedora da nossa atenção (nossa docente) e da minha em particular, enquanto curioso da coisa educativa já é...

igual e diferente

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um comentário feito off line deixa-me a pensar (obrigado);

se entre as escolas existem assim tantas diferenças; direi que a organização (os normativos, as regras, as orientações) são as mesmas;

os procedimentos pedagógicos em tudo iguais, organização em turma e em anos; daí é tudo igual de norte a sul de leste a oeste;

pois serão as pessoas a variável que difere; talvez; talvez por que os professores têm a mesma base comum, formação e recrutamento;

o que é mesmo diferente é o território, a forma como está organizado, a sua história e a relação que se estabelece entre as gentes e o contexto (os meus alunos sabem que por contexto entenda-se um espaço, um tempo e um conjunto de saberes);

e aqui são inúmeras as diferenças que interferem, condicionam e delimitam as relações escolares e de sala de aula;

o território (geografia, história, cultura, tradição e organização) é um dos elementos que mais interfere no conjunto de comportamentos que se leva para dentro da sala de aula

são as carate…

entre sintomas e evidências - dúvidas para que vos quero

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quem, como eu, gosta de ver e analisar as situações de indisciplina, a alteração dos comportamentos e das conformidades de sala de aula enquanto sintoma, tenho de reconhecer que a escola, o agrupamento, o concelho onde agora trabalho estará doente, que enforma de algo complexo, delicado e complicado; 

os comportamentos vão além das simples desobediência, do quebrar regras e normas, ultrapassar limites ou ficar aquém da educação; 

a coisa revela efetivamente contornos de alteração social para o qual não há aviso prévio, nem conhecimento que antecipe o que quer que seja; 

os comportamentos escolares dão conta da alteração de lógicas de funcionamento e organização que têm direta implicação nas relações escolares e, em particular, de sala de aula; 

são fruto de contextos sociais e da alteração de modelos de comportamento e de relacionamento, de quebra de habitus e tradições, de usos e costumes;

a agregação realizada juntou coisas que ninguém falou, trouxe e implica silêncios cúmplices de deix…

crónicas

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daniel sampaio entre questões e afirmações deixa a pergunta, o que fazer nas escolas;

será provocação excessiva se disser rezar? eu perfeitamente crente no meu agnosticismo...

comportamentos, urbanização e ruralidade - o esticar a corda

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os comportamentos e as relações estão muito dependentes de contextos, em particular se soubermos gerir os contextos;

não tenho o mesmo comportamento em casa, na taberna da aldeia, na sala de profes ou em sala de aula; os miúdos também não e, na generalidade dos casos, em particular os mais carentes, e por muito incrível que possa parecer não sabem gerir contextos nem comportamentos; é um pouco como aqueles que crescem demasiado depressa e que depois se nota a falta de coordenação;

isto para referir que já passou por mim, mas não tenho fundamentos, pensar na dinâmica de urbanização dos concelho do interior desta minha região e das implicações e interferências que tem nas relações escolares; 

isto é, as relações mais rurais, oriundas de um tempo e de um contexto agrícola, são marcadas, na generalidade (não caio em generalizações sempre abusivas) por elementos de dependência, quando não mesmo de subserviência, onde o estatuto de cada um era definido pela nascença e pela profissão;

a progr…

sobre a frescura dos comportamentos

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sou diretor de turma de um grupo de 7º ano;

19 alunos, dois com alguns cuidados especiais; 11 já ficaram retidos pelos menos uma vez; 3 deles estão a repetir o 7º pela... 3ª vez;

são miúdos frescos nos seus comportamentos, já conhecem limites e limitações da escola e da sala de aula, dominam estratégias de negociação com os profes, conhecem os profes à distância, do que são capazes, até onde vão, o que podem contar;

os pais, melhor, as mães, não sabem o que fazer e sentem-se claramente incomodadas quando ligo; sempre me atenderam ou me devolveram a chamada; sempre se mostraram disponíveis para falar, mas também sempre me mostraram as suas dificuldades em fazer diferente, em alterar os comportamentos (e, em particular, as atitudes);

vai daí e estão atulhados em participações disciplinares, em reclamações e queixinhas;

tenho de fazer alguma coisa se não sei que sobra para mim, dum lado e do outro;

proposta, pensar diferente, fazer diferente
criar um projeto individual de reflexão, tipo…

das participações

quase como no sporting a semana passada recebi, enquanto diretor de uma turma de 7º ano, qualquer coisa como 5 participações disciplinares, envolvendo 3 alunos;

como estou num novo poiso e ainda não conheço todas as lógicas de funcionamento, espero para ouvir as partes, e as partes são professores, para além do que escreveram nas respetivas participações, os alunos, que não intervêm na dita cuja participação, os pais/encarregados de educação e a turma;

pelo que tive oportunidade de analisar sobressaem as desobediências, o não acatamento de ordens do docente, o não cumprir com o coletivo;

parece que volto a ler os mesmos livros e a ver as mesmas coisas, lógicas funcionais (de funcionamento da sala de aula, do trabalho de uns), de obediência e hierarquia, de acatamento e submissão, de exposição e preponderâncias; são os comportamentos que se destacam;

e estamos no século xxi, justificar-se-ão? que pertinência assumem? que relações se devem pressupor no presente? que dinâmicas implementa…

cursos vocacionais

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uma das ideias que procuro desenvolver (em termos de compreender o meu mundo, a escola e as suas dinâmicas) passa por analisar os processos de apoio ou compensação para alunos com dificuldades de aprendizagem;

não são apoios que passem por alunos com necessidades educativas especiais; são estratégias utilizadas para a recuperação de notas, tais como, aulas acrescidas, os apoios ao estudo, as salas de estudo, as tutorias, mas também o programa mais sucesso ou cursos vocacionais, entre outros;

as dificuldades dos alunos baseiam-se no que, por esta minha terra, alguns designam  de desinteresse, desmotivação, alheamento, indiferença, falta de sentidos, hábitos e métodos não apenas de estudo mas de vida; raramente são dificuldades específicas de aprendizagem, isto é, relacionadas com o objeto ou o método de uma dada disciplina ou, pelo menos, não assim definidas na maioria dos casos (coisa e descrição que já teve o seu tempo);

uma linha de orientação do que faço vai no sentido de assumir …

desobediência

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primeiros dias de aula, até ontem foram, de forma efetiva, três, muito provavelmente distribuídos entre apresentações, conversas informais e início das atividades;

ontem, e-mail algo de aflição, preciso de falar urgentemente com o colega;

ainda pensei que alguma coisa estivesse a arder ou simplesmente que me tivesse esquecido de algo ou feito alguma coisa indevida - afinal ainda estou em jet lag escolar;

nada disso, um aluno desobedeceu-me, é intolerável, não posso permitir uma coisa destas;
e o que quer a colega que eu faça - eu diretor de turma, pois claro;
que o repreenda, que me aconselhe se lhe levanto um processo disciplinar ou se aguarde pela sua intervenção, quem tem de ser, que deve ser irreprimível,

certo, lá falo com a mãe do rapaz, lá vou à turma falar com os alunos, lá apelo aos professores para que, pelo menos pelos primeiros dias, não levantem processos disciplinares, que saibam gerir as tensões iniciais;

caso contrário, lá para o final do ano, estar-se-á em processos …

sessão solene

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ontem lá inaugurei, de forma efetiva e prática, o meu novo ano letivo;

ao mudar de escola procuro ir para ver e ouvir, aprender e pensar sobre mim mesmo; é certo que tenho ideias (muito) próprias e arreigadas sobre a escola e sobre a educação, é certo que o meu feitio me leva a questionar, quando não mesmo confrontar situações, mas quero ouvir, ver e apreciar;

e ontem ouvi duas coisas que destaco da boca da minha diretora na sessão geral;

a referência, quase que de passagem (un passant ficava melhor), ao gabinete de apoio e prevenção à indisciplina; objetivo, acolher alunos que não conseguem estar em sala de aula (sic); nos tempos que correm parece que não há escola que não tenha coisa desta;

o apelo feito ao trabalho colaborativo, a retomar o que, segundo ela, se perdeu com a avaliação de desempenho, a camaradagem, a partilha, a colaboração; mas perdeu-se ali como na generalidade das escolas e agrupamentos deste país; é que, para a generalidade dos docentes dizer e falar de trabalho…

desajustamentos

relativamente ao meu relatório sobre comportamentos escolares há um conjunto de ideias que, na minha leitura dos dados, sobressaem e que cruzam os diferentes ciclos de ensino - é uma leitura minha, pois claro, enformado que está por formação académica, leitura e gosto da coisa, experiência pessoal e profissional e uma forma (assumidamente diferente) de estar e ser docente; 

Entre todas as ocorrências e entre os diferentes ciclos de ensino e turmas, nota-se o crescente desajustamento entre a dinâmica e o interesse dos grupos, os conteúdos e os interesses, o currículo e as disciplinas, a ação individual e os movimentos coletivos; Desajustamento que se expressa:
pelo lado do aluno, na indiferença, no alheamento, no absentismo quando não no confronto negocial ou autoritário;
por parte do professor, na dificuldade de diferenciar respostas, de ir além do ensinar a muitos como se de um só se tratasse; no trabalho isolado, gregário, distante do outro;
por parte da escola, na dificuldade de resp…

comportamentos e disciplina escolar

pode parecer a mesma coisa, mas não é; 

uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa; 

que podem andar associados, comportamentos e situações de indisciplina é verdade, mas, por esta região, o mais das vezes andam e são elementos separados, comportamentos são uma coisa, situações de indisciplina outra; 

ou seja, termino o meu último relatório, aquele que já devia estar feito há pelo menos uma semana; paciência, afinal, temos de preencher nova reunião de cp; 

alguns dados meus, que só a mim me envolvem e responsabilizam, a partir dos dados do meu agrupamento: 

no 1CEB remetem para uma dinâmica familiar onde se diluem patamares de poder e autoridade e onde o aluno não aprende a gerir tensões, contradições e aspetos negativos da vida e das relações sociais; no 2º e 3CEB remetem para dimensões de construção de sentidos sociais e escolares onde a escola (os profes, pois claro) progressivamente se desvinculam e distanciam; mas também onde as políticas educativas apostam sem formação (caso da…