dinâmicas de trabalho

um dos meus desafios deste ano letivo consiste em equilibrar (criar equilíbrios, definir alguns pontos de consenso, um qualquer meio termo entre dois conjuntos) entre o tempo de aula, em 7º anos reduzido a dois blocos de 45', e o desenvolvimento de estratégias de implicação do aluno no seu trabalho, na sua avaliação, na sua relação com a escola;

e a coisa não se está a afigurar fácil cá pra mim;

contras:
a idade dos miúdos, que faz com que as ideias de autonomia assentem no trabalho do professor;
o tempo de separação entre os momentos de aula, intervalo de uma semana, que faz com que o pessoal desligue e, pior ainda, se esqueça do que faz;
o sentimento de novidade que imprimo a lógicas de trabalho que fazem com que, numa primeira fase, se estranhe e se rejeite;

a favor
a heterogeneidade dos grupos/turma - e a sua dimensão, poucos acima dos 20 alunos;
o sentido de plasticidade, isto é, a capacidade de adaptação dos miúdos, muito superior à do adulto; pode também ser expresso na ideia de desinteresse e desligamento do aluno à escola e ao trabalho das disciplinas, pode dar muito jeito;
o encurtar e estreitar dos momentos de auto regulação - o aluno confronta-se com a prestação de objetivos de forma mais continuada e próxima entre momentos - o confronto consigo mesmo e com o seu trabalho dá muito jeito;

no meio, entre uma coisa e outra, a necessidade de respeitar os limites de velocidades impostos, ou seja, de cumprir o definido em regulamento interno e nos critérios gerais de avaliação, sabendo que tenho alguma pressa e um bom carro para chegar ao destino; e não sei quais os habituais sítios de fiscalização, onde para a gnr, :)

até aqui preciso de algum equilíbrio - coisa que não me é muito comum...

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