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curso

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apesar de curso não se irá ensinar (quase) nada;

amanhã, a abrir, David Justino e José Verdasca; dois olhares sobre uma mesma situação, o sucesso do aluno e os modos de a escola se organizar;

têm os dois o mesmo defeito (entre outros) são ambos de economia, da área da gestão com assento na educação;

têm os dois uma mesma virtude, entre outras, sabem o que dizem, percebem do que falam;

se conseguirmos pensar juntos seria uma coisa interessante e mais interessante ainda se tirássemos ilações em conjunto;

começa amanhã; escola secundária de montemor-o-novo;

no âmbito da formação de professores, no qual está acreditada na modalidade de curso de formação, as inscrições foram largamente superadas; em termos individuais, quem quiser que apareça;

Fomos ao teatro

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Se me perguntarem fazer o quê direi que... ao teatro, pronto;

aparentemente organizado pelo grupo de inglês, mas os colegas do grupo pouco mais sabiam que eu (ou não sabiam mais que eu);

Apesar da peça ser em inglês;

sensibilização pela língua? A peça nem sequer era de Shakespeare;

Mas pronto, uma manhã diferente...

sobre a ajuda

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notícia de primeira página no jornal de notícias;

eu direi mais, porque o senti, pais com licenciaturas não conseguem ajudar os filhos;

as matérias, as estratégias, as opções de sala de aula, os conteúdos mudaram tanto e tão significativamente que, sendo sincero, se torna difícil apoiar/ajudar os filhos nos afazeres de da escola em casa (e não é preciso serem TPC's);

mais, porque as coisas são tão diferentes quando nos insinuamos na ajuda rapidamente os petizes nos atiram à cara que não foi assim que o professor ensinou;

resultado, mais vale a ajuda que se consiga dar e disponibilizar em sala de aula e pela escola para que se consiga cumprir o papel da escola;

Visita de estudo

Habitualmente só costumo fazer visitas de estudo com turmas do secundário;

Este ano opto também por pegar nas turmas de ensino básico com quem trabalho e irmos ao museu;

Uma seca

Mas, os objetivos passam por isso mesmo, por dar seca ao pessoal... só assim conseguimos (e muito devagar) criar públicos, aprender a olhar e a ver, sentir a história e perceber o tempo; valorizar o património, conhecer o que é nosso e a nossa herança cultural; perceber onde estamos e porque aqui estamos;

No meio da visita o museu "obriga-me" a uma relação de um professor para cada 15 alunos; preciso de 4,5 professores;

E a coisa não está fácil de mobilizar, poucos querem, poucos estão disponíveis - ou porque vêm de longe, ou porque são de fora, ou porque as turmas, ou porque os dias

chamem-me nomes

eu sei que não sou, nem nunca fui, totalmente bom da tola; mas é o que se arranja e a idade não produz veleidades de melhoria;

apesar de ser docente há já uns anitos, de andar para trás e para a frente com níveis e anos de escolaridade tenho de reconhecer que ando entretido com as coisas básicas da profissão docente, planificações;

não começo cada ano do zero, aproveito muito do material que tenho, mas não deixo de ver comentários ao ano anterior, alterar aqui e ali, procurar melhorar isto e aquilo; a grande preocupação é mesmo a contextualização; os públicos mudam, crescem e tenho de adaptar dinâmicas, estratégias e opções - pelo menos inicialmente, depois logo se verá como a coisa corre - ou escorre;

podem-me dizer que não estou, nem sou, bom da tola, mas nesta altura ando entretido com coisas das aulas, aquilo que para uma mulher se poderia designar, num qualquer pronto a vestir, de os essenciais; já fiz planificações, já re organizei a matriz de avaliação (os meus registos de cada…

surpresas

final do ano letivo e as propostas de trabalho que apresentei (o tempo do castelo) assumem o cruzamento entre uma dimensão de rigor e exigências (ao nível disciplinar) com dimensão lúdica (assumido o final de ano e de aprender a brincar);

com este cruzamento apenas pretendo aprofundar o tempo histórico, por um lado, como o de ajudar o aluno a criar os seus sentidos de trabalho escolar, de organização e orientação sem que ele se aperceba mas que, quase que de repente, a coisa esteja ou seja evidente para o próprio;

na apresentação, que fiz na semana passada, não senti grandes reações, nem foram feitos comentários que despertassem alguma atenção;

no decorrer da semana as perguntas que me chegaram foram escassas e de uma aluna apenas;

hoje, em contexto de sala de aula, ia preparado para fazer o ponto de situação e, se fosse necessário e para quem o fosse, reconfigurar estratégias, alterar propostas;

qual quê, fui deveras surpreendido pelos alunos, empenhados, interessados, curiosos, orie…

surpresa ou talvez não

uma das coisas que me surpreende no quotidiano escolar e educativo é a aparente contradição entre as dimensões emocionais (que desde sempre marcaram as profissões relacionais) e os indicadores de eficácia (das ondas liberais que avassalam os tempos);

na escola não consigo perceber por que linhas nos cozemos, se pela emoção se pela razão

se pelo indicador de sucesso

se pela relação de sala de aula

mas cá tento perceber o que não percebo

coisas de pausa

bem que podia escrever sobre a organização e apresentação dos problemas que irei colocar às turmas de 7º ano e que me têm ocupado o dia;

a matéria deste próximo período é chocha, a formação da europa, mas, apesar disso, dá pano para mangas (para perceber os sentidos da história e dos tempos), vai daí e tenho tentado organizar os conteúdos (problemas) em torno de três ou quatro ideias:

as invasões "bárbaras" e o seu papel na formação da europa;
as religiões monoteístas;
a cultura, preservação e transmissão, como elemento de continuidade entre o antigo e o novo;

pelos temas é bem possível de perspetivar a dimensão da histórica do nosso tempo e do nosso presente e como ela é, ou pode ser recorrente;

contudo, o principal desafio é mesmo tentar mostrar isso mesmo a alunos do 7º ano, mostrar o desafio que é a continuidade entre o passado e este nosso presente, a rapazes e raparigas entre os 12 e os 14, na sua generalidade, e que estão tão interessados nesta história como na do cap…

coisas de férias

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em férias devia estar mas é de papo para o ar, se não a apanhar sol, pelo menos a desfrutar do nada para fazer;

mas não, terminei a pausa pascal ontem, domingo e hoje já estive de volta de dinâmicas, conteúdos, problemas, estratégias e planificações;

mas estou por opção, não por obrigação;

vem isto a propósito do dossiê que o jornal público criou e que, de quando em quando, retoma, para malhar não sei em quê, nem com que objetivos ou quais as suas intenções (políticas? pedagógicas? familiares? sociais?...) - existirão para lá pais ou mães assoberbados com a coisa? traumatizados com a coisa? não sei, mas ficam as questões só para lembrar;

por mim que nem sequer durante o ano mando trabalhos para casa, considero que o trabalho é em sala de aula que se faz e é para isso que serve, considero que tudo o que é demais cheira mal;

como também já aprendi que há coisas más (ou ruins) que fazem falta, podem ser úteis - se não em si mesmas, pelo menos pelos motivos que motivam a sua conversa, qu…

coisas novas

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a universidade de Évora, por intermédio do seu centro interdisciplinar de história, cultura e sociedade (CIDEHUS) disponibilizou recentemente um recurso interessante (para os grupos 200 e 400, área de história) e lançou com ele um questionário a docentes;

estive a ver de forma corrida o recurso e respondi ao questionário; sem grandes conhecimentos que não seja a curiosidade de docente, a formação inicial em história e considero o recurso interessante para se trabalhar em sala de aula e uma óptima contrapartida complementar aos recursos mais que habituais (e algo desgastados) das editoras;

mas mais que isso considero o questionário interessante por perspetivar formas de colaboração que, pessoalmente, não tenho nem sentido, nem descortinado entre as escolas e a universidade de évora; muito pelo contrário, o que sinto de há muito é o claro afastamento da universidade de évora a um mundo (e mercado) que podia ser deveras interessante;

não sei por que não funciona, se por (des)interesses …

das coisas... e das loiças

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já me fizeram chegar que alguns pais não gostam de uma forma diferente de trabalho em sala de aula;
(certamente serão conhecedores, não direi professores, mas conhecedores da coisa);

certamente que não concordarão com daniel sampaio quando afirma que é pouco estimulado o recurso à observação, à pesquisa individual e em grupo

muito provavelmente pensarão que são coisas de esquisitóide, senão mesmo de psiquiatra, mas pronto, cá estou para tentar explicar...

sobre a frescura dos comportamentos

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sou diretor de turma de um grupo de 7º ano;

19 alunos, dois com alguns cuidados especiais; 11 já ficaram retidos pelos menos uma vez; 3 deles estão a repetir o 7º pela... 3ª vez;

são miúdos frescos nos seus comportamentos, já conhecem limites e limitações da escola e da sala de aula, dominam estratégias de negociação com os profes, conhecem os profes à distância, do que são capazes, até onde vão, o que podem contar;

os pais, melhor, as mães, não sabem o que fazer e sentem-se claramente incomodadas quando ligo; sempre me atenderam ou me devolveram a chamada; sempre se mostraram disponíveis para falar, mas também sempre me mostraram as suas dificuldades em fazer diferente, em alterar os comportamentos (e, em particular, as atitudes);

vai daí e estão atulhados em participações disciplinares, em reclamações e queixinhas;

tenho de fazer alguma coisa se não sei que sobra para mim, dum lado e do outro;

proposta, pensar diferente, fazer diferente
criar um projeto individual de reflexão, tipo…

mensagens

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preparo a recepção a alunos e encarregados de educação; serei cicerone de um primeiro dia que é, para muitos, mais do mesmo;

regista-se uma mudança de ciclo, do 2º para o 3º mas nada mais, o contexto, o espaço físico, permanece, as caras de muitos são reconhecidas dos corredores, pelo menos para a maioria;

nesta preparação dou conta de um sítio com adizeres, frases motivadoras, de envolvimento e implicação para alunos, pais, professores, para todos e para trodos os gostos;

das dinâmicas

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já aqui tinha dado conta do meu desafio em pensar dinâmicas de trabalho para grupos de 7º ano com apenas um bloco de 90' por semana; o desafio que é pensar e definir estratégias de ligação do aluno ao seu trabalho semanal, ao envolvimento e implicação;

ontem fiquei a saber (não percebi antes) que as turmas de curso vocacional, onde os alunos se caraterizam, genericamente, pelo desinteresse, indiferença, alheamento e falta de objetivos ao trabalho escolar (quando não pessoais), ainda são mais curtos, 45' semanais;

é uma coisa tipo ... vai ser bom não foi

e como se implicam alunos no seu trabalho com 45' semanais;
que processos de ligação ao trabalho de uma disciplina se podem/devem definir com estes tempos?
que dinâmicas, de grupo e/ou individuais, se podem/devem definir?

certo que terei de ir aula a aula, sessão a sessão e, essencialmente, apelar ao trabalho fora da sala de aula, levá-los em visitas de estudo e conhecimento e análise e crítica (pensamento) onde seja possív…

dinâmicas de trabalho

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um dos meus desafios deste ano letivo consiste em equilibrar (criar equilíbrios, definir alguns pontos de consenso, um qualquer meio termo entre dois conjuntos) entre o tempo de aula, em 7º anos reduzido a dois blocos de 45', e o desenvolvimento de estratégias de implicação do aluno no seu trabalho, na sua avaliação, na sua relação com a escola;

e a coisa não se está a afigurar fácil cá pra mim;

contras:
a idade dos miúdos, que faz com que as ideias de autonomia assentem no trabalho do professor;
o tempo de separação entre os momentos de aula, intervalo de uma semana, que faz com que o pessoal desligue e, pior ainda, se esqueça do que faz;
o sentimento de novidade que imprimo a lógicas de trabalho que fazem com que, numa primeira fase, se estranhe e se rejeite;

a favor
a heterogeneidade dos grupos/turma - e a sua dimensão, poucos acima dos 20 alunos;
o sentido de plasticidade, isto é, a capacidade de adaptação dos miúdos, muito superior à do adulto; pode também ser expresso na id…

sobre a desconstrução

eu sei que os tempos não estão para moengas; eu sei que as preocupações e os afazeres são mais que muitos; eu sei que temos mais que fazer do que nos preocuparmos com isto ou com aquilo;

eu sei - ou julgo saber

mas se assim é para quando um tempo em que nos possamos pensar, nós, professores e funcionários do ministério da educação?

para quando pensar em desconstruir procedimentos que vêm do tempo da minha avozinha, refazer rotinas instaladas para segurança não se sabe de quem, repensar lógicas de organização que todos prejudicam mas que permanecem, des naturalizar o que são opções de política (local ou nacional)?

para quando termos um tempinho para nos pensarmos enquanto gente, elementos licenciados (ou com maior grau), re estruturarmos processos e procedimentos?

para quando perdermos o medo de pensarmos e fazermos diferente? para quando perdermos o medo de pensar?

dinâmicas 1

é verdade a minha cabecita já está a pensar na dinâmica de aulas, organização e distribuição de conteúdos, pensar e definir metodologias de trabalho, equacionar estratégias de relação e envolvimento, identificar recursos;

muitos dirão que o tipo é parvo, pois é, para além de ser verdade, também antecipo afazeres de modo a que quando estiver mais apertado tenha a folga deste tempo para compensar;

são lógicas e princípios de trabalho

registos de dinâmicas

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uma das situações que desde há muito considero essencial na prática letiva são os registos do professor;

chamo registos ao conjunto de apontamentos sobre cada aula em particular, sobre a sua dinâmica e os seus diferentes acontecimentos, ao registo sobre acontecimentos e alunos individualmente considerados; portanto, para mim, os meus registos não se limitam a tabelas sobre classificação de alunos, faltas ou notas, são, essencialmente, apontamentos descritivos e qualitativos sobre cada aula;

de há alguns tempos a esta parte tenho utilizado ou o evernote ou as folhas de cálculo do google drive para os registos;
vão comigo para todo o lado, estão disponíveis em modo on e off line, permitem articulação fácil com outros suportes (por exemplo, a enviar informação a diretores de turma ou a encarregados de educação) e fazem com que não me esqueça de nada que é importante e que em função de processos de avaliação, se torna essencial recordar - para gerir com o aluno ou com o encarregado de ed…

das aulas

por força da minha pessoa e da escrita que tem marcado os últimos tempos, relembro que este meu cantinho de escrita pública é dedicado às coisas das aulas;

desde que foi criado e reaproveitado que o objetivo passa por partilhar ideias, trocar opiniões, saber e recolher comentários (no sítio ou ao vivo ), sobre uma dinâmica de trabalho que cruza lógicas da escola moderna, do trabalho de projeto ou do ensino diferenciado;

nos últimos tempos e por força da pausa dedico-me a outros assuntos, não menos interessantes, mas que obviamente não se centram na dinâmica de sala de aula;

a eles regresso à medida que se aproxima o tempo de aulas;

conversa de cota

a filha anda como monitora num campo de ATL, tempos livres; 

foi hoje o seu primeiro dia; conversa pós laboral

e como correu, pergunto; 

oh pai, acho que os miúdos hoje estão mais mal educados, mais mal comportados; não quero parecer cota, mas eu que estive em tantos campos de férias e ATL's acho que nunca fui assim; eu peço uma coisa e eles fazem outra, os monitores mais velhos mandam para um lado e eles vão para o outro; 

será conversa de cota?