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tecnologia em sala de aula

sou um assumido adepto das tecnologias, particularmente no apoio ao trabalho do professor (na organização ou na dinâmica de sala de aula);

mas...

também dá para notar que a tecnologia pode ser um elemento de exclusão e/ou diferenciação pela negativa;

há alunos que a utilizam pela curiosidade, que a integram nas suas dinâmicas e nos seu trabalhos, que sabem ir além de uma utilização casuística, simplista e acrítica;

mas há alunos que não sabem ir além do simples clique, do deslizar pelo ecrã de forma passiva; estes correm o sério riscos de ficar para trás; e fico com a ideia que há muitos a ficarem para trás (a não saberem fazer uma pesquisa, a não saberem cruzar informação, a procurar fontes diferentes, a assumir a crítica ao exposto ou mesmo aos perigos da exposição);

no meio disto tudo, duas notas,

uma sobre plataformas de apoio ao trabalho e à relação entre aluno e professor, com base em portefólios digitais uma em https://www.creatubbles.com/ e outra em http://web.seesaw.me/;

uma …

sobre o interior

no decurso deste mês de agosto e no meio de tanta tontice publicada, surge, aqui e ali, uma nota interessante, que retenho para mais tarde recordar;

dou destaque a uma delas sobre o interior deste país, mais de 2/3 do país votados à desertificação, ao envelhecimento, às distâncias que nunca mais acabam, ao isolamento social e cultural;

o expresso publicou um interessante artigo que, muito provavelmente, dará origens a mais escritas, lá mais para a frente e que vale a pena destacar uma vez que é a primeira vez que vejo a eventualidade de uma estratégia educativa incidir sobre o interior;

é certo que a generalidade dos diretores de escola/agrupamento procura conformidades, com receio das suas diatribes, mas seria interessante perspetivar o que pode a escola fazer pelo interior?

e não digo/pergunto em termos genéricos, teóricos, concetuais, pergunto em termos, por exemplo,

qual o papel da escola no acompanhamento de crianças quando os pais estão ausentes?

que estratégias de promoção do s…

Da demografia

O problema demográfico é complicado e deveras complexo para análise simples e direta da minha parte; Mas as notícias são o que são e dão conta dessa bomba que temos entre nós, a do esgotamento demográfico; Perante a redução de mais de mil turmas que se perspetiva pergunto quantas caberão ao Alentejo? Qual a percentagem nesta região?Mas afinal o que se faz para combater a situação? Pela tutela, pelos municípios?Que pensam fazer as escolas e os agrupamentos para gerir ofertas e criar alternativas?

Vale a pena

Ele há coisas que valem a pena ler; Esta é uma delas - A jornalização em cursoAjudam-nos a perceber os tempos e os modos de um coletivo que cada vez mais é individual; Como nos ajudam a perceber co o se fazem (fabricam) opiniões e se tornam coletivas como se fossem caminho único;

de saída

a quase certa saída da GB da UE mostra que algumas das políticas definidas, assumidas e implementadas ao longo dos últimos 30/40 anos falharam redondamente;

aquando da minha tese tive oportunidade de perceber como as medidas de política europeia foram as primeiras a entrar na escola, decorria ainda a década de 80 do século passado;

na década seguinte então foi o auge das medidas de sensibilização europeias na escola; eram projetos para quase tudo, iniciativas sobre tudo; programas sobre isto e sobre aquilo;

não menos interessante esta aposta na escola era liderada e assumida pelo então instituto português da juventude;

isto é, foi notória a opção da então comunidade europeia apostar na sensibilização dos jovens,

esses mesmos que hoje no reino unido optam por sair;

dupla leitura,

as medidas falharam por que um vasto conjunto de pessoas sente que a UE nada lhes diz, que é impedimento e não possibilidade;

a escola forma pessoas para a autonomia de açao e pensamento e quando julgamos que …

a ciência

como solução, fé, crença ou apenas esperança;

numa rápida passagem de olhos pela visão desta semana é possível identificar o papel que a ciência tem no contexto social geral e, em particular, na educação, na escola;

é tempo de exames? a ciência ajuda;

há problemas em como educar uma criança? a ciência dá orientações;

a ciência torna-se pretexto e texto para o que quer que seja, emagrecer, estudar, educar, decidir entre isto e aquilo, agir assim ou assado;

mas a porra toda é que continuamos os mesmos, como sempre fomos, mais ciência menos ciência;

por cá então, por este meu alentejo, uma autêntica massa de algo que nem sei...

serão as contradições da ciência?

ou apenas efeitos do que somos?

policial

quem, de fora, tivesse visto e assistido ao arranque do jornal da uma da rtp de hoje, certamente que ficaria a pensar que somos um países de corruptos, prevaricadores, canalhas trafulhas;

a pj esteve presente em três das quatro noticias;

é obra

ou seremos mesmo isso tudo?

a sociedade na sala de aula

a partir da morte de um miúdo em portimão, referenciado há que tempos perante a cpcj local, ou e por mera coincidência, ou talvez não, o desaparecimento de um outro na zona norte, levam-me a considerar a circunstância de serem alunos, de passarem o tempo na escola, de se cruzarem com, pelo menos, uma dúzia de docentes, estarem a ser acompanhados por técnicos e outros elementos associados à escola e, ainda assim, as coisas acontecerem;

uma e outra situação, por ventura por acontecerem na mesma semana, levam a tentar colocar-me na pele daqueles meus colegas que estão com eles, com esses miúdos, diariamente, que com eles se cruzam, que os ouvem, e que se aperceberão de situações, tensões, sonhos, arrependimentos, vontades, hesitações, tudo o que pode passar pela cabeça de um miúdo de 13 ou de 15 anos;

qual o seu estado de espanto, qual o seu estado de estupefacção perante os acontecimentos, como se julgarão e consideração;
daqui o meu abraço e a minha total solidariedade,

há muito que me…

coisas e adizeres

lentamente, demasiadamente lento para o que todos esperam, precisam e se deseja, vão surgindo ideias, orientações, perspetivas, isto é, apontamentos sobre o ministro da educação e as suas opções e/ou orientações;

ontem, noutro lado, opinei sobre perspetivas de futuro, ao mesmo tempo deu para ler as primeiras iniciativas do senhor ministro;

espera-se para desenvolvimentos,

desafios

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gosto da minha profissão; mesmo no meio das moengas e de algumas contrariedades, tenho de reconhecer que gosto da profissão, é desafiante, estimulante;

este ano vou ter uma nova experiência, trabalhar no âmbito do ensino de adultos nesta coisa designada de cqep, qualificação e ensino profissional (as novas oportunidade de passos coelho e nuno crato);

considero um desafio; desafio de perceber as dimensões sociais e pessoais que estão colocadas neste processo; perceber o nível de resposta escolar a pessoas que saíram do sistema, muitas delas forçadas, orientadas para essa saída e que a ele retornam;

não é a minha praia, mas é uma forma de me manter em estado de atenção ao que por aí se produz e desenvolve em termos de respostas escolares a questões que são pessoais e profissionais;

mera curiosidade de quem gosta disto...

vergonha

hoje não escrevo (???!!!!), sinto-me envergonhado com esta europa que todos construímos, é certo que uns mais que outros, mas sinto-me envergonhado;

as imagens chocam, confrontam-nos com os nossos valores, com pregões de sempre, da solidariedade oca às palavras vazias;

sinto vergonha das imagens, do atropelo, da canalhice que uns e outros nos fazem;

sinto-me envergonhado por estar na escola a transmitir a jovens ideias e ideias democráticos, de respeito, de tolerância, de acolhimento, valores e crenças que nos ocupam o espírito há mais de dois mil anos, mas do qual fazemos, persistentemente, tábua rasa, folha em branco, papel esquecido;

coisas da meia idade... e da escola

sofro (se é que se pode assim dizer) daquelas maleitas típicas do homem de meia idade, acrescido do prazer e dos privilégios da gastronomia deste país, colesterol alto, ácido úrico, fígado a precisar de descanso e um rol de coisas;

o senhor dr médico não vai de coisas, comprimido para isto, comprimido para aquilo e tá a seguir com dieta mais comedida, algum exercício e daqui a uns tempos estás pronto para mais;

assim faço, vá de comprimido e início, aos 51, a toma de uma porrada de comprimidos ao pequeno almoço, para o colesterol, para a circulação, para a tensão, etc;

ontem vá de dar com este artigo no público; afinal as coisas podem - podem - não ser assim tão más;

quando terminei de ler a peça não pensei no colesterol, na tensão, no aumento de peso, pensei que é neste mundo, feito de mudança, de quebrar verdades e regras que os professores atuam e agem; é neste mundo onde se questionam e colocam em causa verdades clínicas antes inabaláveis que os profes tentam ensinar verdades a de…

a lei e a verdade

uma coisa com a aparência de nada ter a ver com a educação e menos ainda com a escola; 

foi ontem publicada a lei 71/2015 que determina «o regime jurídico da emissão e transmissão entre Portugal e os outros Estados membros da União Europeia de decisões que apliquem medidas de proteção, (...)».

nem me alongo muito, repesco um comentário de uma amiga do facebook

(...): lá estão os crimes sexuais, a violência doméstica, o tráfico de seres humanos, a corrupção. 
Houve tempos em estes crimes eram invisíveis e condição do sistema que considerava as mulheres como "propriedade" dos maridos. E, a corrupção era, também ela, vista como uma condição do poder e da sua manutenção.

se as práticas, o dito "habitus", define a lei, é também certo que diferentes circunstâncias, entre interesses, objetivos e preocupações, influenciam a forma como nos relacionamos e encaramos os problemas do quotidiano; 

coisa que ontem não era problema, nem sequer equacionado enquanto tal, hoje, por força d…

a construção de sentidos

uma das minhas (muitas) batalhas enquanto profissional (por muita dificuldade que sinta em me fazer entender)

vejam que vale bem a pena, particularmente na pausa de verão talvez ajude para depois rapidamente esquecer - depois quando estivermos em sala de aula, no constrangimento do tempo, no aperto do frio de inverno, 

é tão simples que as pessoas (os profes, mas também os pais) dizem, de imediato, que é impossível; 

será mesmo impossível? será apenas retórica? será apenas teoria? 

até onde é que o discurso que é teoria não é em si mesmo uma teoria? uma forma de inércia? 

vale a pena, até arrepia 

A escola como imagem criadora de futuro

entre o passado e o futuro - as pessoas

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ontem, antes de ir feirar, passei pela convenção distrital do meu ps; queria ouvir, uma vez mais, outra vez, o lider antónio costa; 

sou suspeito, pois claro, sou socialista até à medula, apesar de todas as vicissitudes, pessoais e coletivas, que este partido e a gente que o constitui tem feito passar; 

foi um discurso inteligente, considerando as sondagens, as expetativas, os objetivos que todos traçam ao ps e a antónio costa; foi um discurso de confiança, de afirmação, de futuro e de alternativa; 

em termos regionais há muito que não se fazia uma coisa destas; há, obviamente, ideias que podiam melhorar, ser melhores, outras mais concretas, pois o povinho gosta é do nome do medicamento e não da sua composição genérica; 

contudo e habituado que estou ao espírito de livre pensador, tenho que dizer que até setembro se terão que aprimorar duas agulhas essenciais à vitória; 
uma mobilização mais efetiva e afetiva do eleitorado, falta chama, falta garra, falta ânimo; antónio costa disse-o, o po…

des notícias

notícias que não deviam ser notícia, a partir do público de hoje um apontamento que dá conta de como vamos; 

começa-se por afirmar que as contratações pelas escolas para as AEC são postas em causa pela provedoria da república; certamente que quem conhece a coisa concordará; mas...

pois é, pelo menos pela região alentejo (do mal o menos, pelo menos) a maior parte dos promotores não são nem escolas nem agrupamentos, são municíipios, na sua maioria ou associações disto ou daquilo; 

tanto que o corpo da notícia dá conta das entidades promotoras e não escolas,

questões de semântica? talvez nem tanto

desafios de criança

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estamos no final do ano letivo; os desafios foram, ou não, enfrentados e vistos (superados uns, outros nem por isso); 

deixo esta nota sobre os desafios de educar uma criança, e aqui a educação, o ato de educar, não se circunscreve à escola, mas ela acaba por estar presente em praticamente todas as diferentes perspetivas e pontos de vista; 

acrescento que mais importante que o desafio de educar uma criança, é saber ser criança; nós mesmos, a olhar para a vida e para aquilo que nos rodeia com a perspetiva de uma criança; é tão bonito

pequenos nada - grandes coisas

nos pequenos nadas, naquelas coisas que nos passam quase que despercebidas, naquelas outras que mal valorizamos, torna-se possível ver e perceber e compreender algumas das coisas que nos marcam e caraterizam, primeiro em termos pessoais, mas, no seu conjunto, também enquanto modo coletivo de ser; 

resulta em muito, da nossa história, do que o antigo regime do estado novo nos deixou (claro, por intermédio da escola, da formação, da educação) e que ainda hoje nos condiciona e define; 

trata-se, por exemplo e a partir do concurso a diretor da minha escola, de perceber que para os outros (pretensamente políticos) exigimos clareza, rigor, transparência, competência; 

como ao nosso aluno, queremos interesse, estudo, aplicação, empenho, numa palavra e se assim o pudesse dizer, profissionalismo de aluno, pois claro; 

contudo, quando se trata de proximidade, de afirmar posições mais individuais ou pessoais tudo isso passa para segundo plano,quase que entra no esquecimento e fazemos o que achamos, …

dúvidas e dúvidas

em final de ano letivo, de ano (9º) e de ciclo (básico) faço um breve e aleatório levantamento com as turmas que tenho deste ano e nível de ensino - 4 em 5;

levantamento sobre opções para o próximo ano letivo, preferências por áreas e/ou escolas;

se fosse por vontade dos alunos, quase metade sairia do concelho;

a outra metade, ficaria por cá distribuindo-se, maioritariamente por ciências e tecnologias, ambição de medicina, uns quantos pelas línguas e humanidades e residualmente por artes;

quando questiono o aluno entre as suas preferências e as suas opções, há quem assuma que disso já nem se fala por casa para evitar discussões; isto é, os pais, a família, continuam a definir grandemente o futuro dos mais novos; e fazem-nos em função de lugares comuns, vulgaridades e banalidades - emprego, oportunidades, reconhecimento social, and so on...

tempo

uma das maiores dificuldades que tenho sentido, enquanto docente, junto de alunos, de docentes e de políticos é convencer o pessoal da importância do tempo;

para tudo é preciso tempo;

o aluno integra-se naquilo que designo de geração clique, se a resposta não é imediata perde o interesse, desliga, desinteressa-se;

o docente quer resultados imediatos, qual comprimido para dor de cabeça, no âmbito da indisciplina, do funcionamento da sua sala de aula, da resposta do aluno às suas indicações;

os políticos querem resultados rápidos, de sucesso, de custos, de eficácia;

os pais, esses, querem respostas para os seus anseios, para as dúvidas dos filhos, e não são para daqui a pouco, é para já;

vivemos uma geração de velocidade, ele é o acesso à net cada vez mais rápido, ele é o telemóvel cada vez mais sensível ao toque, ele é a informação na ponta dos dedos, ele é o relato cada vez mais veloz, ela é a fast food;

mas precisamos de tempo

de tempo para nós,  tempo para ouvir, tempo para sentir, …