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ou amálgamas de ações a que chamam projeto

durante a pausa de páscoa tive oportunidade de receber, oriunda da minha escolinha, informações sobre o programa Operacional Regional medida 10.1 de Combate ao insucesso escolar

tem como objetivo o “estabelecimento de condições de igualdade no acesso à educação infantil, primária e secundária, incluindo percursos de aprendizagem formais e não formais”
tratam-se de medidas do programa operacional regional 2020, gerido pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional aos quais municípios e comunidades intermunicipais se candidatam e cujos alvo serão escolas (alunos e professores); 
ora cá fica um bom exemplo de conversas que uns terão e a outros passará ao lado, sobre o papel das escolas (entenda-se de professores) nas estratégias de municipalização da educação
é que é uma assumida municipalização da educação sem lhe chamar isso; 
e o que queremos nós?
pela participação poderemos ter papel ou assumir a sua distância (de forma consci…

Tutorias

O Alexandre da conta do trabalho do público sobre as tutorias;

Ontem, no ComRegras, ainda pensei escrever sobre a coisa, faco-o hoje mas não me alongo;

Pela minha escolinha a coisa até começou relativamente bem;

Isto é, alunos a participar, dinâmicas a acontecer, trabalho a ser realizado de parte a parte (de alunos os e professores);

Contudo, progressivamente os alunos começaram a faltar, a desistir de mais esta moengas, como ouvi;

Ultimamente o professor está sozinho, espera pelos alunos mas estes não aparecem;

Alternativas? Contrariar inércias? Essa é que é essa...

sobre a ajuda

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notícia de primeira página no jornal de notícias;

eu direi mais, porque o senti, pais com licenciaturas não conseguem ajudar os filhos;

as matérias, as estratégias, as opções de sala de aula, os conteúdos mudaram tanto e tão significativamente que, sendo sincero, se torna difícil apoiar/ajudar os filhos nos afazeres de da escola em casa (e não é preciso serem TPC's);

mais, porque as coisas são tão diferentes quando nos insinuamos na ajuda rapidamente os petizes nos atiram à cara que não foi assim que o professor ensinou;

resultado, mais vale a ajuda que se consiga dar e disponibilizar em sala de aula e pela escola para que se consiga cumprir o papel da escola;

o envolvimento do aluno

o meu grande desafio (gosto de pensar que dos professores e da escola) passa/é o envolvimento do aluno no seu trabalho escolar;

mais que ser aluno é um pouco a recuperação de uma ideia passada, a de se ser estudante;

ser estudante, no meu pensar, implica trabalho, esforço, vontade, algum sacrifício,
é muito mais que se ser aluno, este mais passivo, dependente, orientado do que descoberto;

para implicar o aluno na dinâmica escolar e/ou disciplinar tenho de pensar em estratégias de envolvimento, em trabalho, em implicação, como envolver o aluno/estudante (por vezes sem ele dar conta);

particularmente quando a escola nada diz ao aluno, têm culturas e orientações distintas (e, por vezes, concorrentes),

quando eles mesmos, os alunos, ou os pais e mesmo os professores lhes dizem que estudar para quê, afinal, não há trabalho, não há empregos;

a ouvir isto de forma persistente, quem se interessa pelo trabalho escolar, pela escola;

tenho optado por duas estratégias,

a montagem de portefólio do…

rigidez

dos recursos

em altura de reuniões intercalares uma das questões que destaco passa pela rigidez da gestão dos apoios;

os apoios foram pensados e definidos no inicio do ano - e assim ficam;

enquanto não existir possibilidade e capacidade de adequar apoios aos alunos e aos problemas evidenciados a tendência passa - e muito - por persistir no erro e acentuar dificuldades;

coisas do sucesso

ou da falta dele

direi que me sinto algo entalado;

entre, de um lado, convições e ideias de escola e da sua organização

e

do outro

pressupostos e orientações de trabalho e da ação docente;

escrevi numa última entrada
as estratégias de promoção do sucesso vão recair sobre o trabalho dos professores, esta uma pequena grande divergência com o chefe de missão;

divergência por que considero que deviam incidir em questões de organização escolar e letiva (coisa que sei que o senhor chefe de missão concordaria comigo) - mas estas notícias desmentem e contradizem em absoluto;

o que as opções e orientações definem, de um lado, e as medidas de política fazem mais não é que mostrar, uma vez mais, a desconfiança que o poder central tem relativamente aos seus funcionários;

e aqui o meu entalanço;

é que sei que uns e outros têm razão; afinal, se não existirem orientações muitos dos seus funcionários ficam se não desorientados pelo menos inativos, expectantes;

do outro, sei e tenho consciência que o l…

notas de final de um ano

no final de quase todos os anos letivos não me deixo de surpreender pelo papel que os papeis, grelhas ou outros, referentes às medidas de promoção do sucesso, fazem perante aqueles que visam;

habitualmente são preenchidos no final do 1º período, por via do número de níveis inferiores a três que os alunos obtêm; por onde tenho andado, consistem em colocar cruzes nas pretensas dificuldades do aluno e mais cruzes nas medidas de apoio propostas (algumas nem funcionam); mais cruz menos cruz tudo é igual para todos, uniforme a todos (fazendo-me lembrar os comprimidos que nos davam na tropa, eram os mesmos, independentemente das queixas);

são papeis, nunca consegui perceber qual a sua finalidade - a não ser aquela mesma de impingirem aos docentes formas de pensar na/a sua ação; na generalidade são preenchidos qual totobola, mais conversa menos conversa, mas sem grande rigor nem preocupação - que vá além da administrativa;

o certo é que, mais cruz menos cruz, dão um resultadão; ele é ver e ap…

resultados e processos

há uns anos atrás um chefe que tive virou-se para mim e apregoou clara e assumidamente em tom menos bom

és um tipo de processos e não de resultados;

na circunstância não retorqui, considerei que não era o contexto; depois tive oportunidade de trocar ideias com ele (pessoa de quem muito gosto);

efetivamente não há resultados sem processos, são estes, no meu entendimento, os elementos determinantes não apenas para obter resultados mas, particularmente, para consolidar resultados;

o processo de promoção do sucesso tem passado, em excesso, no meu entendimento, pelos indicadores de resultado, minimizando processos (ainda que estejam presentes, mas não lhe concedem o lugar de destaque e de prevalência que considero mais necessário);

aparentemente a coisa ir-se-á manter, sucesso pelos indicadores de medida, pelos objetivos alcançados, pelas medidas comparativas - afinal o meu antigo chefe é um dos responsáveis pela promoção do sucesso;

e eu pergunto,

não seria tempo e oportunidade de o local…

sobre as tutorias

um curto parágrafo do que escrevi no sítio ComRegras:

(...) as tutorias não se podem constituir como resposta organizacional ao desinteresse, desmotivação, alheamento e indiferença do aluno. Nem tão pouco à falta de bases ou pré requisitos, à escassez de hábitos e métodos de estudo, entre as coisas mais ou menos habituais. A tutoria é um processo individual. A escola precisa de respostas organizacionais, coletivas.

o aluno

uma síntese, com destaques do editor, hoje disponível no ComRegras:

Na generalidade das situações, as causas apontadas para o insucesso (e que se relacionam estreitamente com os comportamentos) dizem respeito ao que designo como santa trindade do insucesso, desinteresse, indiferença, alheamento. Esta triangulação tanto se expressa por disciplinas, como por docentes, tanto pela escola como pela falta de sentidos pessoais.Vai daí não seria interessante criar formas de promoção do sucesso escolar que passassem pela criação de sentidos e objetivos de vida ao aluno? Não seria muito mais interessante promover formas e estratégias de apoio ao aluno para que ele consiga perceber e pensar quais os sentidos da escola, definir objetivos pessoais, agir socialmente em conformidade envolvendo-se com a vida e não apenas com a escola?Relacionar insucesso escolar com conteúdos e práticas disciplinares é escasso em medidas de promoção do sucesso. Bem que se podiam perspetivar e analisar a alteração de i…

propostas

assim como quem não quer moer muito perguntaram-me, e a todos os outros do departamento, o que tinha a dizer sobre os resultados de 2º período;

em termos de síntese respondi assim:

perante o que considero tão maus resultados certamente que as causas serão diversificadas e por vezes imbricadas umas nas outras, sem se perceber onde começa ou acaba uma ou outra; 

percebo que não queiram culpar os que estão para trás, os tais pré requisitos, mas que estão em falta estão, mas só isso não chega;
percebo que queiram dizer que os pais não cumprem as suas obrigações, mas não creio que seja só, mas que, vendo os pais da minha DT que se sentem desamparados e algo desorientados, é verdade; 
acredito que uns quantos pensem que os senhores professores precisem de alterar lógicas, dinâmicas e práticas, mas será suficiente? o que faz um ou outro mudar quando um CT tem 12?
podemos dizer que as políticas educativas são o que são, mas serão causa plausível para os maus resultados de um contexto? afinal a…

da consciência

da resolução de conselho de ministros hoje publicada dou conta de duas notas minhas:

não é o ministério da tutela a orientar e a definir as regras de promoção do sucesso, é o próprio conselho de ministros num sinal claro de alargamento de horizontes e envolvimento de todos num processo que a todos diz respeito; boa,

depois e retiro parte do ponto 3 da resolução, quando se afirma a necessidade de «consciencialização de toda a comunidade de que o sucesso escolar é possível para todos os alunos» este é declaradamente um tópico difícil de consensualizar; há ainda muito boa gente que dirá que não, que o sucesso não é para todos, mas para alguns;

coisas da lógica ou da falta dela

é uma pergunta que faço e que fiz na última reunião de avaliação em que participei;

analisam-se dois ou três alunos, 7º ano, um e outro com 15 anos feitos, complicados, delicados quer nos comportamentos, quer no seu enquadramento social e familiar; ambos com múltiplas retenções, comportamentos desadequados (mais por questões de afetos que por quezílias), planos em vigor apenas para "inglês ver", carregados de níveis dois;

final de segundo período e tudo aponta para nova retenção;

há quem pergunte, o que fazer a estes alunos?

e eu provoco, serão os alunos que têm de mudar ou seremos nós, docentes, que teremos de mudar?

aqui, no dito regular, exigimos rigor, objetivos, assertividade, regras, prontidão e disponibilidade por parte do aluno;

não cumpre? atirado para vias alternativas onde, criadas por um governo de extrema direita, estão implementadas passagens quase administrativas;

com os mesmos professores, com o mesmo pensar, mas no vocacional tudo se muda, incluindo concessõ…

a sociedade na sala de aula

a partir da morte de um miúdo em portimão, referenciado há que tempos perante a cpcj local, ou e por mera coincidência, ou talvez não, o desaparecimento de um outro na zona norte, levam-me a considerar a circunstância de serem alunos, de passarem o tempo na escola, de se cruzarem com, pelo menos, uma dúzia de docentes, estarem a ser acompanhados por técnicos e outros elementos associados à escola e, ainda assim, as coisas acontecerem;

uma e outra situação, por ventura por acontecerem na mesma semana, levam a tentar colocar-me na pele daqueles meus colegas que estão com eles, com esses miúdos, diariamente, que com eles se cruzam, que os ouvem, e que se aperceberão de situações, tensões, sonhos, arrependimentos, vontades, hesitações, tudo o que pode passar pela cabeça de um miúdo de 13 ou de 15 anos;

qual o seu estado de espanto, qual o seu estado de estupefacção perante os acontecimentos, como se julgarão e consideração;
daqui o meu abraço e a minha total solidariedade,

há muito que me…

coisas novas

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a universidade de Évora, por intermédio do seu centro interdisciplinar de história, cultura e sociedade (CIDEHUS) disponibilizou recentemente um recurso interessante (para os grupos 200 e 400, área de história) e lançou com ele um questionário a docentes;

estive a ver de forma corrida o recurso e respondi ao questionário; sem grandes conhecimentos que não seja a curiosidade de docente, a formação inicial em história e considero o recurso interessante para se trabalhar em sala de aula e uma óptima contrapartida complementar aos recursos mais que habituais (e algo desgastados) das editoras;

mas mais que isso considero o questionário interessante por perspetivar formas de colaboração que, pessoalmente, não tenho nem sentido, nem descortinado entre as escolas e a universidade de évora; muito pelo contrário, o que sinto de há muito é o claro afastamento da universidade de évora a um mundo (e mercado) que podia ser deveras interessante;

não sei por que não funciona, se por (des)interesses …

perceber e não compreender

agora dá-me para esticar os textos e avançar para um pensar que não é alto, mas partilhado, quais divagações solitárias de quem se pensa e pensa o trabalho que se tem;

ontem, outra conversa entre pessoas de setores (profissionais) diferentes a irem num mesmo sentido, o extremar de posições, o radicalizar de situações, a criação de dicotomias, o eu e o tu, o nós e o vós, de um lado e do outro - normal não é por que os tempos são de redes, de partilhas, de disseminações, de fluxos e não de binómios ou dicotomias do século passado;

levou-me a pensar e a partilhar ideias sobre um pensamento que este ano letivo - mais que em anos anteriores e ainda não percebi por quê - sinto com particular acuidade e que já aqui deixei em nota anterior; os bons alunos têm bons resultados, os maus alunos afundam-se na sua falta de resultados;

este ano sinto mais que em anos anteriores, o facto de um aluno com enquadramento familiar estável, filho de pessoas algo diferenciadas (com isto quero dizer com form…

a estatística e a regulação social

os estudos (sejam eles de base estatística ou não) são elementos frequentemente utilizados como elementos de regulação da ação de pessoas, setores ou políticas;

isto é, utilizam-se estudos, que se afirmam assépticos, objetivos, a-morais e racionais, para interferir sobre práticas (sociais ou profissionais) no sentido de se ultrapassar o que se tem e se caminhar para o que se quer; com os estudos e a sua divulgação, criam-se elementos de pressão do público, supostamente cliente ou utilizador e utilizado enquanto regulador (forma de pressão) para pressionar para resultados;

exemplo,
1, estudos indicam que o consumo de leite aumenta em 20% a densidade óssea (coisa inventada cá pelo je);
2 o presente estudo «apresenta os principais resultados de um estudo sobre a relação entre o desempenho escolar dos alunos do 3.º ciclo, em Portugal Continental, e o meio socioeconómico dosseus agregados familiares»;

um e outro, uma invenção minha e os resultados de estudo recente da direção geral de estu…

falta barro

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com o barro que temos dificilmente se conseguirão cumprir objetivos que são pedagógicos desde os finais dos anos 80 do século passado;

com as cabecinhas pensadoras que por aí existem, será deveras complicado (e complexo) cumprir com objetivos sociais, que deviam ser de todos;

muitos não abdicam da sua postura de dificultar processos e resultados como se isso fosse sinónimo de rigor e qualidade;

a maioria não se sabe organizar para analisar situações, identificar respostas, propor outros modos (ou formas) de apoiar alunos e famílias;

muitos, apesar de tentarem e se esforçarem, fazem-no sem qualquer orientação, sentido ou enquadramento tendo apenas como base o seu voluntarismo e os resultados escolares não dependem de voluntarismos;

a falta de princípios de autonomia levam a que a maior parte se desresponsabilize, culpe outros ou parceiros, se esqueça de refletir sobre os seus próprios processos e práticas;

enquanto não se definirem outras formas de organizar a escola, o trabalho docen…

implicações

a dança de cadeiras e de lugares, fruto da mudança de governo e de tutelas, parece que começou e que se alastra por aí, seja pelo país (aparentemente a diferentes velocidades, nem percebo porquê), quer pelos setores (mostrando a hierarquia dos lugares, das tutelas e das preponderâncias regionais);

não me imiscuo pelas políticas, pelo menos por aqui, mas levanto a questão, tem esta dança implicação ou interferência na sala de aula?

uns dirão que não, que são coisas de bastidores e de tachos,

eu digo que sim, estão diretamente relacionadas com a capacidade de mobilizar ou apoiar as ideias de trabalho em sala de aula, de apoio ou recuperação de alunos com dificuldades, problemáticos ou de baixos resultados;

direi que faz toda a diferença ter pessoas que apoiam e orientam, promovem e esclarecem, daquelas que complicam, regulamentam ou se dizem asséticos aos contextos,

faz toda a diferença ter pessoas que são zelosas cumpridoras das regras e das orientaçãoes (ou ordens) e que apenas procur…

o portefólio como estratégia

não me fico pelo questionar, simples ou elaborado, nem pela interrogação, seja ela metódica ou indutora da ação;

assumo, por muito que por vezes não escreva, que gosto mais de discutir as soluções do que amassar os problemas - por muito que isso possa não (trans)parecer por esta escrita;

para enfrentar alunos que não querem (pura e simplesmente não querem) aprender estou a utilizar o portefólio;

habitualmente já o utilizo enquanto instrumento de organização da avaliação;

agora uma vez que não há conteúdos a integrar no portefólio, peço que o aluno escreva, de princípio pequenos textos, quem sou, de onde sou, como sou, por que sou, o que quero ser;

depois oriento o trabalho do aluno, mediante um ou outro desenvolvimento do texto, da sua escrita; pego no que foi escrito e como foi escrito e pergunto porquê? para desenvolver uma ou outra ideia;

que é certo e seguro? que resulta? não sei, experimento;

se não der volto a outra, experimento de outro forma ou de outro modo, logo verei, caso …