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A mostrar mensagens com a etiqueta dinâmicas

mais do mesmo

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continuo a defender a necessidade de flexibilidade na escola, na organização educativa, no trabalho dos professores;

todos, defendem o mesmo, que a coisa está gasta, que estamos cansados do mesmo;

e, se assim é, porquê insistir?

daria várias (e diferentes) respostas;

fico apenas a pensar que quando um tipo não sabe até os ditos cujos incomodam

nem de propósito

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falei (escrevi) sobre desafios e vá de deparar com eles hoje de manhã; logo a começar,

turma tão complicada quanto complexa - no desinteresse, no desajustamento entre interesses (ou lógicas) escolares e as outras, pessoal que olha para a escola como puro lazer de socialização e raramente como empenho ou abnegação, nunca como espaço de trabalho;

metade da turma teve mais de 5 níveis dois, inclusivamente muitos tiveram mais agora, no 2º período, que no 1º; desistiram, baixaram os braços, atiraram a toalha ao chão;

dizem que já comunicaram em casa que irão ficar no mesmo ano;

já identificaram formas de racionalização do insucesso - não vale a pena passar sem saber nada; que é preferível ter mais preparação para melhor enfrentar os exames no final do ciclo; que o ano foi complicado;

mas teremos ainda dois meses pela frente e, palpita-me, que alguma confusão;

como envolver gente que não quer ser envolvida?
como implicar alunos no seu trabalho se não quer qualquer tipo de implicação?
como …

dinâmicas

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a escola é fixe as aulas é que são uma seca;

e nós, profes, que gostamos tanto do que fazemos e do que dizemos; exasperamos com a impaciência do aluno, com o bocejar, logo naquela matéria, logo naquele dia;

há conteúdos que nos envolvem e que, se pudéssemos, faríamos com que todos gostassem;

mas não podemos

mas podemos recriar dinâmicas, pegar nas ferramentas que temos à mão e tentar, experimentar, arriscar; fazer o mesmo... de outro modo, com uma outra roupagem;

são os mesmos conteúdos, são os mesmos objetivos, é a mesma preocupação que nos orienta; mas quando a coisa é nova... tem um outro enlace

dei agora com uma ferramenta que é um 4 em 1;

permite elaborar quizzes (testes) on line, com correcção feita e percentagem atribuída;

permite criar mapas mentais, dinâmicos, mexidos - ajuda sempre a fazer chegar uma ideia e as suas relações;

permite elaborar flash cards, isto é, jogos que permitem recordar datas, situações, acontecimentos, criar uma outra dinâmica de aula - e a brincar, br…

alternativas

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há já algum tempo que trabalho mediante alternativas em sala de aula; há muito que abdiquei da "missa" que é uma aula e trabalho de modo diferenciado, em função de problemas ou de projetos;

considero uma e outra estratégia por via de não ser purista, adapto-me às turmas e ao aluno e ora vou por um ou por outro caminho ou por ambos ou por nenhum;

o que me interessa são essencialmente, três coisas:

envolver o aluno no seu trabalho (ultrapassar a indiferença e o desinteresse);
criar relações da história com o presente (perceber o presente pela história) e
desenvolver a autonomia e o espírito crítico com o aluno;

o trabalho passa por:

apresentar o tema/conteúdos numa lambidela, não mais de meia hora;
definir e apresentar a questão de orientação ou o problema a resolver;
definir as regras de trabalho (calendário, grupos, critérios de avaliação, procedimentos);

considero três elementos como fatores críticos:

que o aluno perceba o que lhe é solicitado,
a avaliação enquanto mecanis…

utilidades

a formação, qualquer formação, serve para aquilo que com ela fizermos;

decorre de interesses, objetivos, estratégias (individuais, profissionais, pessoais);

a formação serve sempre para alguma coisa;

mais não seja para falarmos sobre ela, retirarmos ideias, trocarmos opiniões, dizermos bem ou mal, que é isto ou aquilo;

basta falarmos, para que tenha sido útil;

pelas conversas a formação foi útil;

uma questão de poder

retomo uma entrada minha e uma notícia de fim de semana;

será tão certo quanto inevitável que os poderes locais se alarguem e abranjam áreas que até há pouco era ou impensável ou altamente melindroso;

a educação, a saúde, diferentes dimensões da segurança social terão tendência para se deslocarem para o local;

a questão, no que se refere à educação (mas não só) passa pelos receios que muitos têm que o poder local (onde nem todos têm a mesma concepção de democracia e de gestão local) interfira, ganhe entrada de ingerência na escola e exista influência/interferência na gestão escolar;

ingerência e interferência que não interesse, pois há muito que os poderes locais são chamados à escola (tal como os pais) para resolver problemas mas, raramente, para que deixem a sua opinião, o seu contributo; só recentemente o fazem por via legislativa;

a questão passa, no meu entendimento, por o local profissional saber afirmar a sua posição, defender os seus interesses, fazer valer a sua posição e as …

inevitável

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o processo de desconcentração, descentralização e reorganização política e administrativa;

não tenho grandes dúvidas que a modernização administrativa passa por aproximar serviços do público em geral;

não se me oferecem grandes dúvidas que muitos de nós irão tremer por questões político-partidárias;

que se irão invocar situações e questões de clientelismos, compadrios, amiguismos, and so on, como se a centralização burrocrática não tivesse isso mesmo, não padecesse de males;

a questão central passa, no meu entendimento, por reforçar não só a delegação de poderes e competências, como pelo reforço da participação e envolvimento dos diferentes profissionais;

que não nos desliguemos, que não desmobilizemos, que não nos tornemos indiferentes nem alheados do que se passa, pode ser a melhor oportunidade de reforçar capacidades e competências;

o diretor de turma

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cada vez mais me apercebo do papel e da dimensão determinante que o diretor de turma (DT) pode/deve ter perante, essencialmente, os alunos;

o DT é visto e está manifestamente sobredeterminado na sua dimensão burocrática e administrativa (justificar faltas, acompanhar absentismos, preparar reuniões, recolher tabelas, grelhas, matrizes, preencher tabelas, matrizes, quadros, grelhas, responder a indicadores);

o DT é um faz tudo - é professor, orientador, por vezes psicólogo, assistente social, familiar, padre ou missionário, amigo ou ouvinte, ou apenas uma pessoa, por vezes um profissional; e eu gosto disto, reconheço;

no que me diz respeito tentei, já por diversas vezes, instituir-me como coordenador de uma equipa de docentes; falar de estratégias de abordagem ao aluno, de promoção (individual e coletiva) do sucesso; diferenciar situações (metodologias, estratégias, opções), isto é, tentei re construir currículos em função dos docentes e das turmas; das vezes que tentei fiquei sempre a…

alterações de estratégia

tal como perspectivei, o segundo período inicia-se com algumas alterações em termos de metodologia e estratégia de trabalho em sala de aula;

criei (com base em coisas que conheci) uma 
opção A - manter a lógica de trabalho de projeto, tudo como dantes 
opção B - resolução de problemas ou resposta a questões à semana;
apenas no final de cada etapa o aluno poderá alternar entre opções, consoante os resultados, consoante os seus interesses, conforme as dinâmicas... 
tenho consciência que perco um pouco a dimensão que gosto, do trabalho de projeto, mas são crianças que precisam que se lhes diga o que fazer (um certo determinismo sociogeográfico); ainda que não deixe totalmente de lado, a progressiva formação na autonomia; 
com alguma surpresa minha (???) a grande maioria orientou-se para a manutenção do trabalho de projeto;

Desafios de escola

a mensagem de natal do primeiro ministro constitui, por si só, um enorme desafio à escola, à organização educativa e, de forma muito particular, aos professores;

sou, assumidamente, suspeito; sou socialista, tenho concordado com as medidas de política (no geral e no que particularmente se refere à escola e à educação), sou assumidamente partidário do arco da governação à esquerda;

independentemente das circunstância que me levam a apoiar o primeiro ministro, enquanto cidadão e enquanto docente tenho de reconhecer e assumir que a mais valia do século xxi, aquela questão do pormenor que faz toda a diferença é/assenta no conhecimento;

já não é apenas a paixão pela educação, direi mais restringida à escola e a um momento das nossas vidas;

o conhecimento alarga-se para o resto da nossa vida e faz de nós, de todos nós, aprendentes ao longo da vida;

e é aqui que se institui o desafio à escola e aos professores; identificar formas de responder a estes desafios;

se é certo que a medidas de po…

adaptação

apesar da recente formação em que participei sobre a metodologia de trabalho assente em projeto (ou resolução de problemas) tenho de reconhecer que tenho feito algumas adaptações; não sou aqui (como em lado nenhum) um purista; recrio consoante contextos e circunstâncias;

fruto, essencialmente, dos recursos disponíveis (são escassos, poucos alunos trazem equipamentos para a sala, apesar de os terem), dos níveis de autonomia e da consequente dificuldade de gerir problemas (estão ainda excessivamente condicionados pelas orientações dos adultos, pais ou profes), não tive outra opção senão adaptar;

adaptei a questão de orientação, que não é bem uma questão mas mais um conjunto de opções de orientação, de caminhos que o aluno pode escolher; como tenho adaptado dinâmicas de sala de aula, de trabalho de grupo; bem como como tenho optado por fichas (quizzes) de forma a gerir conceitos;

tenho sentido vantagens nos processos de auto avaliação, que servem impecavelmente como elementos de (auto)re…

na reta final

deste primeiro período; que é dos maiores deste ano letivo, e que se apresta a terminar;

em jeito de balanço duas ideias algo contraditórias;

por um lado, sinto que uma estratégia de trabalho se integra no quotidiano e os alunos dela se apropriam; no decurso dos trabalhos finais isso foi evidente; são trabalhos razoavelmente organizados, esquematizados e trabalhados; falta-lhes ainda alguma audácia em termos de apresentação em sala de aula, de romper com receios ou lugares comuns; a seu tempo;

segunda nota para dar conta que nunca, como este ano me tenho sentido desafiado, estimulado, confrontado com a minha prática profissional; na generalidade as turmas são fracas, pouco viradas para os objetivos escolares, sem grandes apoios sociais ou familiares; têm feito com que procure reorganizar quase que semanalmente estratégias, dinâmicas, processos de sala de aula;

uma e outra das notas dá conta da flutuação, oscilação, variação das dinâmicas, ora por interesses de alunos ou de professor, …

um dia no museu

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e foi um dia bem passado;

não foi o dia, foi uma manhã passada no museu nacional de arte antiga; depois andamos por lisboa, rossio, martim moniz a ver, nas palavras de alguns alunos, "gente esquisita";

que se agrada a todos? nem de perto nem de longe;

que todos gostaram? nem por isso, antes pelo contrário; para alguns foi uma seca (porque foi mesmo ou, para alguns, apenas por mera retórica juvenil de diferenciação, de demarcação - há que perceber a coisa);

que foi um dia bem passado? foi sim senhor; sou eu que o digo e a avaliação que o pessoal (os alunos) fizeram e fazem (em termos individuais de conversa, depois em termos de formulário);

duas notas;
destacar o papel das "guias" do serviço educativo - impecáveis; digo mais, im-pe-cá-veis; no atendimento, no encaminhamento, no apoio, na explicação e enquadramento, na simpatia, na amabilidade, na disponibilidade; fossem todos os funcionários assim, de onde quer que seja, e isto era uma maravilha; obrigado;

a concre…

Aulas fora das aulas

Amanhã à caminho de Lisboa para aulas fora das aulas;

Três blocos de aulas, um no museu nacional de arte antiga (espero não partirmos nada de monta);

Depois diversidade cultural, freguesia de Arroios;

E, finalmente, paragem para admirar os conglomerados comerciais;

Cumpro a indicação de um detergente, fazermos aulas fora das aulas (da sala, pois claro);

Recursos

comportamentos e avaliação

ou a auto regulação das atitudes

fruto da minha preocupação por envolver, implicar e comprometer o aluno no seu trabalho (em sala de aula, na definição de objetivos, na escola) uma das medidas que tenho adoptado passa pela auto avaliação;

no final de cada semana uma auto avaliação, nada de complicado, uma coisa boa uma coisa menos boa, uma assim assim;

pode passar por escrever um pequeno texto (até pode ser um sms) sobre o trabalho desenvolvido, o comportamento em sala de aula e, no fim qual a avaliação atribuída - auto avaliação;

na generalidade das situações não mentem (ou, pelo menos, concordo com a avaliação feita);

habitualmente dá para perceber que os alunos ganham consciência do que fizeram, de como se portaram e, não menos importante, do que têm de alterar para cumprir objetivos, atingir as metas a que eles se propuseram;

no final de um ciclo de trabalho fazemos o balanço entre todos e eu próprio me auto avalio como sou avaliado pelos alunos - tendo por base os mesmos critério…

o envolvimento do aluno

o meu grande desafio (gosto de pensar que dos professores e da escola) passa/é o envolvimento do aluno no seu trabalho escolar;

mais que ser aluno é um pouco a recuperação de uma ideia passada, a de se ser estudante;

ser estudante, no meu pensar, implica trabalho, esforço, vontade, algum sacrifício,
é muito mais que se ser aluno, este mais passivo, dependente, orientado do que descoberto;

para implicar o aluno na dinâmica escolar e/ou disciplinar tenho de pensar em estratégias de envolvimento, em trabalho, em implicação, como envolver o aluno/estudante (por vezes sem ele dar conta);

particularmente quando a escola nada diz ao aluno, têm culturas e orientações distintas (e, por vezes, concorrentes),

quando eles mesmos, os alunos, ou os pais e mesmo os professores lhes dizem que estudar para quê, afinal, não há trabalho, não há empregos;

a ouvir isto de forma persistente, quem se interessa pelo trabalho escolar, pela escola;

tenho optado por duas estratégias,

a montagem de portefólio do…

tentativas e superações

de quando em vez as coisas não correm bem; e a semana passada houve dias em que não correram bem;

seja porque estou mais cansado, seja porque se intrometem variáveis não consideradas, seja porque o aluno está diferente, seja pelo que for, há momentos em que a coisa não corre bem;

e volto atrás, leio os meus apontamentos, revejo opções, dinâmicas, estratégias e metodologias;

há uma tendência, a de fazer o mesmo com as turmas todas, isto é, igual para todas, errado, completamente errado;

já percebi que não posso (nem devo) alargar as fronteiras de trabalho, isto é, deixar grandes margens de autonomia ao aluno; este precisa de referências, de limites, para que se alarguem precisam de estreiteza inicial,

revi situações, reli apontamentos, pensei e refleti sobre procedimentos e sobre as minhas opções;

dei a volta e voltei a mergulhar no mar que é a sala de aula e a sua dinâmica;

e as coisas começaram a correr como esperado, desejado e como trabalhado;

sei que não será sol que dure, mas até…

Obrigados a ornsar

Há já alguns anos que trabalho com base na metodologia de projeto;

Tem contras, tem muuuiiiitas vantagens;

uma das referências é que a avaliação é feita por intermédio de trabalhos e não de testes (pelo menos os ditos tradicionais);

Hoje, depois de apresentar mais uma proposta de trabalho, uma aluna em desalento vá de dizer,

oh professor, começo a ter saudades de fazer testes, pelo menos não tinha de pensar...

Pessoalmente vi/ouvia coisa como elogio 😀

por aí

noto na minha escola e por aí (o que me preocupa mais) um certo cansaço;

as conversas, o estado de espírito, a paciência está num ponto que mais parece que estamos no final do ano letivo e não apenas na sua terceira semana;

direi que é preocupante, pois as dinâmicas de aulas e de escola requerem paciência, disponibilidade;

não acredito em cansaço, direi que é mais um desânimo, uma certa despaixão, um esmorecimento de sentimentos e afetos;

continuam muitos a dizer que o melhor são os alunos e as aulas, muitos apenas para se iludirem disso mesmo, do stresse de turmas e de alunos muitas vezes desinteressados, alheados, indiferentes;

só mesmo para o profe é que ainda existe algum ânimo nas aulas, no aluno, mas, para uma relação, são preciso pelo menos dois e tem faltado um...