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das notícias

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será contradição o secretário de estado afirmar que história e geografia (as humanidades) teriam mais horas no horário e agora passarem a regime semestral?

terá esta opção alguma continuidade com aquilo que, em tempos, n. crato anunciou com as disciplinas estruturantes?

será que a partir desta opção de política educativa (disciplinas semestrais) que acrescem a já existentes (TIC/ET) perspetivará algum sentido de (re)organização da escola por semestres (e não calendário religioso)?

+ relatórios

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os relatórios sucedem-se, por vezes, a velocidades vertiginosas, mais rápidos que a minha capacidade de leitura;

mas há alguns que merecem leitura;

destaco este, com coordenação de A. Benavente e P. Peixoto

por dois motivos,

uma análise de texto quantitativa, interessante, considerando a referência (da imagem) que dá conta que os conceitos
deste Relatório resultam de uma análise estatística do conteúdo dos programas de governo do PSD/CDS (anos da troika) e do PS (Governo atual). São os oito conceitos comuns mais utilizados e a dimensão gráfica traduz a sua frequência nos textos.

depois por que é mais um relatório a dar conta de factos quase inamovíveis; um sistema educativo rígido, algo petrificado, com dificuldades de se alterar;

pergunto eu, entre dimensões quantitativas e opções políticas, qual o espaço existente para a(s) diferença(s), para fazer de outro modo, para se procurarem alternativas isto porque se torna:

urgente ultrapassar uma instituição escolar instrumental, baseada …

Uma questão de opções

Perante a aula do senhor presidente, estou mesmo a imaginar alguns senhores professores (ou país) preocupados com o cumprimento do programa,

ou então a acabar com algumas disciplinas (não estruturantes) para que haja espaço para se falar disto e daquilo, de português e de matemática, do tempo e da economia, da família e das ciências

a escola, cada vez mais, é uma questão política, isto é, de opções, afinal o que se tem de ensinar, o que se trabalha?

Desafios de escola

a mensagem de natal do primeiro ministro constitui, por si só, um enorme desafio à escola, à organização educativa e, de forma muito particular, aos professores;

sou, assumidamente, suspeito; sou socialista, tenho concordado com as medidas de política (no geral e no que particularmente se refere à escola e à educação), sou assumidamente partidário do arco da governação à esquerda;

independentemente das circunstância que me levam a apoiar o primeiro ministro, enquanto cidadão e enquanto docente tenho de reconhecer e assumir que a mais valia do século xxi, aquela questão do pormenor que faz toda a diferença é/assenta no conhecimento;

já não é apenas a paixão pela educação, direi mais restringida à escola e a um momento das nossas vidas;

o conhecimento alarga-se para o resto da nossa vida e faz de nós, de todos nós, aprendentes ao longo da vida;

e é aqui que se institui o desafio à escola e aos professores; identificar formas de responder a estes desafios;

se é certo que a medidas de po…

supresa

ou talvez não

mas reconheço que a minha alma está parva...

uma questão

de custo ou de valor?

qual delas aquela em que se baseia o problema da educação, de um modo geral, e da escola pública portuguesa?

o governo disponibilizou um sítio com as opções orçamentais; interessante pela falta de hábito, pela pretensa transparência, pela aparente proximidade definida entre governo e governados; para mim, que nada percebo de números, faltam as tabelas com os ditos euros, onde se gasta, o que custam essas opções, onde se aplicam; mas é um caminho;

contudo, tenho de perguntar, o problema da escola resolve-se com dinheiro? se assim for, o problema é de custo;

ou passa por uma outra gestão e organização do que temos, das nossas opções nacionais e locais? se assim for é uma questão de valor;

mais, será que os custos associados à educação conseguem produzir valores?

ou serão os valores da educação que promovem custos? nomeadamente e por exemplo, do trabalho, da produção, da inovação?

e por que não para além das opções de política, isto é, das escolhas que orientam o or…

sobre o sucesso do sucesso

excelentenota esta; a ler devagar;

a partir do texto do zé morgado e na sequência de uma ideia de uma colega, o local é a maternidade e o cemitério das políticas educativas;

não há volta a dar;

é no local que se descobre o caminho marítimo para as Índias, isto é, que se identificam as soluções para aqueles (e não outros) problemas,

é, em face de um local (feito de gente, histórias, culturas, ideias, valores, vontades ou falta delas) que as políticas, sejam elas quais forem, ganham corpo ou se espraiam como as ondas terminam na areia da praia;

é no local que se identificam práticas interessantes, por vezes agradavelmente desconcertantes;

mas é também no local que abrimos as covas onde enterramos sonhos e vontades, orientações e implicações;

mas é do local, por via de ser maternidade e cemitério, que todos receiam, recusam e temem;

quando o local ganhar forma e força não há quem o segure, nem o local chamado portugal;

e é simples, basta assumir as responsabilidades por aquilo que é feit…

sobre o currículo

o governo quer alterar o currículo e deixar os programas como estão;

boa,

fazem uma clara distinção entre programa e currículo, interessante, mas há muito boa gente que não entende essa diferença, que mistura programa e currículo como se fosse a mesma coisa;

não sendo a mesma coisa e concordando eu genericamente com a ideia/intenção, então corta-se onde????

tempos das disciplinas? boa, quais???

nas disciplinas? certo, as de complemento do currículo? então onde fica a oferta local?

não seria mais fácil o ministério definir a componente nacional e comum e o local organizar-se?

não seria mais interessante o nacional definir o tal perfil do aluno e as escolas organizarem-se para lhe dar resposta e nele, eventualmente, se enquadrarem?


opções locais

consequências individuais;

fruto de escolhas nem sempre pensadas a não ser à pressa;

a criação de cursos de educação formação, vocacionais e mesmo muitos dos cursos profissionais, resultam de uma tentativa (local) de limpar as turmas de alunos desinteressados, desmotivados, indiferentes, alheados ou mal educados;

são opções que as políticas educativas colocam ao local e que este assume, muitas das vezes sem ponderar consequências, sem equacionar impactos;

o que antes era mau de gerir torna-se caótico

o que antes, no regular, era indisciplina, torna-se, nestas ofertas não regulares, violência pura e simples;

o que antes eram casos de insubordinação tornam-se casos de confrontação;

e os poderes locais (diretores, conselho pedagógico e/ou geral) continuam impávidos e serenos, como se nada tivessem a ver com a coisa, como se não fosse com eles;

os conselhos municipais de educação dizem que é problema da escola e lavam daí as mãos;

pensar mecanismos de apoio aos docentes, individualmente c…

de uma entrevista

esta entrevista do senhor ministro da educação revela, no meu entendimento, três situações interessantes;

uma outra geração (com percurso, história e objetivos diferenciados) chega ao poder; é certo que não é uma gestão linear (tradicional?), mas não deixa de ser interessante perceber como "um [novo] estrangeirado" olha, analisa e gere a política nacional;

gosto das pontes, delicadas, complexas, poliédricas, que perspetiva entre três partidos que têm tido, nos últimos 20 a 30 anos posições tão diferentes quanto o céu e a terra; aproximar diferenças, identificar consensos, construir pontes é muito mais complexo e desafiante que estar rezingão, rabugento, do lado oposto, ser do contra;

mas não deixa de ser mais do mesmo; por um lado limitação e condicionamento da escola pública (aqui o papel das autonomias locais é determinante, com meios e que não se devem esgotar na municipalização, seja qual for o pretexto) e de fazer omeletes sem ovos, isto é, não há dinheiro não há vícios…

um exemplo

ainda antes de entrar na calmice dos dias grandes, deixem-me destacar um exemplo que há muito defendo;

isto a propósito do conjunto de condecorações que o presidente da república entregou à seleção de futebol, a medalhados do atletismo e amanhã da seleção de hóquei em patins;

questionado o senhor presidente se havia de distribuir tanta medalha, depois de o seu antecessor ter sido tão parco nessa área, o presidente respondeu que está definido o critério, e só há que aplicar o critério;

coisa tão simples esta e que seria interessante de levar para a escola;

por exemplo na distribuição de serviço docente que, como é bem dito, fica ao critério da descricionaridade e arbitrariedade dos senhores diretores - sendo certo que nem todos, nem nenhum;

apesar das orientações para manutenção em lógicas de ciclo, há situações que não lembram ao diabo, a não ser a algumas cabecitas pensadoras e iluminadas, e se (re)distribui o serviço como se tratasse de um bodo aos pobres, numa por vezes nem sem sem…

escola pública

continua-se a escrever e a comentar e a falar da escola pública e da escola privada;

há dias ouvi um comentário que dava conta que há escolas privadas que têm uma prática pública e há escolas públicas que têm uma prática privada;

isto é e no entendimento expresso, escola pública tem como marca e caraterísticas distintiva a prestação de contas, a clareza e transparência de processos e procedimentos, isto é, o envolvimento de todos quantos lhe estão ligados ou afetos;

isto implica o funcionamento regular dos órgãos, o envolvimento e a participação dos seus membros no processo de decisão, a co responsabilização política e funcional pelos atos coletivos;

é para isso mesmo que existe um/a diretor/a (executivoo), um pedagógico (orientação/administração) e um conselho geral (administração e prestação de contas);

agora digam-me lá, se não há por aí umas quantas escolas públicas que são privadas?

sobre as tutorias

um curto parágrafo do que escrevi no sítio ComRegras:

(...) as tutorias não se podem constituir como resposta organizacional ao desinteresse, desmotivação, alheamento e indiferença do aluno. Nem tão pouco à falta de bases ou pré requisitos, à escassez de hábitos e métodos de estudo, entre as coisas mais ou menos habituais. A tutoria é um processo individual. A escola precisa de respostas organizacionais, coletivas.

prática cultural

publicado no sítio ComRegras, uma síntese para complementar outros adizeres meus:



Entendo currículo, na esteira de J. Pacheco (2011. Currículo: entre teoria e métodos. Cadernos de Pesquisa, 39 (137), pp. 383-400), enquanto “prática cultural”. Isto é, decorrente das diversidades que um dado meio contém e assumindo as opções de selecionar e diferenciar conteúdos, estratégias de ensino e metodologias de avaliação.
[perante esta ideia considero como] desafio, o articular um contexto com as suas circunstâncias. Isto é, as soluções terão de passar por uma gestão e articulação delicada (com assumidos contornos de política pedagógica por parte dos diretores e dos professores) entre aquele que é o seu contexto (que eu entendo na triangulação de espaço, tempo e saberes) que são sempre irrepetíveis e contingentes com aquelas que são as suas circunstâncias (aqui entendidas enquanto objetivos, interesses e estratégias dos atores). O contexto  é história, é cultura, é tradição. As circunstâncias são …

dúvidas

caiu um ministro de peso político;

saiu um secretário de estado conhecedor do primeiro ministro, afinal estiveram juntos na vereação da câmara de lisboa;

o titular da educação diz larachas, como eu as disse com a idade dele;

e tudo continua como se nada fosse

impávidos e serenos

até à próxima diatribe

e nós cá estamos para as apreciar

da consciência

da resolução de conselho de ministros hoje publicada dou conta de duas notas minhas:

não é o ministério da tutela a orientar e a definir as regras de promoção do sucesso, é o próprio conselho de ministros num sinal claro de alargamento de horizontes e envolvimento de todos num processo que a todos diz respeito; boa,

depois e retiro parte do ponto 3 da resolução, quando se afirma a necessidade de «consciencialização de toda a comunidade de que o sucesso escolar é possível para todos os alunos» este é declaradamente um tópico difícil de consensualizar; há ainda muito boa gente que dirá que não, que o sucesso não é para todos, mas para alguns;

salas de aula - entre o presente e o futuro

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os problemas do presente são claramente complexos (quando não mesmo complicados) de gerir e ultrapassar,

vai daí e atiramo-nos diretamente para o futuro - com o futuro será que resolvemos os problemas do presente?

notícia aqui;

do contra

de há muito tempo dá para ver que a generalidade, dos professores está contra tudo o que venha e seja proposto pelo ministério da tutela;

obedece, mas está contra,
cumpre, mas reclama
contrariado, mas zeloso

não interessa opções políticas, sentidos partidários, orientações pedagógicas, correntes didáticas ou metodológicas, se tem origem no ministério ... sou contra;

isto a propósito do alargamento do tempo escolar ao 2º e 3º ciclos do ensino básico, naquilo que é conhecido como escola a tempo inteiro;

é pena e torna difícil construir o que quer que seja;

não fará sentido disponibilizar aos alunos aquilo que eles não têm de outra forma?
não fará sentido que as escolas se (re)organizem de modo a dar resposta adequadas a pais/encarregados de educação e alunos?
não fará sentido criar alternativas a conteúdos, tabernas e consumos?
não fará sentido articular oferta regulares e não regulares, educação formal e não formasl (logo agora que o ministério da educação também tem a tutela da juvent…

implicações

a dança de cadeiras e de lugares, fruto da mudança de governo e de tutelas, parece que começou e que se alastra por aí, seja pelo país (aparentemente a diferentes velocidades, nem percebo porquê), quer pelos setores (mostrando a hierarquia dos lugares, das tutelas e das preponderâncias regionais);

não me imiscuo pelas políticas, pelo menos por aqui, mas levanto a questão, tem esta dança implicação ou interferência na sala de aula?

uns dirão que não, que são coisas de bastidores e de tachos,

eu digo que sim, estão diretamente relacionadas com a capacidade de mobilizar ou apoiar as ideias de trabalho em sala de aula, de apoio ou recuperação de alunos com dificuldades, problemáticos ou de baixos resultados;

direi que faz toda a diferença ter pessoas que apoiam e orientam, promovem e esclarecem, daquelas que complicam, regulamentam ou se dizem asséticos aos contextos,

faz toda a diferença ter pessoas que são zelosas cumpridoras das regras e das orientaçãoes (ou ordens) e que apenas procur…

aferições e exames

Sexta feira passada (ainda bem que não foi dia 13) foram anunciadas algumas das novas regras pelas quais os alunos do ensino básico (atenção a este pormenor, os alunos do ensino básico) irão ser sujeitos a novas e outras regras de avaliação ainda no decurso deste ano letivo.
Os exames do 4º ano já tinha sido suspensos, esperavam-se orientações e/ou decisões quantos aos demais, nomeadamente ao nível de 6º e 9º. A opção vai no sentido de substituir os exames existentes por provas de aferição ao nível do 2º, 5º e 8º e manter os exames de 9º ano.
Como sempre, já ninguém estranha, lá aparece o rosário habitual de críticas ao facilitismo e laxismo da esquerda educativa, ou e em contrapartida, os comentários revigorantes e afirmantes das opções de equidade e igualdade pelas quais o sistema público deve pugnar. 
Para além destas, foram ainda introduzidos dois novos elementos de argumentário. 
Por um lado, relativos à avaliação que deve ser feita ao sistema antes de qualquer decisão, antes de qua…