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militância

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leio um memorial a adérito sedas nunes e dá para pensar, por isso escrevo, o quanto importante é, hoje, em 2017, passados quase 30 anos do texto dos 25 anos da análise social, ser militante, estar implicado, assumir a dimensão do social;
dá para perceber e perspetivar, à luz de coisas de há 30 anos, de qual o papel da educação e as suas dimensões sociais no interior do país; 
dá para perceber que sem professores militantes não haverá interior que nos salve, nem políticas que nos reservem qualquer lugar num futuro ainda que incerto; 
sem militância pedagógica e/ou profissional, restar-nos-á o funcionalismo público da anuência, da subserviência, da obediência - desculpem lá, da acefalia; 
sem militância ou sem implicação pedagógica (isto é, com a indiferença), resta-nos ser atores, interpretar um papel que outros escreveram, ser o que outros definiram, mesmo que com alguma recriação que julgamos própria ou nossa mas que é de outros - somos marionetas; 
com militância, com implicação e…

transparência

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gosto de associar ideias oriundas de sítos que não da educação ou da escola, à escola e à educação;

é o caso deste noticia referente à transparência dos municípios no âmbito da sua informação on line;

primeiro, é mesmo a norte que a transparência acontece, pelo sul aparentemente não se precisa, nem oiço queixas ou reclamações; veja-se o singelo lugar de évora, 156º e nem falo naquele onde resido, o de arraiolos, na posição 245º - será que consideram os seus munícipes idiotas? (e há bons exemplos, caso de fronteira, 20º, reguengos de monsaraz, 23º, os únicos na lista dos primeiros 30) - talvez não seja importante este processo de transparência, talvez ninguém ligue a esta coisa;

segundo, transpondo a ideia para a escola fico curioso sobre que informação surge nos portais de escolas e agrupamentos, que utilidade, que indicadores, que referências, que utilidade para quem não é da escola ou para aqueles que sendo precisam de serviços;

o que saberá o público em geral e os utentes da escola e…

+ do mesmo

o ano letivo passado "perdi" dois alunos para o abandono - um por via de absentismo outro por abandono puro e simples;

lá se trataram dos papéis e da papelada, se elaboraram relatórios, coligi dados e indicadores, estatísticas e referências de cada um, de cada caso;

fizeram planos individuais, falei com pais, psicólogos, assistentes sociais e outros que mais;

nos conselhos de turma de então, redigiram-se e apresentaram-se propostas, alternativas, hipóteses;

criativas, como é meu hábito,

com leituras da legislação não comuns, fora de uma norma, mas com propostas de enquadramento legal;

de todas as propostas apresentadas apenas uma foi então aceite;

os alunos acabaram por abandonar;

retomaram no início deste ano letivo; ambos obrigados por via judicial;

falei há pouco com o atual diretor de turma; tudo na mesma, nada de novo;

está a redigir propostas, a preencher tabelas, a escrever relatórios; a falar com psicólogos e assistentes sociais;

sabemos o fim, mas, apesar desse con…

o papel dos pais/encarregados de educação

ontem reunião com pais (mães)/encarregados de educação;

como gosto, casa cheia, faltou uma encarregada de educação e com justificação;

e dizem que a família não se interessa... tá bém tá;

grande questão, coletiva, geral, de mães e professores, o que fazer ao desinteresse, ao alheamento, à indiferença dos alunos perante o trabalho escolar;

já contava, de um ou de outro encarregado de educação, com a questão, mas não de forma tão geral como acabou por acontecer;

e a grande questão é mesmo esta, como despromover o desinteresse, o alheamento ou a indiferença que muitos colocam à escola e ao trabalho nas disciplinas, em particular;

não há milagres, como não há soluções únicas - hoje resultam, amanhã nem tanto, naquele aluno sim, no outro não e num outro antes pelo contrário;

não sei qual é a solução, mas sei que terá de ser um trabalhado partilhado entre família e escola;

a questão é que a escola é ainda muito rígida nos seus procedimentos, na sua organização - é quase impnesável alterar l…

anormalidade normalizada

ando para perceber se a distância criada entre nós, humanos, e o contexto social e político (mas também cultural) dos tempos que correm é apenas uma ligeira indiferença, uma qualquer forma de ignorância ou mero e simples desprezo/desconsideração;

poucos comentam o que considero eu pois claro, muito que há para comentar, seja do governo, seja das políticas - em particular as setoriais e/ou sociais, aquelas que implicam e mexem com cada um de nós;

quando se comenta faz-se à boa maneira portuguesa, entre uma piada ou outra, alguma descontração a resvalar para a indiferença pejurativa;

e os tempo correm normais dentro daquilo que considero ser alguma anormalidade;

afinal na escola pouco interessa por esta altura, que não passe por começar a organizar a barafunda da papelada que se terá de preencher no final do período, de ver e corrigir testes ou de dar resposta à palete de papelada à qual poucos, muito poucos mesmo, ligam alguma coisa;

depois, haver ou não haver delegação escolar, esta e…

o caminho a fazer

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tenho percebido, com a mudança do meu poiso de trabalho, que depois do acesso e da massificação da escola pública, que marcou os anos 80 e 90, depois de se pensarem e implementarem estratégias de diferenciação escolar na primeira década deste século, há ainda um longo, talvez excessivamente longo caminho a percorrer para o sucesso escolar;

em 5 turmas de 7º que tenho, existem resmas de alunos que já ficaram retidos pelo menos uma vez e não são nada poucos os que ficaram retidos duas e três vezes; não tenho nenhuma turma com uma média certinha de 12 anos, a média etária que deviam ter;

o caminho do sucesso passa por todos (do aluno ao professores, pela escola e pelo contexto social) mas tenho de reconhecer que as ideias que vigoram na escola, os modelos de trabalho e organização que existem, as expetativas que se definem, os sonhos que não existem, os projetos que tardam em surgir condicionam em muito o sucesso do aluno;

e devia passar pela escola esta capacidade de criar futuros, de …

da regra e do preceito

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A notícia corre quase todos os jornais de hoje, basta ver as capas

propaga-se por um outro blogue docente, dando conta de preocupações e aflições; 

mas o que revela ela; 

direi, na minha assumida imodéstia de análise, que duas coisas, essencialmente; 

um aviso aos senhores professores sobre a paciência, a necessidade de comer e calar, aguentar e suportar, chegar ao chamado burn out, mas sem magoar nem ofender os meninos; 

um aviso social que fica entre o público em geral, onde se dá conta do que vai acontecendo nas escolas ou daqueles apontamentos que servem de exemplo, não deixa de ser um barómetro escolar; mas quero pensar que também aos pais sobre as formas que há que assumir para que os meninos se comportem; 

entre um e outro, o que está em causa é o refazer de regras e de preceitos, regras de relacionamento em sala de aula, na escola, entre quem ensina e quem pretensamente aprende; mas também o preceito do exemplo, da autoridade, do papel exemplar, para o bom e para o mau, que compet…

indiferença

não sei se é geral, não quero cair em excessos, mas a indiferença grassa por aí;
a indiferença não mata, mas mói, devagarinho, subtilmente, de forma insinuosa;
nota-se nas conversas da sala de professores, sempre descomprometidas, sempre inócuas;
nota-se na participação em seminários e encontros pelo (reduzido) número de inscrições - como se estivéssemos fartos;
nota-se pelas posturas que olham de lado e se sentem descomprometidos do que sucede ao nosso lado;
nota-se pelo silêncio que grassa nas palavras que não se dizem em comentários que não se fazem, em observações que não se comentam;
nota-se pelo silêncio em reuniões, pelas banalidades e vulgaridades que se dizem em conversa de café ou de meros encontros;
nota-se pela atenção que o tempo nos merece, como se não houvesse tempo para mais;
notas-se nos índices de abstenção que por aí se registam como se não valesse a pena;
a indiferença mata

Atrocidades

É de um constrangimento atroz ter pela frente uma turma perfeitamente apática, indiferente e alheada ao que se diz, faz ou acontece numa sala de aula;
É perfeitamente atroz olhar o olhar daqueles que nos ouvem como se de física quântica se falasse ou fosse o estudo da cosmologia universal a trabalhadores sunitas que vão para o Nepal;
Uma turma que me deixa sem palavras, a sentir-me incapaz e impotente, literalmente;
Uma atrocidade