Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta professores

opções

Imagem
conversa simples com uma outra professora, ela como eu, deslocada por aproximação;

quais as probabilidades de ficar para o próximo ano?

zero, nenhumas, nicles, responde de forma pronta,

porquê essa determinação tão certa por esta altura?

porque não concorri, descobri que há coisas piores do que estar longe de casa; prefiro estar longe do que ter o horário que tenho que certamente será o mesmo ou muito parecido!!!

ah, fiz eu..

só para esclarecer, a professora, tem duas turmas de 7º, uma de 8º (intragável pelo desinteresse), um décimo profissional, um grupo pief e aulas à noite; um dos dias tem aulas de manhã e à noite..

percebi perfeitamente

flexibilidade

há muito que defendo que um dos problemas do sistema educativo passa pela sua rigidez;

já lá vai o tempo, se é que houve alguma vez esse tempo, de ensinar a muitos como se de um só se tratasse;

do pronto a vestir escolar e pedagógico, com medida certa, preceito definido e bainha à altura;

de há uns anos a esta parte esse receituário não pega e, em muitas escolas, os professores, a gestão, sozinhos ou em parcerias, criam-se e recriam-se alternativas;

algumas já contempladas, desde os percursos curriculares alternativos, aos cursos de educação e formação, aos profissionais disto e daquilo, a leitura particulares da turma + ou a projetos disto e daquilo a diversidade é mais que muita num país que se julga centralista e homogéneo,

há muita coisa criatividade e diversidade e por muito lado, com maior ou menor legitimidade, com mais ou menos conformidade, com mais ou menos conhecimento do parceiro os professores fazem uma gestão criativa do currículo, dos programas;

fazem reinterpretações d…

abril

Imagem
na sequência da entrada anterior, mais um apontamento, cujo texto completo está aqui;

a escola e abril

A escola teve um papel fundamental na cristalização de ideias e modelos, na naturalização de situações [inerentes à ideologia do Estado Novo]. e mantém muito de uma aparente contradição esquizóide;

O trabalho escolar ora é visto na fronteira do lúdico, ora como desiderato de exigência e rigor.

Ora é considerado como elemento de mobilidade social, ora castigo pessoal por via da falta de empenho e/ou de vontade.

Ora nos carregam com objetivos, metas, competências ou indicadores, típicos de lógicas neoliberais, ora apelam à consciência de um perfil humanista (p. 6).

Ora nos orgulhamos dos resultados alcançados, do percurso feito, ora nos sentimos constrangidos pela persistência de um analfabetismo que, apesar de estarmos no século XXI, ultrapassava, em 2011, os 5%.

Ora a escola é vista como local de exercício de autonomias, com profissionais reflexivos e empreendedores, ora é vista com…

não sou o único

Imagem
com o tempo (e as moengas) aprendo;

devagar, que sou alentejano, mas aprendo;

aprendo que nunca pensei sozinho - o que fosse (não tenho essa capacidade);

mas, muitas vezes, era o único que dizia o que pensava, quando a maior parte se calava - para não ferir susceptibilidades, para não criar tensão, para não parecer menos bem;

desta feita e no primeiro dia de aulas, percebo que não sou o único a pensar o que penso sobre a amálgama de projetos;

há mais a pensar como eu, a trocar ideias;

mas só entre dois dedos de conversa e um café, não vá dar-se o caso...

mas que caso, porra?

projetos

Imagem
ou amálgamas de ações a que chamam projeto

durante a pausa de páscoa tive oportunidade de receber, oriunda da minha escolinha, informações sobre o programa Operacional Regional medida 10.1 de Combate ao insucesso escolar

tem como objetivo o “estabelecimento de condições de igualdade no acesso à educação infantil, primária e secundária, incluindo percursos de aprendizagem formais e não formais”
tratam-se de medidas do programa operacional regional 2020, gerido pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional aos quais municípios e comunidades intermunicipais se candidatam e cujos alvo serão escolas (alunos e professores); 
ora cá fica um bom exemplo de conversas que uns terão e a outros passará ao lado, sobre o papel das escolas (entenda-se de professores) nas estratégias de municipalização da educação
é que é uma assumida municipalização da educação sem lhe chamar isso; 
e o que queremos nós?
pela participação poderemos ter papel ou assumir a sua distância (de forma consci…

juntos

Imagem
já agora e depois de imaginação e criatividade, acrescentar que há muitos professores por aí que, a seu modo e no seu ritmo, acrescentam uma pitada de cada - imaginação, criatividade er, inclusivamente, alguma ousadia;

contudo, considero que a questão não se deve colocar em termos individuais, isolados, fechado e circunscrito à sala de aula;

precisamos de repensar o trabalho docente à luz do perfil do aluno para o século XXI;

precisamos de imaginação e criatividade integradas em equipa;

só a equipa permite coerência e consistência de resultados;

só a equipa permite aligeirar o trabalho individual e fazer render o coletivo;

da imaginação

Imagem
tenho conhecido professores dedicados; empenhados; esforçados;

conheço  professores que arrastam os alunos consigo, fazem com que o aluno saiba, conheça;

são professores importantes;

mas faltam professores que sejam criativos, imaginativos

professores que rompam o quotidiano, façam avançar e descobrir, incentivem a curiosidade, o questionamento, a crítica;

a escola precisa, hoje mais que nunca, de imaginação, de criatividade, de ousadia

para fazer diferente, para ser diferente;

porque é preciso fazer diferente;

Mudanças

A partir desta entrada penso na relação entre políticas e práticas;

Não vale a pena as políticas mudaram, serem as melhores do planeta, as mais bem pensadas e escritas se não se consegue pensar os modos, as formas com que elas são lidas;

Qualquer política, mas umas mais que outras, implicam alterações não apenas das práticas mas da forma de pensar as práticas,

Flexibilização implica uma alteração significativa dos modos de organização da escola e, particularmente, dos docentes;

Não podemos pensar em flexibilização se persistirem os mesmos modos de fazer e de nos organizarmos.

A permanência e a resistência de uma  "gramática de escola" choca frontalmente com outras formas e outras gramáticas;

A questão passa, no meu entendimento, por perceber que gramática usamos e mobilizados para gerir o quotidiano;

Por isso penso, escrevo e defendo que a mudança está em cada escola e na forma como aí, localmente, se organizaam atores e estratégias, se pensam opções e se implementam estraté…

o trabalho do aluno

Imagem
sobre o tema muito havia a dizer e a escrever, para além do muito que já se disse e escreveu;

acrescento, em final de período, algumas notas que decorrem dos comentários que tenho trocado com os alunos em processos de avaliação/balanço do trabalho;

levou tempo a perceber uma outra metodologia de trabalho; da "natural" desconfiança alentejana ao que é diferente acrescentou-se uma resistência ao trabalho escolar que tem sido difícil de cortar e quebrar; mas, pela conversa, parece estar a diluir-se;

muitos, muitos mesmo criticam o rigor e a exigência colocada no trabalho da disciplina, que devia aligeirar mais, descontrair um pouco; isto é, há um entendimento mais ou menos generalizado e assumido que a coisa é a brincar, não é para levar a sério;

noto que existe um prolongar dos intervalos pela sala adentro, como se não existe uma porta a separar rotinas, dinâmicas, mundos;

vamos ver como decorre o próximo;

coisas boas

no meio do oceano que é a escola, polvilhado de ruídos e tanta poluição, surgem, de quando em vez, coisas boas;

gostei e muito de ver uma aula de matemática na sala de alunos;

uma aluna trouxe uma tarde (faria anos?), que o professor considerou que seria melhor partilhar no bar/bufete;

aí se repartiram as fatias, se juntou um sumo e se conviveu no início de uma manhã diferente;

e, já que ali estavam e já tinha tocado, porque não começar a falar da matéria?

e assim foi, organizaram-se os grupos, distribuíram-se as tarefas e lá ficaram até serem mandados embora pelo professor, pois aproximava-se a confusão do intervalo;

foi bom de ver

aproveitamento

Imagem
conversa de circunstância entre dois docentes;

um crítica os colegas pelo desinteresse, pelo desleixo profissional, pela indiferença em que a profissão de professor descaiu;

outro diz que, como em todas as profissões, há bons e maus profissionais, há interessados e sem interesse, há envolvidos e outros apanhados no turbilhão;

um diz que está cansado, farto, e não é pelo trabalho é pela falta de alento, pela falta de ânimo ou de vontade que cada vez há menos;

o outro diz que há que aproveitar a falta de ânimo para recuperar, a falta de vontade para pôr o aluno a trabalhar, a falta de alento para que se colabore;

o necessário mesmo é saber retirar de cada um o benefício para todos e aí...

Das carreiras

Congelados que estamos, na administração pública, há mais de uma década, ouvir falar de progressão até parece milagre;

Mas logo nos alertam as notícias, progressão sim, mas... com critérios;

Assim, do pé para a mão, direi duas coisas, em termos quase de contributo para a conversa;

Por um lado concordo, se somos quase todos defensores do mérito, da competência e da técnica então esperar sentado para progredir não, há que louvar os méritos, as competências, valorizar quem merece;

Mas...

Se servir para diferenciar e descriminar professores, como aconteceu entre titulares e não titulares, fomentar arbitrariedades e descricionaridade dos locais então... não...


curiosidades

Imagem
ou serão contradições?

os professores dos sítios por onde andam afirmam e defendem que a escola deve estar longe da política, que a política devia ficar à porta da escola;

contudo, quando questionados sobre o perfil das lideranças (de topo ou intermédias) valorizam as dimensões mais políticas desse perfil (negociador, conciliador, decisor);

os professores dos sítios por onde ando afirmam e defendem que a formação deve ser prática, que de teorias estão fartos;

contudo, quando avaliam dimensões de formação destacam o lado mais teórico (e político) das ações em assumido detrimento das dimensões práticas;

será contradição?
residirá aqui algum aspeto que se contradiz, de incoerência?

inquietações

Imagem
sou, por natureza, inquieto e irrequieto;

procuro sempre mais, nunca está completo, nem completamente pronto;

no que diz respeito à escola então é mesmo o meu defeito;

desta feita, uma forma de partilha e colaboração - com profes mas também com alunos - a partir daqueles que são hoje predominantes em sala de aula, o quadro branco;

um quadro branco interativo

o problema é saber parar, saber dosear a coisa, para que a rotina não se instale, nem se caia no excesso das variações;

olhares

externos de dentro;

bloco de 45', dedicado a apresentação dos trabalhos de dois grupos de alunos;

por via de um excessivamente pesado e de uma internet lenta, a coisa atrasou-se

aproveitada para dar indicações sobre o que se segue - tema, propostas, conteúdos;

mas a coisa atrasou e entretanto chega a docente seguinte, para os outros 45 minutos;

pergunto-lhe se me concede uns 5 ou dez minutos para que o último grupo possa apresentar; que sim, força e apresta-se a sair;

convido-a a ficar; assiste à apresentação; no final peço-lhe comentários que elas faz; gostei e avaliou e comentou; foi bom...

fica marcado trabalho conjunto para o terceiro período; vamos ver se consigo juntar a área social (história, geografia, línguas, visual) para dinamizar projeto e não apenas problemas;

Sobre a flexibilidade

De novo e a partir do meu pensamento expresso ontem, 13, no ComRegras;

Notas dos comentários que li e ouvi

Que as medidas de política são desajustadas, recalcadas ou requentadas, de duvidosa execução ou sentido prático, que existem outras, no terreno, melhores e mais adequadas.

Tudo verdades para dar sentido prático à eterna desconfiança entre governo e governados, entre quem decide e quem executa, entre quem, em limite, pode e quem sabe;

O que vislumbro por entre os comentários passa pelo sentido de risco

Risco de experimentar, de tentar, de perceber se dá ou se afinal é mais do mesmo;

Mas risco também das diatribes locais, das pequenas quezílias profissionais, dos protagonismos de preponderância ou supremacia sobre modelos, ideias, valências ou apenas meras questões de circunstancialismo local;

Cá está o que defendo e afirmei no texto, o importante papel que os diretores terão/deverão assumir para perceber consensos, pontos de convergência, traços comuns, objetivos partilhados - dig…

flexibilidade e professores

Imagem
direi que estas notícias sobre a flexibilidade curricular, são, em contraponto ao que tem vindo a acontecer aos professores nos últimos 10 anos, pelo menos, um desafio;

desafio profissional e social, organizacional e pedagógico,

profissional por que deverão ser os professores a identificar mecanismos, estratégias e modos de flexibilização;

social, porque os parceiros locais deverão, no meu entendimento, ser envolvidos,

organizacional porque a escola tem sido rígida na sua estrutura, incapaz de se adaptar a situações e circunstâncias - um horário é atribuído de setembro a agosto;

pedagógico no entendimento grego do conceito, de levar a... de os professores serem capazes, com os seus parceiros, em face de uma organização adaptada a interesses e situações levar o aluno ao seu próprio futuro,

não vai ser fácil; a tendência passará, por aquilo que conheço, por disciplinarizar o currículo, tornar regular a adaptação, fazer mais do mesmo pelos mesmos e da mesma forma;

espero, faço votos mas…

perguntas com resposta

Imagem
uma reunião de professores, um conselho de turma, como muitas outros;

em todos se desprendem comentários, soltam-se valores, trocam-se imagens sobre tudo e todos - os professores, os alunos, os pais, o sistema político e educativo, a escola, o contexto;

numa reunião são tantas as referências que nos perdemos na sua aparente vulgaridade; diz-se tanta coisa a brincar ou entre dentes que nem nos apercebemos que falamos verdade e dizemos coisa séria - tudo depende do como se ouve;

capto, registo um pormenor, numa dessas minhas reuniões; uma pergunta que encerrava em si mesma uma resposta;

diz uma professora que a aluna não gosta da disciplina, que lhe disse que não gosta da matéria;

e continua em tons de recriminação

e que quer ela que eu lhe faça? que lhe arranje outra matéria?

e porque não? será que temos de ir todos em carneirada?

alternativas

o meu principal desafio passa por pensar em formas, meios, estratégias, metodologias que envolvam, impliquem e mobilizem o aluno;

estar numa sala de aula com mais 20 pessoas que pura e simplesmente não querem ali estar é um desatino só compreensível para quem lida com a situação;

para além de não quererem, quando resistem, ou quando criam dificuldades, quando regateiam tudo e mais alguma coisa, a situação torna-se ainda mais complexa;

um fala, outros não ouvem, todos falam, todos se fartam, ninguém ouve nada - o tempo passa... leeeennnnto;

irritante

tenho uma turma, em particular, mas não só, que me tem irritado, pelo facto que não consigo identificar estratégias ou metodologias que alterem comportamentos e, principalmente, modifiquem atitudes;

são de uma total e completa displicência, abandono, desinteresse; não têm más notas; inclusivamente na disciplina estão acima de qualquer linha de água;

mas com uma displicência, uma atitude em sala de aula que dá a volta a um santo - e logo eu…

uma questão de poder

retomo uma entrada minha e uma notícia de fim de semana;

será tão certo quanto inevitável que os poderes locais se alarguem e abranjam áreas que até há pouco era ou impensável ou altamente melindroso;

a educação, a saúde, diferentes dimensões da segurança social terão tendência para se deslocarem para o local;

a questão, no que se refere à educação (mas não só) passa pelos receios que muitos têm que o poder local (onde nem todos têm a mesma concepção de democracia e de gestão local) interfira, ganhe entrada de ingerência na escola e exista influência/interferência na gestão escolar;

ingerência e interferência que não interesse, pois há muito que os poderes locais são chamados à escola (tal como os pais) para resolver problemas mas, raramente, para que deixem a sua opinião, o seu contributo; só recentemente o fazem por via legislativa;

a questão passa, no meu entendimento, por o local profissional saber afirmar a sua posição, defender os seus interesses, fazer valer a sua posição e as …