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dos outros

coisas escritas para ler devagar e com atenção;   Um ponto de partida para uma mudança necessária da escola

das notícias

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será contradição o secretário de estado afirmar que história e geografia (as humanidades) teriam mais horas no horário e agora passarem a regime semestral ? terá esta opção alguma continuidade com aquilo que, em tempos, n. crato anunciou com as disciplinas estruturantes? será que a partir desta opção de política educativa (disciplinas semestrais) que acrescem a já existentes (TIC/ET) perspetivará algum sentido de (re)organização da escola por semestres (e não calendário religioso)?

Queixinhas

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queixamo-nos por dois motivos, por tudo e por nada; ora porque sim, ora porque não, há sempre um qualquer motivo, bem português, para nos queixarmos; no meio das queixinhas certamente existirão razões, ou, pelo menos, alguma razoabilidade; no que diz respeito aos professores então é claro; temos levado pela cabeça e por toda e qualquer pontinha do corpo; acusados de quase tudo e por quase nada; mas pelos resultados que sucessivamente aparecem, por via de efeitos de comparação, há que tenha razão; queixamo-nos, mas qualquer político enche a boca com os seus resultados; aí está mais um ...

transparência

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gosto de associar ideias oriundas de sítos que não da educação ou da escola, à escola e à educação; é o caso deste noticia referente à transparência dos municípios no âmbito da sua informação on line; primeiro , é mesmo a norte que a transparência acontece, pelo sul aparentemente não se precisa, nem oiço queixas ou reclamações; veja-se o singelo lugar de évora, 156º e nem falo naquele onde resido, o de arraiolos, na posição 245 º - será que consideram os seus munícipes idiotas? (e há bons exemplos, caso de fronteira, 20º, reguengos de monsaraz, 23º, os únicos na lista dos primeiros 30) - talvez não seja importante este processo de transparência, talvez ninguém ligue a esta coisa; segundo , transpondo a ideia para a escola fico curioso sobre que informação surge nos portais de escolas e agrupamentos, que utilidade, que indicadores, que referências, que utilidade para quem não é da escola ou para aqueles que sendo precisam de serviços; o que saberá o público em geral e os u...

não chumbem

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os alunos chumbem as políticas, é o que me apetece dizer da manchete do jornal I ; é nestas (e noutras) que a esquerda educativa se perde, na língua, pela boca; foi um governo de extrema direita, onde o ministério da educação estava entregue a n. crato, que criou, para todos os efeitos, a passagem administrativa; os meninos andavam pelos vocacionais e a nota mínima era 10 - sem apelo nem agravo; tinham menos que isso e era o professor que se desunhava até que o menino conseguisse obter a nota mínima; ninguém disse nada, não vi comentários, o povo comeu e calou; afinal, a exigência é coisa da direita educativa; agora, ai jasus, que ao falar para que os meninos não chumbem, cai o carmo e a trindade, lá se volta ao laxismo, ao facilitismo, ao deus dará de uma geração perdida; e nas escolas não se discute a coisa? qual a posição dos docentes nas escolas? e dos seus órgãos de gestão? afinal o pessoal está na escola, qual funcionário público, para obedecer e não reclamar? cum...

dos melhores do mundo

encontrei um apontamento retirado de sítio do world economic forum que se questionava como é que Portugal, pequeno país, com dez milhões de habitantes tinha produzido tanto lider e tanta gente de renome mundial? e apresenta exemplos, desde mário soares, a antónio guterres, passando por freitas do amaral e durão barroso, ou rosa mota e carlos lopes e não referiram eles josé mourinho ou cristiano ronaldo; e aponta 4 razões: a história recente de saída de uma ditadura e abertura que isso permitiu; o sistema de governo , semi presidencialista e de base parlamentar, que incentiva a discussão e o debate político, mesmo na rua; por sermos pequenos sempre fomos neutrais e com os pés nos 5 continentes ; e a aposta na educação que permitiu que nos últimos 20 anos tivesse sido o país que mais cresceu em número de doutorados; será que só os outros conseguem ver coisas boas em nós?

de uma entrevista

esta entrevista do senhor ministro da educação revela, no meu entendimento, três situações interessantes; uma outra geração (com percurso, história e objetivos diferenciados) chega ao poder; é certo que não é uma gestão linear (tradicional?), mas não deixa de ser interessante perceber como "um [novo] estrangeirado" olha, analisa e gere a política nacional; gosto das pontes, delicadas, complexas, poliédricas, que perspetiva entre três partidos que têm tido, nos últimos 20 a 30 anos posições tão diferentes quanto o céu e a terra; aproximar diferenças, identificar consensos, construir pontes é muito mais complexo e desafiante que estar rezingão, rabugento, do lado oposto, ser do contra; mas não deixa de ser mais do mesmo; por um lado limitação e condicionamento da escola pública (aqui o papel das autonomias locais é determinante, com meios e que não se devem esgotar na municipalização, seja qual for o pretexto) e de fazer omeletes sem ovos, isto é, não há dinheiro não há v...

sobre o interior

no decurso deste mês de agosto e no meio de tanta tontice publicada, surge, aqui e ali, uma nota interessante, que retenho para mais tarde recordar; dou destaque a uma delas sobre o interior deste país, mais de 2/3 do país votados à desertificação, ao envelhecimento, às distâncias que nunca mais acabam, ao isolamento social e cultural; o expresso publicou um interessante artigo que, muito provavelmente, dará origens a mais escritas, lá mais para a frente e que vale a pena destacar uma vez que é a primeira vez que vejo a eventualidade de uma estratégia educativa incidir sobre o interior; é certo que a generalidade dos diretores de escola/agrupamento procura conformidades, com receio das suas diatribes, mas seria interessante perspetivar o que pode a escola fazer pelo interior? e não digo/pergunto em termos genéricos, teóricos, concetuais, pergunto em termos, por exemplo, qual o papel da escola no acompanhamento de crianças quando os pais estão ausentes? que estratégias de ...

coisas de agenda

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colabora semanalmente com o sítio ComRegras , vale a pena passar por lá;  de tal forma vale a pena que se está a tornar um caso de sucesso e, por que não, com todas as referências para ser um eventual estudo de caso;  isto por que habitualmente a agenda educativa é ditada e definida por uma de duas entidades,  pelo governo, fruto de iniciativa e mobilização, tipo discussão pública ou puxar à agenda mediática aquilo que será do seu (do governo) interesse;  da imprensa, que por isto ou por aquilo puxam a escola e a educação para a primeira página;  ora o Alexandre, o editor do com regras conseguiu nos tempos mais recentes ser ele a definir e a ditar a agenda da comunicação social e a ser post de muitos e bons blogues;  é obra e vale bem a pena

dos exames

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se assim é e eu aceito que assim seja, então para que se fazem, poder-se-á perguntar? para controlar os professores; servirem de controlo social sobre a escola; arma de arremesso e (des)consideração profissional; destacar as disciplinas (anos) envolvidos - hierarquizando áreas e disciplinas; pretexto e argumento político? tábém, e onde fica a exigência no meio disto tudo?

falta barro

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com o barro que temos dificilmente se conseguirão cumprir objetivos que são pedagógicos desde os finais dos anos 80 do século passado; com as cabecinhas pensadoras que por aí existem, será deveras complicado (e complexo) cumprir com objetivos sociais, que deviam ser de todos; muitos não abdicam da sua postura de dificultar processos e resultados como se isso fosse sinónimo de rigor e qualidade; a maioria não se sabe organizar para analisar situações, identificar respostas, propor outros modos (ou formas) de apoiar alunos e famílias; muitos, apesar de tentarem e se esforçarem, fazem-no sem qualquer orientação, sentido ou enquadramento tendo apenas como base o seu voluntarismo e os resultados escolares não dependem de voluntarismos; a falta de princípios de autonomia levam a que a maior parte se desresponsabilize, culpe outros ou parceiros, se esqueça de refletir sobre os seus próprios processos e práticas; enquanto não se definirem outras formas de organizar a escola, o tr...

dos jornais

a partir das capas dos jornais de hoje, muito haveria a ler , escrever e contar ; gostava de perceber, a partir dos arquivos das capas de jornais, quantas vezes e em que jornais surgem temas sobre a educação ao longo de um ano; quais os principais temas, quais os jornais com maior percentagem de notícias sobre educação, que notícias, que destaques, qual o impacto das notícias na formação de opiniões educativas (em pais, em docentes, na sociedade em geral), será que essas opiniões e ideias se repercutem nas práticas educativas, de que modo, como, porquê? fica a simples curiosidade...

lutas que valem a pena

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coisa interessante e que recomendo vivamente, o artigo do p. guinote ; a escola e a sala de aula, valem sempre a pena, apesar de ventos e marés, isto é, de política e gestões, opções e condições; é na sala de aula que nos descobrimos e reinventamos, todos, alunos e docentes, família e sociedade; perder ou minimizar a centralidade da sala de aula é perder o norte;

sobre crises

que a educação e a escola estão e andam em crise, todos sabemos, seja qual for a geração a que cada um pertença, já ouviu, comentou ou opinou sobre a crise que graça na educação; já foram escritas inúmeras páginas, imensas bíblias sobre a crise educativa, dos valores e coisas que tal; chaga-se ao ponto de se afirmar que afinal a única estabilidade que existe é a mudança; se assim for ou se assim é, então a crise escolar ou educativa são elemento genético da vivência escolar e educativa; mas este é um ponto de vista interessante e no qual me revejo significativamente; o caráter instrumental da educação e da ação escolar é, grandemente, um dos elementos essenciais para uma dada perceção da própria crise escolar e educativa que se vive, em particular neste século; a desvalorização das dimensões sociais e humanas, da qual não desligo em nada, as expressões (artística e física) em muito contribui para essa dimensão de crise; querer associar a formação escolar a uma profissão (h...

crónicas

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daniel sampaio entre questões e afirmações deixa a pergunta, o que fazer nas escolas ; será provocação excessiva se disser rezar? eu perfeitamente crente no meu agnosticismo...

transferências

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a imagem dá conta da notícia de capa do dn de hoje, refere-se às transferências de competências do ministério da educação para as câmaras onde e por sua vez, estas as transferem para as escolas, isto é, para a pessoa de cada um dos diretores; vamos por partes; este discurso de transferência é uma atualização das lógicas da autonomia que nos inundam desde os idos anos 80; discurso que tem com ele uma mesma preocupação, custos; de princípios não sou contra a transferência de competências, em si não é bom nem mau, é, o que se fará com essa transferência aí é que pode ser mau ou bom; esta subdelegação de competências mais não é que um aliviar de responsabilidades e uma espécie de outorga de compromissos de futuro; se correr bem todos ficam bem na selfie , se correr mal há um culpado que não precisa de votos para poder ser incriminado, apontado; entre uma e outra das considerações fica a faltar uma coisa essencial ao portugal democrático, consciência de si e dos seus atos, capa...

sobre contratações e xigências

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a imagem é do correio da manhã mas, mais coisa menos coisa, pode também ser vista no público ; dá conta da autorização de contratação de docentes por parte de 274 escolas, aquelas que, de acordo com o ministro, veja-se a notícia do público, cumpriram os critérios de exigência e rigor e obtiveram melhores resultados; Não estou contra, nem me insurjo relativamente aos critérios que definem exigência e rigor; mas comento o facto de serem maioritariamente, senão mesmo esmagadoramente, escolas do litoral, reforçando o tombo que o país faz ao oceano; comento a circunstância de se criarem dinâmicas e processos de divisão de escolas (e do país) entre grupos de primeira e grupos de segunda e os depois disso tudo; comento o facto de o ministério e os jornais na forma como transmitem a notícia, darem sinal evidente da prepotência e poder do ministério, é este que autoriza na sua magnânime grandeza e condescendência; não seria interessante se fossem também considerados critérios de in...

notícias

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já aqui antes tinha escrito que, este ano e porventura por via de eleições, a escola e a educação nem no mês de agosto saiu das capas dos jornais, de ser notícia; a imagem dá conta da capa do dn de hoje, mas há mais duas notícias em primeiras páginas de jornais, no expresso  e no jn (sobre o pré escolar); em qualquer uma delas se dá conta da concorrencialidade a que a profissão docente e a oferta educativa está sujeita - não começa a ser sujeita, já está a ser sujeita; pelas notícias se perspetiva a criação de ideias e de opiniões (publicas e publicadas) sobre a escola e sobre a educação; pelas notícias se perspetiva a centralidade do discurso sobre a escola e se vislumbra o controlo social sobre a coisa educativa;