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geografia

ouvi há pouco que o senhor ministro da educação ainda não sabe que escolas irão ter, ou não, provas de aferição;

estou curioso, muito provavelmente como o senhor ministro, para ver e pelo menos tentar perceber a geografia da realização das provas;

esta geografia diz muito sobre a escola, a ideia de aluno, o papel das políticas, bem como o conjunto destas relações que descambam em sala de aula;

fica para memória futura que, em minha opinião, as provas serão predominantemente realizadas no litoral e em cidades (tipo capital de distrito) com pequenas pintalgadas no interior;

a ver vamos

dos exames

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se assim é e eu aceito que assim seja, então para que se fazem, poder-se-á perguntar?

para controlar os professores;

servirem de controlo social sobre a escola;

arma de arremesso e (des)consideração profissional;

destacar as disciplinas (anos) envolvidos - hierarquizando áreas e disciplinas;

pretexto e argumento político?

tábém, e onde fica a exigência no meio disto tudo?

aferições e exames

Sexta feira passada (ainda bem que não foi dia 13) foram anunciadas algumas das novas regras pelas quais os alunos do ensino básico (atenção a este pormenor, os alunos do ensino básico) irão ser sujeitos a novas e outras regras de avaliação ainda no decurso deste ano letivo.
Os exames do 4º ano já tinha sido suspensos, esperavam-se orientações e/ou decisões quantos aos demais, nomeadamente ao nível de 6º e 9º. A opção vai no sentido de substituir os exames existentes por provas de aferição ao nível do 2º, 5º e 8º e manter os exames de 9º ano.
Como sempre, já ninguém estranha, lá aparece o rosário habitual de críticas ao facilitismo e laxismo da esquerda educativa, ou e em contrapartida, os comentários revigorantes e afirmantes das opções de equidade e igualdade pelas quais o sistema público deve pugnar. 
Para além destas, foram ainda introduzidos dois novos elementos de argumentário. 
Por um lado, relativos à avaliação que deve ser feita ao sistema antes de qualquer decisão, antes de qua…

quem manda na educação

mas afinal, alguém tem de mandar na educação? a propósito de um artigo desonesto e incorreto (se por opção se deliberadamente quem de direito que o diga);

gosto de ler tudo o que me aparece sobre educação - e não só; sou plural nas minhas leituras porque só assim consigo ter uma opinião minha e ideias próprias;

de tal modo que tive, durante muito tempo na minha antiga residência, o blogue daquele que veio a ser ministro da economia, álvaro pereira; como tenho nos feed muita gente com quem não concordo nem me revejo, mas considero úteis em termos de pluralismo, de ideias, de formação de opinião;

agora assumam-se, saiam do armário, não tenham (ou tenham, não sei) vergonha e digam que a escola não é para todos mas de alguns, que o esforço e os apoios não devem ser públicos mas privados, que a concorrência não é salutar mas seletiva, que a escola serve, afinal, para diferenciar e descriminar, nivelar por competências básicas e funcionais, que o trabalho dos profes mais não é que criar rót…

comentários

intervalo maior na escola por onde ando; a sala de professores não está cheia mas as mesas estão ocupadas;

ao meu lado comenta-se o novo governo e a pressa de acabar com os exames de 4º ano;

os comentários vão no sentido de agora os alunos chegarem ao 5º ano sem nunca terem pegado numa régua ou num transferidor,

e eu pergunto,

isso deve-se aos exames ou aos professores?

respondem-me com a indicação que os exames são forma de responsabilizar os professores;

e eu comento que a minha disciplina apenas tem exames no 11º e 12º mas que me sinto responsável pelos meus alunos e pelo seu rendimento escolar;

mas isso é o colega (são sempre tão corretos os meus colegas em manter as distâncias):

e eu pergunto, mas afinal o problema é dos exames ou dos professores?

afinal os exames são para aferir rendimentos e aprendizagens ou para regular o trabalho dos profes?

dos exames

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aparentemente e segundo as notícias, tudo aponta para que os exames de 4ª ano não se realizem no final do presente ano letivo;

para uns quantos isto é um ai jesus
(eh pá já me estou a antecipar ao dia de amanhã),

os exames são, na cabeça de muitos, o indicador da exigência, do rigor, da fiabilidade da escola - como se, de uma penada só, os exames atribuíssem qualidades intrínsecas ao trabalho dos professores e fossem certificadores e garantia de esforço e estudo por parte dos alunos;

o problema é que não são;

o problema é que muitos irão apontar o dedo e sacudir a água do capote, desresponsabilizando-se e distanciando-se do que deve ser o seu trabalho - por parte dos profes de adequação de estratégias e metodologias, por parte dos alunos de empenho e esforço, por parte de pais/encarregados de educação de acompanhamento e regulação, por parte da escola e das políticas educativas de monitorização do sucesso e dos seus indicadores de desvio;

certo, certo é que tudo continuará a rolar de …

sobre os exames

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diz coisas conhecidas e, não direi banais, mas interessantes de ver e ouvir

em cima do fim de semana e para leituras de entretém vale bem a pena; 

pode, inclusivamente, ser elucidativo de eventuais caminhos futuros que os exames e a avaliação externa podem seguir

do rigor e das falhas

outra notícia do dia de hoje, sobre falhas nos exames de português, vem contrariar a ideia que os exames são o rigor absoluto, que avaliar em teste é científico e quase que infalível;

avaliar é, sempre, criar um juízo sobre o que outro fez; por muito critério que se defina e determine, por muito pretensamente claro que seja a regra e a orientação, avaliar é um juízo, um valor, algo que é passível de não se adequar ou contextualizar aqui ou ali, a este ou àquele;

pessoalmente não vejo nada de mal nisso, o grande problema que encontro é querer considerar a avaliação como ciência infalível, qual física newtoniana, aí é que falham;

transpiração

ironias do destino, eu que não faço testes estou, há praticamente dez dias, fechado em casa a corrigir exames; 

se lá fora estão mais de quarenta graus, aqui dentro a coisa não está muito melhor, mas o prazo aproxima-se e gosto de deixar folga;

desacerto entre exames e aulas

não faço mais declarações de interesses, considero que os exames são um mal necessário e pronto; 

mas, há medidas que decorre o período de exames, mais certo e crente (apesar de não pessoa de fé) vou ficando e reforçando ideias que há muito habitam a minha cabecita; 

primeira, há um claro desfasamento entre quem avalia, isto é, quem elabora os exames, e quem leciona, quem transmite o programa e cumpre sejam elas competências, objetivos ou metas; são dois pressupostos (se não mesmo lógicas) substancialmente diferentes; nesta onda se os professores não se acautelarem (os profes que lecionam) então o fosso ir-se-á alargar significativamente, considero, pelo menos pela minha experiência, que não se trabalha, em sala de aula, o que se avalia; em sala de aula genericamente "dão-se" conteúdos, quem avalia promove a resolução de problemas, a mobilização de um raciocínio e não de conteúdos; e isto, para este meu interior alentejano, é (ou pode ser ) crítico; 

segunda nota, mediante o de…

acessibilidade

o exame de história da cultura e das artes foi acessível; 

estou convencido que o pessoal manterá, se não subir ligeiramente, a média coletiva; 

é bom e dará indícios sobre uma outra forma de trabalhar em sala de aula aferida agora com regulação externa; 

a ver vamos;

exame em memória futura

em véspera do exame de história da cultura e das artes, disciplina da minha responsabilidade na minha escolinha, sou igual aos outros todos, sem tirar nem pôr; 

levo 10 alunos a exame com uma média interna de 12.2; 

estou convencido que dos 10 em exame, entre 3 e 4 poderão tirar notas inferiores a 10 e os demais entre os 10 e o 12; 

se o exame seguir a tipologia até ao momento, entre a surpresa de conteúdos/questões e o aparentemente acessível direi, para memória futura, que a média até pode ficar idêntica, num intervalo entre o 11 e 12; 

a ver vamos

profecias ou o quê????

será que as profecias acontecem mesmo em tempo de eleições?

será que em ano de eleições os exames são mais fáceis?

será que existe algum sentido, mais ou menos estratégico, para a elaboração de exames?

o que se ganhou e o que se perdeu entre o sumiço do gave e o nascimento do iave? apenas políticas? só lugares?

das notas dos resultados dos sentidos escolares

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as notícias dão conta da publicação dos resultados das provas de final de ciclo de 4º e 6º ano; 

melhoraram, boa, nem mais - parabéns; 

hoje foi giro ver uma senhora na minha escola tão contente dando conta a alguém que não tinha tido negativas a português e apenas três ou quatro negativas a matemática; estava tão contente que fiquei sem perceber se era professora, se mãe de vários alunos - direi que me pareceu profssora; 

estas provas ou exames podem não medir nada, podem não contribuir para a melhoria do ensino ou da aprendizagem, podem não ser elementos cruciais no trabalho dos professores ou dos alunos, mas têm, pelo que vi e pelo que me apercebo, um condão que, infelizmente, não tem continuidade ao longo do ano, servem para atribuir algum sentido ao trabalho que se desenvolve ao longo do ano; 

pelo menos isso, valha-nos a eventual relação entre resultados e a alegria da senhora...

Abertura de época

Aqui, pela minha aldeia, sempre que se inicia uma época de caça é ouvir o combate e o desassossego que se instala; é um alvoroço para quem aqui vive, para quem aqui vem e para a bicharada, alvo ou não da caca; Amanhã inicia-se a época de exames e, à semelhança da outra, todos desassossega, incomoda e provoca alvoroço; Não sou apologista dos exames, mas reconheço a sua importância - que não discuto aqui; discuto a excessiva centralidade que adquirem, a limitação que impõem ao trabalho dos profes e dos alunos; Tenho pena que os profdes se organizem em função de exames (onde poucos percebem a sua dimensão curricular e não disciplinar, a sua função reguladora de práticas e de indicadores e não aferidores de conhecimento), que a escola (pela legislação) não tenha capacidades nem limites para dar resposta a apoios diferenciados, a alunos com diferentes dificuldades e que os exames mais não sejam que elementos padronizadores da uniformização e da homogeneização em nome da exigência e do rigo…