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Queixinhas

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queixamo-nos por dois motivos, por tudo e por nada;

ora porque sim, ora porque não, há sempre um qualquer motivo, bem português, para nos queixarmos;

no meio das queixinhas certamente existirão razões, ou, pelo menos, alguma razoabilidade;

no que diz respeito aos professores então é claro; temos levado pela cabeça e por toda e qualquer pontinha do corpo; acusados de quase tudo e por quase nada;

mas pelos resultados que sucessivamente aparecem, por via de efeitos de comparação, há que tenha razão;

queixamo-nos, mas qualquer político enche a boca com os seus resultados;

aí está mais um ...

(a)normalidade

a diferença entre aquilo que consideramos normal e aquilo que designamos de anormal é um a(zinho); simples;

desde há muito que está instalado no sistema educativo português (na cabeça de praticamente todos os seus atores), que o insucesso é "normal";

ainda recentemente ouvi, em processo de análise estatística de resultados de 1º período, que 27% ou 30% de insucesso numa turma é "normal";

o insucesso escolar é uma ideia instalada, tornada natural e normal por um sistema que, apesar de favorecer mobilidades sociais, também funcionou (e funciona) como coador de hipóteses, depurador de gentes, filtro social;

perante ideias feitas e pré concebidas,
perante a rigidez de um sistema que persiste em ensinar a muitos como se de um só se tratasse,
perante estratégias de promoção do sucesso que mais não fazem que uniformizar e homogeneizar procedimentos,
perante a obrigatoriedade de cumprimento de normas e indicadores estatísticos,
que fazer...


o meu ranking

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o meu ranking remete, como escrevo no ComRegras de hoje, para perceber se a escola nos ajuda a libertar de amarras (sejam elas sociais, culturais, económicas ou regionais), a sacudir o pó de imobilismos serôdios ou a abanar esqueletos que nos possam atormentar ou se, pelo contrário, servem para nos prender ao que uns quantos designam como destino (a apatia, a falta de autonomia, a socio dependências, a ausência de espírito crítico, aos conformismos);

o meu ranking manda que em 4 turmas do regular atribuí três níveis 2 (bom);

destaco também, porque sinal de um contexto, que atribui "apenas" 8 níveis 4 (curto, muito curto);

o meu ranking, aquele que os alunos me atribuíram também é evidente; foi a primeira vez, desde que faço avaliação do meu trabalho, que me atribuíram um nível 1 e que fico com média abaixo do nível 4;

ilações? ah pois, tenho as minhas; faço a minha leitura de um contexto e de relações; mas fico com elas...

mas tenho o meu ranking, faço a minha avaliação, ten…

surpresas

de quando em vez acontecem, e ainda bem,

e, ainda bem, que algumas boas;

no lançamento de conteúdos coloquei uma sondagem à turmas - via página fechada do facebook);

entre as diferentes questões colocadas uma era aparentemente simples,

somos, nós, os portugueses, ótimista ou pessimistas?

imaginam a resposta?

de todos os que responderam mais de 80% afirmou que somos... ótimistas;

para mim foi surpresa; boa...

chumbo no Alentejo

e não se trata de caça, por muito que queiram tornar isto uma qualquer coutada, de uns quantos, de alguns;

o público de sexta feira passada deu conta da estatística do (in)sucesso referente ao ano letivo de 2014/2015, onde se destaca que o Alentejo ocupa a parte final das tabelas;

será sina? somos mesmo burros ou apenas a escola não faz compensações entre cultura social regional (pouco valorizadora da escola) e cultura escolar?

em termos de análise destaco diferentes ideias.
as escolas do Alentejo são ainda muito marcadas pela instabilidade docente; perante a flutuação do corpo docente podem ser apontadas situações referentes ao (des) conhecimento do contexto, às relações estabelecidas entre o local e a escola;
por aquilo que consigo perceber da minha prática profissional ou das leituras que faço, existe, por parte das famílias, reconhecimento social da escola; isto é, a generalidade das famílias reconhece à escola e aos professores papel fundamental na alteração social e económica de c…

segregação

ou a perpetuação das diferenças

há dias um qualquer jornal nacional trazia em  primeira página que a grande maioria dos alunos do profissional são negros, pr'aí empurrados;

no meu alentejo, em trabalho que desenvolvo, dá para reparar que grande parte (estatisticamente falando) dos alunos que frequentam os cursos vocacionais são filhos de gente humilde, rural, com pais de baixa escolarização e, também na generalidade, de profissões pouco qualificadas;

será que a escola perpétua situações, faz com que o passado esteja sempre presente?

a estatística e a regulação social

os estudos (sejam eles de base estatística ou não) são elementos frequentemente utilizados como elementos de regulação da ação de pessoas, setores ou políticas;

isto é, utilizam-se estudos, que se afirmam assépticos, objetivos, a-morais e racionais, para interferir sobre práticas (sociais ou profissionais) no sentido de se ultrapassar o que se tem e se caminhar para o que se quer; com os estudos e a sua divulgação, criam-se elementos de pressão do público, supostamente cliente ou utilizador e utilizado enquanto regulador (forma de pressão) para pressionar para resultados;

exemplo,
1, estudos indicam que o consumo de leite aumenta em 20% a densidade óssea (coisa inventada cá pelo je);
2 o presente estudo «apresenta os principais resultados de um estudo sobre a relação entre o desempenho escolar dos alunos do 3.º ciclo, em Portugal Continental, e o meio socioeconómico dosseus agregados familiares»;

um e outro, uma invenção minha e os resultados de estudo recente da direção geral de estu…

dos jornais

a partir das capas dos jornais de hoje, muito haveria a ler, escrever e contar;

gostava de perceber, a partir dos arquivos das capas de jornais, quantas vezes e em que jornais surgem temas sobre a educação ao longo de um ano;

quais os principais temas, quais os jornais com maior percentagem de notícias sobre educação, que notícias, que destaques, qual o impacto das notícias na formação de opiniões educativas (em pais, em docentes, na sociedade em geral), será que essas opiniões e ideias se repercutem nas práticas educativas, de que modo, como, porquê?

fica a simples curiosidade...

debate sobre resultados

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peguei na estatística da turma da qual sou diretor de turma e projeteia no quadro na aula de oferta complementar;

referências gerais, resultados por disciplina - taxas, comparação, resultados, percentagens;

acrescentei, feita por mim, análise comparativa entre turmas (referenciando apenas a turma em causa) e o ponto de situação à avaliação intercalar;

e agora comentem, digam de sua justiça;

e depois pedi uma promessa eleitoral, já que os tempos têm sido e são pródigos nessa coisa, qual o número de níveis 2 com o qual se comprometem para o final deste segundo período;

gostei das referências, pertinentes e algumas bastante adequadas, falta saber o nível de compromisso;
o tempo o dirá...

sobre resultados

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recebi uma síntese dos resultados escolares por ano letivo;

regista-se que a história está referenciada no 5º, 6º e 12º como a disciplina com maior taxa de insucesso;

???????????

considero interessante, senão mesmo algo espetacular;

afinal o 7º ano, onde perspetivo uma taxa de insucesso superior a 35%, nem aparece;

das duas três, ou os demais anos de escolaridade estão muito mal e/ou piores que o 7º ou há algo que distorce lógicas e números;

depois, que propostas apresentar? muitas das causas que identifico não são escolares, são individuais e pessoais, relativas a desinteresse, alheamento, indiferença, falta de sentidos ou objetivos ao trabalho escolar, aquilo que alguns autores apontam como défice emocional - veja-se a interessante referência em j. m. alves;

estatística para que vos quero

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a capa do jn de hoje dá conta desta notícia, certamente que terá sido coincidência com a publicação do info escolas alargar os indicadores ao 2º e 3º ciclos;

penso que, por onde ando, nem metade acabam o 9º ano sem chumbar;

sim, e depois, perguntarão aqueles que são e que não são professores; (os pais, desde que não lhes bata à porta, nem perguntam, já era assim no seu tempo);

digo que uns quanto dirão que ainda são poucos, tal o facilitismo que por aí ainda grassa;

outros pensarão coitados dos miúdos, que fazem eles para chumbar assim;

outros dirão que a culpa é dos profes que não ensinam, o que é que andam lá a fazer;

sim senhor, tudo muito bonito, e eu pergunto, e o que é que tem sido feito para isto - ou para evitar ou para acentuar, pois claro;

estatística para que te quero

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o ministério da educação alargou a sua estrutura de consulta e comparação de resultados entre escolas;

inicialmente estava limitada aos exames do ensino secundário, passou a integrar a informação, por escola e por região, das provas finais de 2º e 3º ciclos;

para quê?
estrutura de trabalho e análise?
promoção e divulgação de elementos de comparabilidade entre escolas?
fomento de rankings escolares ou educativos?

acredito que haja quem os considere, analise e pondere; podem ser úteis em termos de gestão de recursos, de distribuição de recursos, de definição de apoios e metodologias de recuperação, de eficácia e eficiência escolar e educativa;

como acredito que muitos, inclusivamente alguns que têm responsabilidades na gestão escolar e em estruturas intermédias, nem lhes liguem, que olhem para o lado e finjam que não sabem, nem vêem a coisa;

conhecer e estranhar

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tenho de reconhecer que os primeiros tempos no meu novo poiso me tem provocado um sentimento de... receio;

receio por vir de um concelho que caminha para a falência técnica por via do número e da percentagem de alunos com necessidades educativas especiais - acima dos 10% - a média nacional situa-se entre os 2% e os 3%;

receio por me sentir num concelho onde as turmas, pelo menos as de 7º ano, são marcadas pela repetência sucessiva, repetida, onde a média etária dos grupos turmas está, por via dessas retenções, acima dos 13 anos, quando devia estar nos 12 - numa turma que tenho estão três alunos que já repetiram 3 vezes, 5 que repetiram duas e 8 que repetiram pelo menos uma vez; é obra;

não procuro culpado nem responsáveis, mas eles terão de existir;

para onde vai a escola?

Que futuro a esta região?

(imagem retirada daqui)

comportamentos e disciplina escolar

pode parecer a mesma coisa, mas não é; 

uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa; 

que podem andar associados, comportamentos e situações de indisciplina é verdade, mas, por esta região, o mais das vezes andam e são elementos separados, comportamentos são uma coisa, situações de indisciplina outra; 

ou seja, termino o meu último relatório, aquele que já devia estar feito há pelo menos uma semana; paciência, afinal, temos de preencher nova reunião de cp; 

alguns dados meus, que só a mim me envolvem e responsabilizam, a partir dos dados do meu agrupamento: 

no 1CEB remetem para uma dinâmica familiar onde se diluem patamares de poder e autoridade e onde o aluno não aprende a gerir tensões, contradições e aspetos negativos da vida e das relações sociais; no 2º e 3CEB remetem para dimensões de construção de sentidos sociais e escolares onde a escola (os profes, pois claro) progressivamente se desvinculam e distanciam; mas também onde as políticas educativas apostam sem formação (caso da…

resultados e opções

no meio dos afazeres de final de ano letivo e enquanto coordenador do departamento que integro, dou comigo a analisar os resultados escolares; 

e então não é que o pessoal tem razão?

por pessoal considero o meu (ex) diretor e a sua equipa, a delegação escolar e o ministro da educação, 

é que os resultados melhoraram significativamente de há dois anos a esta parte, todos os resultados, as políticas educativas e as opções de escola - é que tudo melhorou - e bem - transição, sucesso, por ano ou por ciclo, (in)disciplina, absentismo; 

continuem assim, apertem mais e mais, obriguem mais e mais, não deixem os profes pensar e estou certo que um dia deste estaremos a fazer forte e séria concorrência à finlândia - qual filãndia qual quê, singapura, japão, tawein, esperem por nós que ficam para trás;

estatística

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em final de ano letivo e à espera que sejam publicados resultados que serão analisados sob muitas e nenhumas maneiras, fica aqui, para os interessados, o link das estatísticas educativas; 

um desfasamento de dois anos que muitos já me tentaram explicar e que eu, por força da minha dificuldade em trabalhar com o número, ainda não consegui perceber; 

apesar das minhas claras limitações em lidar com números, gosto de os ver, analisar e tentar perceber o que nos dizem; 

mas nunca esqueço uma afirmação que em tempos ouvi se queres mentir ou faltar à verdade, há três formas de o fazer, mentir, omitir ou usar a estatística;