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A mostrar mensagens com a etiqueta práticas

opções

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conversa simples com uma outra professora, ela como eu, deslocada por aproximação;

quais as probabilidades de ficar para o próximo ano?

zero, nenhumas, nicles, responde de forma pronta,

porquê essa determinação tão certa por esta altura?

porque não concorri, descobri que há coisas piores do que estar longe de casa; prefiro estar longe do que ter o horário que tenho que certamente será o mesmo ou muito parecido!!!

ah, fiz eu..

só para esclarecer, a professora, tem duas turmas de 7º, uma de 8º (intragável pelo desinteresse), um décimo profissional, um grupo pief e aulas à noite; um dos dias tem aulas de manhã e à noite..

percebi perfeitamente

da economia

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e da escola;

este é um blogue sobre a escola e sobre a sala de aula;

mas, na escola e na sala de aula, também entraa vida como ela ée o que dela faz parte;

as notícias de hoje, ao darem conta da significativa taxa de crescimento portuguesa no 1º trimestre, mostram que há sempre alternativas - por muito que digam que não;

há sempre mais que uma forma de esfolar coelhos, dar conta do recado, cumprir promessas;

também na escola e em sala de aula, há sempre uma outra forma, um outro modo de atingir resultados;

flexibilidade, para que vos quero

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a questão da flexibilidade não pode, nem deve, funcionar por si;

coisa óbvia, mas, por aquilo que oiço e leio, não é parece assim tão clara;

a flexibilidade (curricular, organizacional, escolar, pedagógica, profissional, ou o que se entenda) deve funcionar como capacidade de adaptação de respostas (soluções) a problemas;

passar da rigidez industrial e organizacional

que carateriza a escola desde o início do século XX, para além das sempre saudáveis ilhas de diferenciação,

para uma rigidez assente em pretensa flexibilidade mais vale estar quieto;

a flexibilidade, como tudo, deve responder a problemas

e, para além disso, deve ser encarada como estratégia de um trabalho;

a questão é que muitos não fazem a mínima ideia de como utilizar a flexibilidade;

além do mais implica alterações a rotinas do quotidiano, coisa que em muitas escolas preferem estar mal do que experimentar alternativas;

balanço

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o balanço do período foi algo assim a modos que...

por um lado, menos bom; as médias das turmas desceram, como atribuí níveis dois como há muito não me acontecia;

por outro lado, foi menos maus; as descidas aconteceram em todas as disciplinas, enquanto profes ficámos assim sem saber, nem perceber o que se passa;

podia ser numa ou noutra disciplina, antipatias, falta de simpatias, gosto ou falta dele; mas não, cruza disciplinas, áreas e remete para a indiferença, para uma completa displicência relativa ao trabalho escolar;

porquê? que razões?

finalmente, foi bom, a turma que é a minha DT portou-se acima das expetativas e disso dei conta no ComRegras; impecáveis;

Mudanças

A partir desta entrada penso na relação entre políticas e práticas;

Não vale a pena as políticas mudaram, serem as melhores do planeta, as mais bem pensadas e escritas se não se consegue pensar os modos, as formas com que elas são lidas;

Qualquer política, mas umas mais que outras, implicam alterações não apenas das práticas mas da forma de pensar as práticas,

Flexibilização implica uma alteração significativa dos modos de organização da escola e, particularmente, dos docentes;

Não podemos pensar em flexibilização se persistirem os mesmos modos de fazer e de nos organizarmos.

A permanência e a resistência de uma  "gramática de escola" choca frontalmente com outras formas e outras gramáticas;

A questão passa, no meu entendimento, por perceber que gramática usamos e mobilizados para gerir o quotidiano;

Por isso penso, escrevo e defendo que a mudança está em cada escola e na forma como aí, localmente, se organizaam atores e estratégias, se pensam opções e se implementam estraté…

aproveitamento

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conversa de circunstância entre dois docentes;

um crítica os colegas pelo desinteresse, pelo desleixo profissional, pela indiferença em que a profissão de professor descaiu;

outro diz que, como em todas as profissões, há bons e maus profissionais, há interessados e sem interesse, há envolvidos e outros apanhados no turbilhão;

um diz que está cansado, farto, e não é pelo trabalho é pela falta de alento, pela falta de ânimo ou de vontade que cada vez há menos;

o outro diz que há que aproveitar a falta de ânimo para recuperar, a falta de vontade para pôr o aluno a trabalhar, a falta de alento para que se colabore;

o necessário mesmo é saber retirar de cada um o benefício para todos e aí...

curiosidades

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ou serão contradições?

os professores dos sítios por onde andam afirmam e defendem que a escola deve estar longe da política, que a política devia ficar à porta da escola;

contudo, quando questionados sobre o perfil das lideranças (de topo ou intermédias) valorizam as dimensões mais políticas desse perfil (negociador, conciliador, decisor);

os professores dos sítios por onde ando afirmam e defendem que a formação deve ser prática, que de teorias estão fartos;

contudo, quando avaliam dimensões de formação destacam o lado mais teórico (e político) das ações em assumido detrimento das dimensões práticas;

será contradição?
residirá aqui algum aspeto que se contradiz, de incoerência?

dúvidas

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e incertezas, fruto de um espírito sempre inquieto, irrequieto e algo insatisfeito - eu mesmo, pois claro;

ontem numa turma da qual todos os docentes apontam como elementos fulcrais o desinteresse, o alheamento, a indiferença, o deixa andar, a absoluta falta de resiliência, o mfacto de ninguém gostar de coisa nenhuma

(não um, mas todos os alunos, o que dá para estranhar),

optei por organizar a aula em diferentes blocos, 3 momentos distintos, com pausas e tudo e diferenciar, entre eles, objetivos, tarefas e produtos;

não correu mal; dos habituais, 30 a 40 minutos de rendimento penso ter chegado aos 60, talvez 70 minutos de assumido trabalho - a partir daí :(

deu para pensar numa das modernices que por aí circula, por alguns designada de gamização da sala de aula, (ou este, de onde retirei a imagem) isto é, tornar a sala de aula algo parecido com um jogo, seja ele virtual/digital, seja ele real, físico;

não sou, em área nenhuma, purista de coisa nenhuma, para dar conta que irei, de aco…

quem não quer aprender

volto a uma temática que me dá a volta ao espírito, tentar ensinar quem não quer aprender;

tenho uma turma, que vem do ano letivo anterior, marcada por uma significativa indiferença, alheamento e um não querer saber de nada, que incomoda, que irrita, que faz com que aquele tempo em sala de aula seja assim a modos que... nunca mais passa

pensei ser comigo, face a uma outra metodologia de trabalho, à configuração de outras estratégias de sala de aula; dei tempo ao tempo; nada;

percebi que não era só comigo, praticamente todos os docentes do conselho de turma indicam as mesmas situações, total e completa displicência, (quase) total indiferença;

contudo e de um ano para o outro, dá para perceber o jogo que é feito por uns quantos; indiferentes, alheados, displicentes mas com resultados qb, dois ou três níveis inferiores a 3, nada de monta, nada que não seja recuperável no médio prazo, com um outro empenho, com uma outra atitude;

e a minha questão é, como trabalhar com alunos assim? alunos…

coisas desnecessárias

mas que podem ser úteis em contexto de sala de aula;

há já diferentes sítios que nos apresentam cronologias diversas; como são diferentes os sítios sobre um ano em particular, aquele em que nascemos, por exemplo;

http://whathappenedinmybirthyear.com/ este é mais um, e pode ser útil no contexto da sala de aula - e a diferentes níveis;

desde logo na história, a ajudar uma criança a perceber a distância ao passado, a criar memórias, a perceber o processo temporal e o que ele implica;

no inglês, está em inglês o sítio e pode ser útill, mesmo que utilizando o tradutor;

na língua e literatura, na ciência entre outras áreas que se possam trabalhar;

é desnecessário, mas pode ser interessante

experiências

criei um grupo fechado no facebook (referenciei apenas dois alunos que ali não estão e, até ao momento já vou com mais de metade dos alunos inscritos - tenho como objetivo os 2/3) para partilhar coisas com as turmas,

ali tenho lançado algumas questões, antecipo conteúdos, suscito dúvidas, lanço perguntas (umas abertas outras de sim ou não), faço sondagens, coloco imagens;

isto é, utilizo a lógica facebook para complementar a dinâmica das aulas, levar os alunos a pensar (conteúdos, propostas, trabalho);

e considero que a coisa tem resultado
(cá está a diferença entre teimosia, sem dados nem elementos que sustentem uma posição, e a resiliência, retirar ilações da prática);

o grande objetivo é o de envolver e implicar o aluno na sua prática escolar, no seu trabalho com a disciplina; utilizar meios e redes sociais para fomentar estas relações;

a manter e a ver onde irá dar...

o tempo e o modo

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ontem destaquei esta imagem para me interrogar como é que um concelho se pode afirmar na defesa cultural com taxas de abandono e insucesso como as que tem?, como se formam públicos iletratos? há coisas que eu não entendo, mas sou eu;

hoje utilizo a mesma imagem para dar conta das diferenças entre os anos 70 do século passado e o tempo atual;

um(a) professor(a), central na imagem, um quadro e giz, escrita e apontamentos, certamente que conversa, costas com o grupo de ouvintes;

os "alunos" são espetadores, ouvintes, não participam no processo a não ser pela sua presença;

passaram mais de 40 anos, o modelo persiste; justifica-se?

da saúde mental

estava para ter uma outra designação, este meu post;

ao entrar, no feed, dei com a peça a saúde mental dos jovens, do zé morgado e não resisti;

por que é mesmo de saúde mental que se trata;

13h30, sala de professores do AE por onde ando;

entra uma colega perfeitamente desorientada, quase que "desaustinada", ao qual, quem estava, quase que em coro, pergunta, mas o que se passou P.;

uma turma de homogeneidade relativa, um CEF, cujo resultado foi um processo de autêntica depuração negativa de turmas de 3º ciclo, juntos, ao molho e claramente sem fé em nada, nem em coisa nenhuma;

a colega dá conta do alvoroço, da algazarra, da desconsideração, do não reconhecimento nem a uma das chefes; da impossibilidade e incapacidade de se fazer o que seja;

um conselho de turma deixado a si, ao salve-se quem puder, acrescido de diatribes de planificações, gralhas e coisas que tal que ninguém utiliza, que para nada servem, que em nada se adequam àquele grupo (direi, àquele molho de pretensa ge…

estímulos e incentivos

as aulas começam, devagar e devagarinho que o tempo não corre mais rápido;

apresentações de quem já se conhece;

o grande desafio passa, pelas turmas que tenho, por envolver e comprometer o aluno com o seu trabalho, com a dinâmica de sala de aula, com a disciplina;

do ano letivo anterior vêm resistências, passividade, anomia, um conhecimento por vezes em conflito ou, pelo menos, em tensão;

não há receitas, soluções prontas a usar; ha tentativa e erro, avaliação e análise;

desta feita irei apostar em perguntas, em tentar que criem dúvidas, que formulem questões;

depois é ver o que dá, onde dá, com quem dá e de que forma dá...

um exemplo

ainda antes de entrar na calmice dos dias grandes, deixem-me destacar um exemplo que há muito defendo;

isto a propósito do conjunto de condecorações que o presidente da república entregou à seleção de futebol, a medalhados do atletismo e amanhã da seleção de hóquei em patins;

questionado o senhor presidente se havia de distribuir tanta medalha, depois de o seu antecessor ter sido tão parco nessa área, o presidente respondeu que está definido o critério, e só há que aplicar o critério;

coisa tão simples esta e que seria interessante de levar para a escola;

por exemplo na distribuição de serviço docente que, como é bem dito, fica ao critério da descricionaridade e arbitrariedade dos senhores diretores - sendo certo que nem todos, nem nenhum;

apesar das orientações para manutenção em lógicas de ciclo, há situações que não lembram ao diabo, a não ser a algumas cabecitas pensadoras e iluminadas, e se (re)distribui o serviço como se tratasse de um bodo aos pobres, numa por vezes nem sem sem…

os próximos

a partir de agosto entrarei numa área que já aqui tem uma etiqueta mas que ainda tem pouco conteúdo, refiro-me à metodologia de trabalho de projeto (a etiqueta vem do seu inglês, pbl, projet based learning);

irei procurar destacar e acentuar esta dinâmica de escrita num processo assumidamente relacional, metodologia de projeto e coisas em seu redor;

desde a avaliação, organização e dinâmica, parcerias e partenariados, recursos e meios, dispositivos e tecnologias, resiliência e trabalho colaborativo;

para já a indicação de um sítio que é mais que uma referência - http://bie.org/about/what_pbl 

já agora e neste contexto procuro parceiros pelo país ou pelos PALOP's para partilha de ideias, conversa e encontros, outras e diferentes perspetivas, olhares, sobre a mesma coisa de sempre, a História e a educação e a escola; mesmo que virtuais e à distância de um qualquer clique...

caso haja interesse deixem comentário ou escrevam para manuelcabeca@aemn.pt;

estupidificação

o Paulo dá conta de uma grelha que revela o requinte de malvadez com que se trabalha em algumas escolas - seria mau generalizar;

pretensamente as grelhas deviam servir para ser um meio de facilitação de trabalho, alguns até dizem de objetivação de processos e de avaliação; contudo tornaram-se um fim em si mesmas;

e vi, no final do ano letivo, docentes, colegas, presos a uma grelha e a uma avaliação; condicionados por aquilo que a grelha dizia e atribuía, como se valesse por si, como se fossem fim e não um meio;

considero dois problemas no contexto da utilização excessiva das grelhas (e costumo dizer que tudo o que é demais cheira mal);

o fim em que se tornaram para justificar, legitimar pretensas objetividades (não lhe chamo arbitrariedades por preceito) - já aqui o escrevi, a vida não cabe numa tabela de dupla entrada; será que a objetividade de um processo (o da avaliação) não decorre do trabalho desenvolvido ao longo do ano? dos indicadores serem se não claros, pelo menos conhecido…

coisas

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e mais coisas que por aí andam e que são interessantes, estimulantes e desafiantes;

se estivesse no facebook colocaria uma daquelas carantonhas a dar conta que estou entusiasmado;

agora dei com uma página, oficial e institucional, que se pode revelar um mimo para a escola, para o trabalho docente, para o que conseguirmos fazer;

passem por lá e digam que estou errado, vá digam lá...

mais

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do mesmo, para os mesmos de sempre;

coisas que despertam apetite e curiosidade;

curiosidades que se partilham por aí, que nos são dadas a descobrir;

e nós preocupados com o nosso cantinho;


um diário

últimos dias da primeira semana do meu curso on line sobre project based learning (PBL);

direi, tal como já coloquei no meu diário - learning diaqy - que percebi que tenho de melhorar e treinar o meu inglês; estou habituado a ler não a escrever e a pensar em inglês, traz novos desafios que devem ser assim mesmo entendidos, como desafios;

fiquei surpreso pela quantidade de gente que participa literalmente dos 4 cantos da europa, com diferentes (por vezes muito diferentes) backgrounds (sejam eles profissionais, sociais ou culturais) mas onde partilhamos um mesmo objetivo, aprender mais sobre o pbl;

por outro lado e apesar de trabalhar com esta metodologia faz alguns anos, sempre por minha conta, sempre por tentativa e erro, sempre por descoberta e pensar o que faço, há ainda muitas coisas onde posso melhorar como devo aprender; assim espero;

ainda não cumpri as tarefas, mas estão prontas (ou quase) para envio, uma questão de retroversão para o qual o google tradutor nem sempre é suficien…