expetativa e espanto

ao mudar de escola muda-se de registo e de orientações; era pelo menos o que eu esperava;

não me importo que mude para pior, estou mais perto, fica muito mais barato, compensa para todos os efeitos;

mas tenho de reconhecer algum espanto e alguma surpresa no que encontro em novo poiso;

atão na é que dou com mais do mesmo aparentemente por outros, mas até fico desconfiado se não é pelos mesmos, ou seja, grelhas, burocracia, papeis, resmas, paletes de papeis;

terá mesmo de ser assim? não há outra forma de organizar a escola que não passe por resmas de papel, montanhas de burocracias, toneladas de procedimentos administrativos? lá no fundo, lá bem no fundo, está o aluno ainda que rodeado de discursos e palavras pedagogicamente corretas, apelativas aos sentimentos escolares dos professores, mas desprovidas de sentido prático;

será que não se consegue pensar noutros modos de organizar a escola? afinal para que servem plataformas informáticas, estruturas de CRM - customer relation management - existentes desde o século passado, agora on line;

não, circunstâncias minhas, por onde ando reproduz-se acefalamente o modelo de relação entre o estado e o cidadão que tem por base a desconfiança, o receio de prevaricação, a possibilidade de desvio à norma e à regra, o receio da diferença, o pavor da ausência de controlo;

com uma particularidade, tem por base a preocupação e o cuidado com o desempenho profissional, tem argumentos e justificações que visam salvaguardar a idoneidade do professor, isto é, façam assim para que se salvaguardem, olhem que já houve casos (que ninguém conhece, a não ser alguns) que aconteceu isto e aquilo, então façam grelhas, preencham papeis, cumpram regras, salvaguardem-se...

acredito que deve haver um outro modo de pensar e organizar a escola e o trabalho dos professores; acredito que é possível fazer e cumprir objetivos e orientações de outra forma;

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