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mudar

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na passada sexta feira, ao se concluir a ação de formação na minha escola alguém levantou a questão sobre a circunstância de termos

uma escola do século XIX

professores do século XX

alunos do século XXI

o que fazer para (re)equilibrar a coisa?

estarei quase certo que ninguém quer regressar nem ao século XIX nem ao século XX;

a opção será mesmo de afirmar o século XXI, digo eu, pois claro;

mas muitos quererão o rigor da disciplina, a organização funcional do século XIX;

outros irão apelar ao retorno dos gloriosos 30 (o período do pós guerra marcado por um claro desenvolvimento europeu) de modo que o emprego seja uma consequência do estudar;

outros irão oscilar, hesitar entre modernices e tradição; estabilidade e inovação; ficar ou partir;

a coisa que se coloca passa como mudar? como (re)equilibrar estas diferentes lógicas?

ninguém muda porque dizem para mudar;

ninguém muda por decreto;

ninguém muda sozinho;

ninguém muda sem se saber para o que se muda;

então como se muda? fica tudo como …

o que se passa

já tinha escrito que o difícil neste período passaria por chegar ao fim;

muitos já desistiram; outros percebem que já está; outros ainda que entre esforço e deixa andar a diferença será curta;

já deixei de pensar que sou eu que estou a ser mau professor, por não conseguir envolver, implicar e interessar os alunos;

ficou para trás o pensar que pode ser o facto de se estranhar uma metodologia de trabalho;

há muito que percebi que não é apenas comigo, não sou só eu a sentir o que sinto enquanto profissional;

há mais; há muitos que ou o dizem quando questionados, ou o pensam de mansinho;

já deu para perceber que na escola básica que frequento há poucas turmas (ou nenhuma) direi, regular, normal,

do 5º ao 9º cada uma é pior que a outra; desinteresse, alheamento, indiferença, apatia, falta de autonomia, displicência absoluta; um le se faire le se passer irritante, constrangedor para quem trabalha;

já tive alunos complicados, já tive turmas complexas, agora estou numa escola complicada e com…

das notícias

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será contradição o secretário de estado afirmar que história e geografia (as humanidades) teriam mais horas no horário e agora passarem a regime semestral?

terá esta opção alguma continuidade com aquilo que, em tempos, n. crato anunciou com as disciplinas estruturantes?

será que a partir desta opção de política educativa (disciplinas semestrais) que acrescem a já existentes (TIC/ET) perspetivará algum sentido de (re)organização da escola por semestres (e não calendário religioso)?

curiosidades

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ou serão contradições?

os professores dos sítios por onde andam afirmam e defendem que a escola deve estar longe da política, que a política devia ficar à porta da escola;

contudo, quando questionados sobre o perfil das lideranças (de topo ou intermédias) valorizam as dimensões mais políticas desse perfil (negociador, conciliador, decisor);

os professores dos sítios por onde ando afirmam e defendem que a formação deve ser prática, que de teorias estão fartos;

contudo, quando avaliam dimensões de formação destacam o lado mais teórico (e político) das ações em assumido detrimento das dimensões práticas;

será contradição?
residirá aqui algum aspeto que se contradiz, de incoerência?

opiniões

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há muitas e a minha conta cada vez menos - cá por casa já pouco me perguntam qual a minha opinião;

mas já dei uma vista de olhos ao documento sobre o perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória;

não irei entrar na conversa que é tema requentado, que os professores estão fartos, que não há nada de novo, que há coisas melhores a fazer ou já feitas, que é mais uma mudança de paradigma, ou que se trata de mais um eufemismo, ou que é mais com menos ou menos que mais;

cada um dirá de sua justiça, o que aprouver de acordo com o que sente, o que pensa ou que entenda;

isso é discussão pública e espero que a blogosfera participe com ideias, opiniões, posições ou o que entenda; mas participe;

da minha parte e depois de uma primeira leitura, coloco duas questões:

o porquê de só na área dos saberes técnicos e tecnologias serem consideradas consequências, será que nas demais não existem, simplesmente não se consideram ou apenas, nas restantes, se consideram despiciendas?; 

nem nas implicaçõ…

Confusão?

Por vezes fico na dúvida, outras nem por isso

Mas será que se confunde formalismo com profissionalismo?

Rigor com minhoquices?

Exigência com esquizofrenia?

É que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa é incomoda-me estas confusões

da integração e da divisão

um dos objetivos da escola passou (e passa) pela integração das populações numa cultura comum - cultura aqui entendida pelo conjunto de práticas, língua, normas e regras do coletivo;

na escola, numa qualquer sala de aula, rapidamente se dá conta da diferença de origens dos alunos, das aldeias e da cidade, do rurais e dos urbanos, de cultura livresca ou cultura prática;

nada de monta daí decorre, a não ser as vantagens, desde que trabalhadas, das diferenças que nos constituem;

mas tenho dado conta do modo como alguns municípios asseguram que as diferenças entre freguesias rurais e urbanas, do campo ou da cidade, daqui e dali não se esbatam;

municípios que apostam no fosso existente, nas rivalidades de alegrim e manjerona, nas diferenças entre pequenos e grandes para se perpetuarem, para que culpem outros, para que outros sejam apontados pela sua inépcia;

até quando a escola, enquanto instrumento de integração cultural e social, serve a alguns para criar e acentuar as divisões que nos s…

questões sobre o sucesso

não consigo perceber o nível nem as estratégias envolvidas (seja por via de uma consciência assumida, seja por opções mais ou menos implícitas) mas, em fim de semana, permitam-se levantar algumas questões;

até que ponto as estratégias de promoção do sucesso escolar não estarão a ser utilizadas para resolver problemas de comportamento?

até que ponto estratégias escolares (apoios educativos, tutorias, e outras medidas) não visam mais processos de integração social do que intervenção pedagógica?

até que ponto os processos de integração e socialização não estarão a ser implementados por ordem pedagógica e não escolar?

até que ponto se confundem situações disciplinares e de integração social com problemas pedagógicos e (in)sucesso escolar?

resignação

ou será mesmo uma questão do destino?

faço a avaliação intercalar àquela que é a minha direção de turma;

pergunto aos alunos qual a nota que teriam se o período acabasse na próxima sexta feira; por disciplina;

lá respondem;

pergunto depois qual a nota para a qual irão trabalhar no final do período; e eles respondem;

terceira questão, e a nota para a qual irão trabalhar no final do ano letivo; e eles respondem;

e eu reparo que há, na generalidade dos alunos, uma certa resignação,

isto é, e particularmente àqueles que apontam notas baixas a nota que afirmam para este momento é a nota que apontam para o final do ano letivo,

em algumas disciplinas os níveis dois são abundantes, mas não perspetivam alterações, como se não existissem alternativa, como se não houvesse volta a dar; como se fosse o destino;

é mesmo uma resignação que entra na cabeça do pessoal e faz com que se aceite que não existem alternativas;

será que esta situação explica a política nacional, não há volta a dar a este paí…

conteúdos e conteúdos

ontem, em contexto de sala de aula, apercebi-me do que é exigido que um aluno saiba;

estamos, professores mas não só, preocupados em encher os alunos com conteúdos, conceitos, ideias, tudo material importante e que, quando nos é solicitado para gerir, seja currículo ou programa, consideramos que tudo é importante;

e estaremos nós preocupados em ajudar o aluno a pensar?

estaremos nós, professores e políticas educativas, a facultar ao aluno condições para que se fomente o pensamento crítico?

estaremos nós a formar gerações com condições e capacidades de interpretar e analisar a realidade que nos é mostrada?

ou será que andamos preocupados, excessivamente preocupados, em que os alunos saibam isto e aquilo, decorem isto e o outro, façam teste e mais teste?

sobre o alentejo

este meu alentejo não é um mundo à parte

mas quase;

mais vale cair em graça do que se ser engraçado; mais vale poder que saber - só não sei bem que poder, mas pronto;

em dia de abertura de ano letivo, com visitas governamentais, valha-nos o senhor secretário de estado por portalegre, é que o resto parece que nos querem remeter para o profissional;

será que voltamos a ser cintura industrial, peço desculpa, profissional?

29 de agosto

dia para não esquecer 

lembra o P. guinote, no seu quintal, dia 29 de agosto, para lembrar e perguntar,
até quando, porra?;

será que

é mesmo assim;

diz-se por aí, entre dois dedos de conversa e um sentimento desconfiado que se perspetiva, lá mais para a frente uma coisa qualquer tipo ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE ... EDUCAÇÃO,

será?

de saída

a quase certa saída da GB da UE mostra que algumas das políticas definidas, assumidas e implementadas ao longo dos últimos 30/40 anos falharam redondamente;

aquando da minha tese tive oportunidade de perceber como as medidas de política europeia foram as primeiras a entrar na escola, decorria ainda a década de 80 do século passado;

na década seguinte então foi o auge das medidas de sensibilização europeias na escola; eram projetos para quase tudo, iniciativas sobre tudo; programas sobre isto e sobre aquilo;

não menos interessante esta aposta na escola era liderada e assumida pelo então instituto português da juventude;

isto é, foi notória a opção da então comunidade europeia apostar na sensibilização dos jovens,

esses mesmos que hoje no reino unido optam por sair;

dupla leitura,

as medidas falharam por que um vasto conjunto de pessoas sente que a UE nada lhes diz, que é impedimento e não possibilidade;

a escola forma pessoas para a autonomia de açao e pensamento e quando julgamos que …

do público

e do privado

não me tenho imiscuído nas questões do público e do privado por considerar que é uma excessiva cacofonia o que por aí há e se regista;

nada tenho contra o privado, nem destaco de sobre maneira o público; para além disto não consigo acrescentar nada ao debate;

contudo, não resisto a comentar, om porquê deste protagonismo individual do amarelo na comunicação social?

o porquê e o como manter uma agenda ocupada quando tudo o demais tem sofrido a bom sofrer?

o porquê de se dar destaque a um só lado, como se a existisse apenas uma verdade, uma voz?

o por quê do excessivo silêncio quer do ministério da tutela, quer dos sindicatos do setor?

democracia

já aqui abordei a questão do isolamento docente (ou profissional, por que a docência não tem exclusivos), como abordei a escola que existe que é aquela que nós fizemos e construímos todos os dias;

a questão hoje entre isolamento e a escola que temos é perguntar por onde fica e por onde anda a democracia na escola?

entendo por democracia a existência de espaços de debate e de circulação de ideias, onde, em face das diferenças e das divergências, o voto da maioria se expressa como vontade democrata;

e aqueles sítios onde não existem espaços de participação?

é que há sítios onde, para felicidade da maioria (?), não existem reuniões, encontros, espaços de exercício da democracia profissional;

a democracia fica-se pela vontade de uns quantos?

aplaudimos o tempo disponível sabendo que damos de barato a nossa participação cívica, profissional e social?

será que depois nos queixamos? a quem? será que culpamos os políticos da 5 de outubro? porquê?

o local esvai-se na sua própria indiferença...

dúvidas

grassa o descontentamento (será também desapontamento) pelo ministro da educação;

será algo novo?

haverá alguma pessoa, humanamente criada e socialmente feita que agrade a tudo e a todos os professores?

eles são de direita e não agradam, eles são de esquerda e não agradam, eles são do centro e não agradam;

mas quem agradará?

qual o critério ou os princípios para agradar na educação?

Currículo

Perante as notícias, uma observação e uma questão;A observação, que haja entendimento mínimo para que a coisa não ande a mudar de legislatura em legislatura (se forem curtas, então!!!);A ou as questões, de que entendimento(s) de currículo falamos¿ como se  constrói um currículo? Como se avalia? Como se articulam dimensões curriculares locais, com exames ou aferições nacionais e lógicas docentes disciplinares?Considero interessante, quanto desafiante, mas receios as lógicas existentes (individualistas, disciplinares, de quintas e capelas, de alguma ignorância, de falta de diálogo e de espaços de participação escolares e pedagógico, da inexistência de redes ou mesmo de uma dimensão política local); Uma interessante área de estudo e investigação;

segregação

ou a perpetuação das diferenças

há dias um qualquer jornal nacional trazia em  primeira página que a grande maioria dos alunos do profissional são negros, pr'aí empurrados;

no meu alentejo, em trabalho que desenvolvo, dá para reparar que grande parte (estatisticamente falando) dos alunos que frequentam os cursos vocacionais são filhos de gente humilde, rural, com pais de baixa escolarização e, também na generalidade, de profissões pouco qualificadas;

será que a escola perpétua situações, faz com que o passado esteja sempre presente?

processo

recebi há pouco convocatória para reunião de âmbito disciplinar;

confusão da grossa; aplicação de pena e adoção de medidas;

aluno integrado no decreto lei 3/2008;

ganhar-se-á alguma coisa? ficará resolvido para não mais se repetir?