primeiro balanço

será cedo, muito cedo, para fazer balanços da minha pessoa, essencialmente decorrente do facto de ter mudado de poiso; mas há algumas ideias que começo a alinhavar em mim mesmo;

em primeiro lugar uma ideia de estranheza
por se manter e perpetuar a burocracia, as artimanhas da desconfiança de um sistema que não considera nada nem ninguém que nele trabalha, vive e convive;
ele são regras, normas, modelos, procedimentos, uniformizações, critérios, tudo processos em nome do aluno, mas que fica lá bem no fundo das paletes de papel que se gastam em seu nome;
são cuidados e preceitos em nome da segurança e da salvaguarda do docente, formas invías de definição de processos de subjetivação profissional que remetem para o inconsciente profissional o medo da prevaricação, do incumprimento;
será que não há outra forma de organizar a escola que não passe pela desconfiança relativamente a quem nela trabalha?
será que não há forma de organizar a escola que permita e conceba incluir diferenças e diferentes, heterogeneidades e pluralidades?
será que temos de ser todos iguais e fazer todos o mesmo? mesmo que isso seja mentira?

algum espanto
pelos resultados escolares, pelas notas dos alunos, pelas repetências; há alunos no sétimo ano que deviam estar no 10º e 11º, de forma quase que incompreensível;
espanto por a escola nada dizer a estes miúdos, mas também nada fazer (de proveitoso, pelo menos) para contrariar as suas faltas de sentidos (escolares, mas também pessoais);

afinal mudei de poiso, mas há muita coisa igual - nem parece que mudei

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