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inevitável

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o processo de desconcentração, descentralização e reorganização política e administrativa;

não tenho grandes dúvidas que a modernização administrativa passa por aproximar serviços do público em geral;

não se me oferecem grandes dúvidas que muitos de nós irão tremer por questões político-partidárias;

que se irão invocar situações e questões de clientelismos, compadrios, amiguismos, and so on, como se a centralização burrocrática não tivesse isso mesmo, não padecesse de males;

a questão central passa, no meu entendimento, por reforçar não só a delegação de poderes e competências, como pelo reforço da participação e envolvimento dos diferentes profissionais;

que não nos desliguemos, que não desmobilizemos, que não nos tornemos indiferentes nem alheados do que se passa, pode ser a melhor oportunidade de reforçar capacidades e competências;

sobre o sucesso do sucesso

excelentenota esta; a ler devagar;

a partir do texto do zé morgado e na sequência de uma ideia de uma colega, o local é a maternidade e o cemitério das políticas educativas;

não há volta a dar;

é no local que se descobre o caminho marítimo para as Índias, isto é, que se identificam as soluções para aqueles (e não outros) problemas,

é, em face de um local (feito de gente, histórias, culturas, ideias, valores, vontades ou falta delas) que as políticas, sejam elas quais forem, ganham corpo ou se espraiam como as ondas terminam na areia da praia;

é no local que se identificam práticas interessantes, por vezes agradavelmente desconcertantes;

mas é também no local que abrimos as covas onde enterramos sonhos e vontades, orientações e implicações;

mas é do local, por via de ser maternidade e cemitério, que todos receiam, recusam e temem;

quando o local ganhar forma e força não há quem o segure, nem o local chamado portugal;

e é simples, basta assumir as responsabilidades por aquilo que é feit…

não há cultura que aguente

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no hal de entrada da minha escola a câmara municipal local tem uma exposição a assinalar os 40 anos da constituição;

lá se destacam as lutas e os sacrifícios e as descobertas que marcaram um tempo;

lá está um ecrã gigantão a dar conta das dimensões culturais do concelho - as exposições, a música, o bailado, conquistas de abril;

no contexto da exposição destaco um pequeno apontamento sobre o que foi, naquele concelho, o processo de alfabetização, levado a cabo por dezenas de pessoas logo após o 25 de abril de 1974;

as turmas cheias, o olhar entusiasmado, o empenho que se nota naquele momento;

pois, foi há 40 anos atrás,

hoje, este mesmo concelho padece de taxas de insucesso e abandono escolar que marcarão uma geração e faz-se o quê?

olha-se o passado pela ação que foi feita, e, neste presente, olha-se para o lado dizendo que a responsabilidade pelo insucesso é de outros;

como será a cultura do insucesso, do abandono?

como se formarão públicos para aquela oferta que ali se mostra?

como …

surpresas

final do ano letivo e as propostas de trabalho que apresentei (o tempo do castelo) assumem o cruzamento entre uma dimensão de rigor e exigências (ao nível disciplinar) com dimensão lúdica (assumido o final de ano e de aprender a brincar);

com este cruzamento apenas pretendo aprofundar o tempo histórico, por um lado, como o de ajudar o aluno a criar os seus sentidos de trabalho escolar, de organização e orientação sem que ele se aperceba mas que, quase que de repente, a coisa esteja ou seja evidente para o próprio;

na apresentação, que fiz na semana passada, não senti grandes reações, nem foram feitos comentários que despertassem alguma atenção;

no decorrer da semana as perguntas que me chegaram foram escassas e de uma aluna apenas;

hoje, em contexto de sala de aula, ia preparado para fazer o ponto de situação e, se fosse necessário e para quem o fosse, reconfigurar estratégias, alterar propostas;

qual quê, fui deveras surpreendido pelos alunos, empenhados, interessados, curiosos, orie…

em transição

pergunto-me sobre o que leva um conjunto de alunos que podem ser categorizados e enquadrados numa avaliação de razoáveis, por que ou nunca ficaram retidos ou tiveram uma retenção, que nunca apresentaram nem foram identificadas dificuldades específicas (para além das habituais dificuldades de leitura e interpretação), cujos pais/encarregados de educação estão e são elementos presentes, que estão enquadrados em contextos sociais e familiares ditos "tradicionais" a criarem um profundo e significativo desinteresse à escola?

o que leva alunos regulares onde, de partida, tudo aponta para um percurso escolar dito normal (sequencial, de transição, uma ou outra dificuldade mas que não inviabiliza o percurso) a criarem uma aversão quase "patogénica" ao trabalho escolar?

o que leva alunos com idades entre os 10 e os 13 anos onde todos (sociedade e família) olham com expetativa e ansiedade o percurso escolar, em quem depositam esperanças e alguma fé a desistir da escola e do t…

igual e diferente

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um comentário feito off line deixa-me a pensar (obrigado);

se entre as escolas existem assim tantas diferenças; direi que a organização (os normativos, as regras, as orientações) são as mesmas;

os procedimentos pedagógicos em tudo iguais, organização em turma e em anos; daí é tudo igual de norte a sul de leste a oeste;

pois serão as pessoas a variável que difere; talvez; talvez por que os professores têm a mesma base comum, formação e recrutamento;

o que é mesmo diferente é o território, a forma como está organizado, a sua história e a relação que se estabelece entre as gentes e o contexto (os meus alunos sabem que por contexto entenda-se um espaço, um tempo e um conjunto de saberes);

e aqui são inúmeras as diferenças que interferem, condicionam e delimitam as relações escolares e de sala de aula;

o território (geografia, história, cultura, tradição e organização) é um dos elementos que mais interfere no conjunto de comportamentos que se leva para dentro da sala de aula

são as carate…

Autonomia e nós mrsmos

Obviamente que penso no cargo de direção da minha escolinha ou do meu agrupamento;
Mas também penso quanto limitada esta presentemente a capacidade do local definir áreas próprias, assumir ideias ou posições que sejam individuais ou individualizantes;
Pelo que vejo por diretores e agrupamentos, mais não se é que delegados locais do ministério da educação, capacidades muito limitadas e condicionadas, sem recursos, condições muito rigidas de gestão, etc
Então e se assim é qual o lugar do local (pergunta que orientou o seminário)?
Qual o espaço ou a capacidade do local definir e apresentar ideias próprias?
Como se individualizam e contextualizam opções nacionais?
Que condições existem para que se promova a diferença no meio da homogeneização?