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estórias de sala de aula

terminava-se mais uma sessão, faltava pouco para tocar e o pessoal, predominantemente os rapazes, inquietos por saírem mais cedo;

oh professor, é pra ir comer, tou cheio da fome;

há que aguentar, já falta pouco, responde o professor, mas a inquietação aumenta;

no meio do sururu uma aluna vá de apelar,

oh professor, deixo-os lá ir comer, é mesmo a única coisa que sabem fazer...

sem comentários

boa interessante

comentário a esta minha entrada feito fora daqui, que por aqui o pessoal não comenta;

gostei,

perguntam-me por qual a escola onde se discutem processos, onde se falam das abordagens, onde se debatem estratégias, onde é que se conversa que não seja mera circunstância;

é que os tempos e as modas não estão para conversas de chacha, para teorias abstratas, para coisas de somenos, e isso, de falar de estratégias, de abordar e articular procedimentos, de se conversar para se pensar, é claramente teoria, divagação, perda de tempo;

na escola, na generalidade das escolas não há tempo, nem oportunidade, nem vontade para coisas dessas;

gostei, foi pertinente e interessante

coisas do século XXI

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coisas maravilhosas que por aqui acontecem; santa terrinha onde as prioridades andam um pouco aos trambolhões;

dei com esta coisa no sítio do arlindo;

que é giro é, dá conta de lógicas, princípios e valores que se "alevantam";

enfim, o pior deste século

da confiança

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certamente que muitos se lembrarão do tempo em que depois de se enviar um fax de seguida se telefonava a perguntar se tinha chegado; era uma questão de credibilidade por parte da máquina e de confiança por parte das pessoas; eram tempos em que as pessoas se adaptavam a novas dinâmicas, a novos processos onde o fax, na sua generalização, era o grande desafio tecnológico;

hoje, ao ser repreendido por, ao enviar um modelo, não o ter assinado, lembrei-me desta história;

há um e-mail institucional e oficial na casa, contudo é insuficiente por questões de credibilidade das pessoas e de confiança nas instituições (para ser simpático) to o o documento tem de ser impresso e assinado;

o mais engraçado é que depois há quem nos peça para poupar papel, pois claro...

impossível

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há dias atrás, em reunião de departamento, apresento uma ideia, reservar uma sala de aula, se possível para um ou para dois ou para três docentes; 

em vez de se fixar a turma, coisa que é comum em tantas escolas, qual continuidade do primeiro ciclo, aqui a proposta passava por fixar o docente, 

e não se trata de criar uma sala desta disciplina ou daquela, mas uma sala para o docente ou para um par de docentes; 

objetivo, evitar que o docente ande com a mobília atrás de sala para sala, de andas para bolandas; 

resposta imediata de tantos, impossível, utopia, só da minha cabeça, 

adizeres deste há aos pontapés pelo facebook e pela net, pena que poucos se lembrem deles aquando de dimensões mais práticas; 

mas eu é que sou o teórico, ah pois é

santa estupidez

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ele há com cada ideia que fico na dúvida sobre se é mesmo estupidez ou simples estupidez; 

é que há estúpidos e há ideias estúpidas e pode - pode - não existir uma correlação entre uma e outra; 

as notícias dão conta que os militares irão para as escolas assegurar as funções de auxiliares, como vigilantes do recreio; 

numa terra e num concelho como aquele que lecciono (vendas novas, terra há muito com forte ligação militar), a coisa ganha contornos de alguma delicadeza, mas que não deixa de ser estúpida, não deixa; 

ele até merecia um elencar de idiotices, mas fiquemo-nos pelos que considero mais óbvio; 

este governo recupera uma ideia de escola (e dos militares) muito próxima do bafiento salazarismo, a autoridade castrense manda e o povo obedece; 

a ideia de recreio é equiparada à parada militar onde os olhos e os olhares tudo controlam e são palco de representações políticas e sociais, militares e pessoais; 

atestado de incompetência a professores - há quem não saiba, mas, no 1º ciclo, são…

será que vale tudo

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será que neste país e neste tempo vale tudo?

será que nestas políticas tudo se permite e concede?

o que será que terá de acontecer para que que alguém diga basta?

sucesso e insanidade

assim, na minha escola (será só na minha escola?) se promove o sucesso (e a insanidade dos diretores de turma):
Documentos a entregar para a reunião de avaliação de 3º período

Grelha com propostas de classificação; Grelhas de avaliação de cada disciplina; Relatórios das tutorias (a 1ª parte diz respeito ao tutorando a 2ª à implementação da medida) – devem ser anexados à ata e enviados em suporte digital ao DT; Grelha de presenças na sala de estudo e na turma mais (anexar à ata e enviar em suporte digital ao DT); Balanço das medidas de promoção do sucesso implementadas (sala de estudo, turma mais, coadjuvação, ninhos, grupos de nível, reforço curricular, APES), – devem ser anexados à ata e enviados em suporte digital ao DT; Relatórios/documentos dos alunos com NEE; Grelha com aulas previstas, dadas e cumprimento de programa; Grelha de Conhecimentos não adquiridos/capacidades não desenvolvidas, para os alunos retidos (conforme o previsto no ponto 8, art.º 25º do Decreto-Lei nº 139/2012 de 5 de j…

maluqueira não é, estupidez também não, resta estratégia

depois do mandarim agora é a vez do grego e do latim

sei que não é maluqeira, as poucas pessoas que conheço na 5 de outubro nada têm de malucos, 

e menos ainda de estúpidos, nada disso, são bem pensantes, se estivessem na minha sala de professores até seriam capazes de ganhar votos;

se não são nem malucos nem estúpidos resta-me pensar que o regresso das línguas clássicas assenta apenas e simplesmente numa qualquer estratégia política e educativa; 

o quer visa ela? 
o que se pretende com o regresso às culturas clássicas quando o presente não é nem compreendido nem interpretado nos currícula? 
que discussão se pretende promover (ou evitar) com a introdução de temas como este?
que papel terão os municípios - no âmbito da municipalização da educação - nesta oferta?
será que para além dos chineses que já cá estão se espera a vinda de gregos e outros latinos?

eu sei que não é maluqueira, é estratégia, mas parece que está tudo maluco, lá isso parece

vale sempre a pena

a escola vale a pena, vale sempre a pena se conseguirmos separar a espuma dos dias daquilo que são os dias;

no portefólio de uma aluna

por mais que a disciplina de História não seja tão importante como Português/Matemática, este ano foi para a qual me dediquei mais e tentei fazer os possíveis para não obter um 2 na pauta e consegui, mas claro sem a sua ajuda não era possível, sem os seus gritos, sem as suas explicações, sem as suas ironias, por vezes sem sentido, mas sempre ironias, sem os seus sermões, que nem eram bem sermões, mas sim ABRE OLHOS. Isto tudo foi uma ajuda para que conseguisse ter e fazer cada trabalho apresentado
e


Um obrigado por todas essas suas pancas de um prof bacano que nós/EU gosto e claro irei sentir falta, porque como você apanha-se pouco e foi um prazer tê-lo como professor
se isto não vale a pena, digam lá o que vale a pena

de olhos em bico

as notícias dão conta que o mandarim (500 alunos pelos menos, cerca de 20 turmas) se irá espalhar pela escolas;
mas isto não fica abaixo dos números máximos de aluno por turma, como tem sido orientada a rede do Alentejo para o próximo ano?
será que a minha escola pode criar uma turma de mandarim caso apresente inscrições suficientes para o efeito?
desculpem lá, é de rir