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elogios

ao fim de quase dois anos ouvi hoje os primeiros elogios ao trabalho de projeto;

foi preciso todo este tempo para que a tradicional desconfiança alentejana fosse ligeiramente penetrada pela dúvida?

vale sempre a pena

experiência

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mediante curiosidade, desafio e algum risco experimenta-se a metodologia de trabalho por projeto

ma turma (8º ano),
três disciplinas (história, ciências naturais e geografia),
um objetivo e uma questão em comum - da revolução agrícola aos tempos do digital, qual o espaço para o interior do país?

organizou-se o processo, definiram-se as metodologias e o calendário, identificaram-se conteúdos e conceitos; articularam-se critérios de organização, avaliação e orientação ao aluno;

os alunos sentem as dificuldades de fazer a mesma coisa em três disciplinas de encontrar uma resposta que não está no Dr. Google (nem nos manuais);

os professores o receio de não cumprirem o programa; de darem respostas quando o que se preternde são perguntas;

uns e outros de se entenderem na dinâmica;

amanhã termina a primeira semana de trabalho,

há mais dúvidas que certezas, nota-se mais a ansiedade que a conformidade;

há quem descubra, se insinue que podemos fazer diferente

e não devia ser assim mesmo?

da imaginação

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tenho conhecido professores dedicados; empenhados; esforçados;

conheço  professores que arrastam os alunos consigo, fazem com que o aluno saiba, conheça;

são professores importantes;

mas faltam professores que sejam criativos, imaginativos

professores que rompam o quotidiano, façam avançar e descobrir, incentivem a curiosidade, o questionamento, a crítica;

a escola precisa, hoje mais que nunca, de imaginação, de criatividade, de ousadia

para fazer diferente, para ser diferente;

porque é preciso fazer diferente;

coisas boas

no meio do oceano que é a escola, polvilhado de ruídos e tanta poluição, surgem, de quando em vez, coisas boas;

gostei e muito de ver uma aula de matemática na sala de alunos;

uma aluna trouxe uma tarde (faria anos?), que o professor considerou que seria melhor partilhar no bar/bufete;

aí se repartiram as fatias, se juntou um sumo e se conviveu no início de uma manhã diferente;

e, já que ali estavam e já tinha tocado, porque não começar a falar da matéria?

e assim foi, organizaram-se os grupos, distribuíram-se as tarefas e lá ficaram até serem mandados embora pelo professor, pois aproximava-se a confusão do intervalo;

foi bom de ver

Teorias

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preparo o terceiro período e, desta feita, com desafio a mais três colegas (ciências naturais, inglês, geografia) para que implementemos um projeto comum;

trabalho de projeto que sai da exclusividade da minha sala de aula para se envolver com outras disciplinas, com outros docentes;

o pretexto é simples, experimentar o novo perfil do aluno numa escola e com um conjunto de professores e alunos concretos;

o desafio direi que é interessante (ou engraçado) envolver duas áreas disciplinares e três (ou quatro) disciplinas na identificação de soluções para o nosso tempo;

o risco é... arriscado, isto é, passa por quebrar lógicas ditas tradicionais e avançar-se, ainda que sorrateiramente, para processos de envolvimento, partilha e colaboração - não na teoria, não em mesas redondas onde se discutem temas bicudos, mas na prática, no quotidiano de uma escola e de várias salas de aula;

se desafiei colegas e se aceite, então há que preparar, orientar, apoiar e adequar tanto os colegas como os alun…

dinâmicas

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a escola é fixe as aulas é que são uma seca;

e nós, profes, que gostamos tanto do que fazemos e do que dizemos; exasperamos com a impaciência do aluno, com o bocejar, logo naquela matéria, logo naquele dia;

há conteúdos que nos envolvem e que, se pudéssemos, faríamos com que todos gostassem;

mas não podemos

mas podemos recriar dinâmicas, pegar nas ferramentas que temos à mão e tentar, experimentar, arriscar; fazer o mesmo... de outro modo, com uma outra roupagem;

são os mesmos conteúdos, são os mesmos objetivos, é a mesma preocupação que nos orienta; mas quando a coisa é nova... tem um outro enlace

dei agora com uma ferramenta que é um 4 em 1;

permite elaborar quizzes (testes) on line, com correcção feita e percentagem atribuída;

permite criar mapas mentais, dinâmicos, mexidos - ajuda sempre a fazer chegar uma ideia e as suas relações;

permite elaborar flash cards, isto é, jogos que permitem recordar datas, situações, acontecimentos, criar uma outra dinâmica de aula - e a brincar, br…

toons

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de brincadeiras, não fosse eu do tempo dos looney toons - coisa maravilhosa;

gostava eu de ter mais tempo, ou, pelo menos, não tanta pressão em cima, para poder explorar algumas coisas que vou por aí encontrando e são tantas;

dei agora com uma alternativa ao power point, prezi e coisas que tal - de nome PowToon;

vejam, eu já experimentei e é uma maravilha, aguardo pela reação dos alunos;

olhares

externos de dentro;

bloco de 45', dedicado a apresentação dos trabalhos de dois grupos de alunos;

por via de um excessivamente pesado e de uma internet lenta, a coisa atrasou-se

aproveitada para dar indicações sobre o que se segue - tema, propostas, conteúdos;

mas a coisa atrasou e entretanto chega a docente seguinte, para os outros 45 minutos;

pergunto-lhe se me concede uns 5 ou dez minutos para que o último grupo possa apresentar; que sim, força e apresta-se a sair;

convido-a a ficar; assiste à apresentação; no final peço-lhe comentários que elas faz; gostei e avaliou e comentou; foi bom...

fica marcado trabalho conjunto para o terceiro período; vamos ver se consigo juntar a área social (história, geografia, línguas, visual) para dinamizar projeto e não apenas problemas;

alternativas

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há já algum tempo que trabalho mediante alternativas em sala de aula; há muito que abdiquei da "missa" que é uma aula e trabalho de modo diferenciado, em função de problemas ou de projetos;

considero uma e outra estratégia por via de não ser purista, adapto-me às turmas e ao aluno e ora vou por um ou por outro caminho ou por ambos ou por nenhum;

o que me interessa são essencialmente, três coisas:

envolver o aluno no seu trabalho (ultrapassar a indiferença e o desinteresse);
criar relações da história com o presente (perceber o presente pela história) e
desenvolver a autonomia e o espírito crítico com o aluno;

o trabalho passa por:

apresentar o tema/conteúdos numa lambidela, não mais de meia hora;
definir e apresentar a questão de orientação ou o problema a resolver;
definir as regras de trabalho (calendário, grupos, critérios de avaliação, procedimentos);

considero três elementos como fatores críticos:

que o aluno perceba o que lhe é solicitado,
a avaliação enquanto mecanis…

dúvidas

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e incertezas, fruto de um espírito sempre inquieto, irrequieto e algo insatisfeito - eu mesmo, pois claro;

ontem numa turma da qual todos os docentes apontam como elementos fulcrais o desinteresse, o alheamento, a indiferença, o deixa andar, a absoluta falta de resiliência, o mfacto de ninguém gostar de coisa nenhuma

(não um, mas todos os alunos, o que dá para estranhar),

optei por organizar a aula em diferentes blocos, 3 momentos distintos, com pausas e tudo e diferenciar, entre eles, objetivos, tarefas e produtos;

não correu mal; dos habituais, 30 a 40 minutos de rendimento penso ter chegado aos 60, talvez 70 minutos de assumido trabalho - a partir daí :(

deu para pensar numa das modernices que por aí circula, por alguns designada de gamização da sala de aula, (ou este, de onde retirei a imagem) isto é, tornar a sala de aula algo parecido com um jogo, seja ele virtual/digital, seja ele real, físico;

não sou, em área nenhuma, purista de coisa nenhuma, para dar conta que irei, de aco…

regulação das aprendizagens

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escrevi há dias sobre estratégias dos alunos; não serão conscientes, assumidas, deliberadas, mas não deixarão de revestir modos de um certo requinte de malvadez ... ainda que infantil;

ontem vi mais um vislumbre da coisa;

faço avaliação triangulada, isto é, no meio dos processos de trabalho o aluno auto avalia-se, o grupo/turma, após apresentação de trabalho, faz avaliação e eu faço avaliação;

numa turma dei as indicações e deixei documento para o efeito, com indicadores, desde o empenho nas tarefas, ao comportamento em sala de aula ou em grupo de trabalho, à pesquisa e gestão de informação, como se auto avalia e qual a avaliação que faz de cada um dos seus colegas de grupo;

primeiro comentário para o ar, para se fazer ouvir, mas nós fizemos todos o mesmo, temos todos a mesma avaliação;

concordei, se assim foi que façam a avaliação;

e fizeram

e, apesar de uma clara tentativa de igualização, houve diferenças, pequenas, piquininas, mas elas lá estão a dar conta de quem se destacou - fa…

Surpresas

E quando a minha (e de mais gente) pior turma apresentam os melhores trabalhos?

Ficamos assim a modos que a tentar perceber o porquê?

Desconcertante

Mais do que andar "arreliado" com algumas das minhas nas turmas, no sentido de procurar estratégias e metodologias de trabalho do aluno, também me sinto algo desconcertante com as mesmas turmas;

Dois grupos com quem não me tem sido fácil, nem aos restantes professores, identificar estratégias de envolvimento e trabalho do aluno;

Percebo que eles mesmos, os alunos, assumem hoje outras formas de gerir a sua relação com os professores, com a escola, com os colegas, com o trabalho escolar;

São formas mais, direi, descontraídas, descomprometidas;

Arreliam os professores, perante a dificuldade de identificar formas de trabalho que os envolvam,

Preocupam pais, pelo ar despreocupado quando não descontraído com que assumem as suas responsabilidades,

Depois, entre umas coisas e outras, dois grupos apresentaram ontem trabalho de projeto;

Um quase excelente, outro quase extraordinário;

E eu, professor, como fico no meio da dinâmica da qual não dou conta mas que tem resultados?

No mínimo…

estratégias

de sala de aula;

a partir de uma entrada (irritação) minha dou conta do que sairá à cena;

já experimentei trabalho de projeto; já fiz trabalho à sessão;

agora irá sair um mix, entre trabalho de projeto e trabalho à sessão;

tendo por base um tema dos conteúdos, lançar uma questão/problema para apresentação de propostas na semana seguinte;

estamos limitados às pesquisas (por disponibilidade de recursos ou por vontades), assim irei partir do manual, dos textos e das referências que ali constam;

lançar a questão/problema (no caso à luz das transformações culturais do século XVIII qual o papel da ciência hoje - como se faz ciências);

e, em vez de andarmos duas ou três semanas em exploração, orientação, trabalho é mesmo de uma semana para a outra;

vamos ver (e avaliar)...

alternativas

o meu principal desafio passa por pensar em formas, meios, estratégias, metodologias que envolvam, impliquem e mobilizem o aluno;

estar numa sala de aula com mais 20 pessoas que pura e simplesmente não querem ali estar é um desatino só compreensível para quem lida com a situação;

para além de não quererem, quando resistem, ou quando criam dificuldades, quando regateiam tudo e mais alguma coisa, a situação torna-se ainda mais complexa;

um fala, outros não ouvem, todos falam, todos se fartam, ninguém ouve nada - o tempo passa... leeeennnnto;

irritante

tenho uma turma, em particular, mas não só, que me tem irritado, pelo facto que não consigo identificar estratégias ou metodologias que alterem comportamentos e, principalmente, modifiquem atitudes;

são de uma total e completa displicência, abandono, desinteresse; não têm más notas; inclusivamente na disciplina estão acima de qualquer linha de água;

mas com uma displicência, uma atitude em sala de aula que dá a volta a um santo - e logo eu…

coisas das aulas

literalmente, e agora comigo mesmo;

um aluno dava voltas ao manual; ora prá frente, ora para trás;

que procuras?

onde é que está aqui esta matéria, e lá dizia o título do conteúdo;

está aí mesmo, disse eu referenciando o livro;

mas onde? que não encontro nada;

pensei cá para comigo, assim, num instante

hipótese 1, dizer ao aluno onde está; despachar a coisa;
hipótese 2, dizer ao aluno que terá de procurar;

optei pela segunda hipótese; e disse ao aluno que bastava ele ver e não apenas olhar e que esse ver implicaria talvez um pouco de leitura; pronto, tábém, deixei a recomendação, que podia procurar pelo princípio, pelo índice;

continuei a circular pela sala e, de quando em quando, a deitar o olho ao aluno; de modo a que não perdesse a curiosidade, que não desmobiliza-se;

às páginas tantas, pergunto, então, ainda não?

oh professor, tou farto de olhar e não vejo nada,

e já leste o que tens pela frente? começa pelo princípio;

e assim fez,

às páginas tantas, um grito na sala, até que enfi…

adorei

que um colega desse conta de episódio em sala de aula;

diz que apresentava tema que o apaixona, do qual gosta claramente;

que apela à participação, à interação com os alunos; que digam a sua opinião, que digam o que pensam;

está, diz, plenamente, embrenhado na aula;

vê um dedo no ar

desloca-se na sala, diz ao aluno para que diga, dê a sua opinião,

o aluno, nada, continua de dedo no ar;

o profesor insiste, diz, diz...

posso ir à casa de banho?

Trabalho do aluno

No segundo período dei duas opções de trabalho e de avaliação;

Trabalho de projeto, trabalho por sessão;

quem optou pela opção de trabalho à sessão está algo arrependido, que preferem o trabalho de projeto, que a ele regressarão quando tiverem nova nova oportunidade.

Aqueles que estão em projeto têm sentido alguma dificuldade em tratar a questão, que reconheço complexa (qual a regra, qual a excepção no período de antigo regime);

Perante as dificuldades que desde cedo identifiquei (pegar no problema e não desistir) tenho percebido que há duas questões que se afirmam como cruciais:

a organização do trabalho (o pessoal não planeia, não se organiza e estamos quase no fim e há muitos ainda algo atrasados);

 e, segunda ideia, uma manifesta dificuldade de distribuir tarefas, de os grupos se organizarem.

Gera alguma tensão e conflitos. Mas estou a gostar.

alterações de estratégia

tal como perspectivei, o segundo período inicia-se com algumas alterações em termos de metodologia e estratégia de trabalho em sala de aula;

criei (com base em coisas que conheci) uma 
opção A - manter a lógica de trabalho de projeto, tudo como dantes 
opção B - resolução de problemas ou resposta a questões à semana;
apenas no final de cada etapa o aluno poderá alternar entre opções, consoante os resultados, consoante os seus interesses, conforme as dinâmicas... 
tenho consciência que perco um pouco a dimensão que gosto, do trabalho de projeto, mas são crianças que precisam que se lhes diga o que fazer (um certo determinismo sociogeográfico); ainda que não deixe totalmente de lado, a progressiva formação na autonomia; 
com alguma surpresa minha (???) a grande maioria orientou-se para a manutenção do trabalho de projeto;

Redes sociais

e sala de aula, escola,uma coisa da qual tenho dado conta é a dúvida dos alunos sobre a utilização do Facebook para (em) contexto letivo e escolar; apesar de bem avaliado no decurso do 1º período fico com a ideia que, na cabeça dos alunos, existe uma separação de funções, entre redes sociais e escola (ou aprendizagem);uma coisa é a escola (e as suas dimensões mais formais), outra as redes sociais onde, pretensamente, o objetivo é socializar e não aprender; noto que ainda não existe na cabeça do alunos o princípio de aprender em qualquer lado, em qualquer altura; sinto neles aquela dúvida, afinal a sala de aula é um a seca e, quando não é, estranha-se...