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o que se passa

já tinha escrito que o difícil neste período passaria por chegar ao fim;

muitos já desistiram; outros percebem que já está; outros ainda que entre esforço e deixa andar a diferença será curta;

já deixei de pensar que sou eu que estou a ser mau professor, por não conseguir envolver, implicar e interessar os alunos;

ficou para trás o pensar que pode ser o facto de se estranhar uma metodologia de trabalho;

há muito que percebi que não é apenas comigo, não sou só eu a sentir o que sinto enquanto profissional;

há mais; há muitos que ou o dizem quando questionados, ou o pensam de mansinho;

já deu para perceber que na escola básica que frequento há poucas turmas (ou nenhuma) direi, regular, normal,

do 5º ao 9º cada uma é pior que a outra; desinteresse, alheamento, indiferença, apatia, falta de autonomia, displicência absoluta; um le se faire le se passer irritante, constrangedor para quem trabalha;

já tive alunos complicados, já tive turmas complexas, agora estou numa escola complicada e com…

regras

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estava parado no corredor em conversa com grupo de alunos;

entretanto uma aluna atende o telefone e percebo que é conversa com o pai;

fiquei pra morrer;

a forma como falou (?) com o pai deu para perceber a minha dificuldade em fazer com que perceba a diferença entre o que é estar em sala de aula e na sala de convívio, em falar com um adulto e em falar com colegas;

percebi que é quase impossível mostrar a uma recém adolescente que há regras e há modos de se falar, e que não podemos tratar, quem quer que seja, a pontapé, ao grito, pela desconsideração, com falta de respeito;

boa conversa né...

afinal eu é que sou o cota

da obesidade

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não posso deixar de referir e ir atrás, daquele que é o tema de hoje, a obesidade infantil (e adolescente e adulta);

não estou obeso, mas se perdesse uns kilitos haveria muito a ganhar, mas tá difícil;

de acordo com o que se vincula cá por casa, não há obesos por gosto, porque o querem ser;

quem é obeso é porque, sem querer, faz por isso;

e é ver as escolas, reparar nos miúdos em tempos de recreio para perceber o problema;

a vida quotidiana proporciona a isso, é verdade, mas nada fazemos para contrariar isso;

apesar dos impostos nos produtos açucarados, na obrigatoriedade da educação física até ao 12º, apesar das caminhadas que por todo o país se vêem, o certo é que estamos gordos;

o certo é que estamos a criar gordos...

coisas de um microclima

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aula de oferta complementar

trocávamos ideias sobre o hoje e o amanhã, numa lógica de tentar passar a ideia que há um amanhã e que podemos e devemos trabalhar para ele

e na universidade, o que pensas fazer

quase sem hesitar, de forma algo espontânea, responde com uma outra pergunta, universidade? perder tempo para quê?

perder tempo?

pois, o que é lá vou fazer se posso começar a trabalhar mais cedo e não perder tempo;

perder tempo?

elogios

ao fim de quase dois anos ouvi hoje os primeiros elogios ao trabalho de projeto;

foi preciso todo este tempo para que a tradicional desconfiança alentejana fosse ligeiramente penetrada pela dúvida?

vale sempre a pena

nem de propósito

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falei (escrevi) sobre desafios e vá de deparar com eles hoje de manhã; logo a começar,

turma tão complicada quanto complexa - no desinteresse, no desajustamento entre interesses (ou lógicas) escolares e as outras, pessoal que olha para a escola como puro lazer de socialização e raramente como empenho ou abnegação, nunca como espaço de trabalho;

metade da turma teve mais de 5 níveis dois, inclusivamente muitos tiveram mais agora, no 2º período, que no 1º; desistiram, baixaram os braços, atiraram a toalha ao chão;

dizem que já comunicaram em casa que irão ficar no mesmo ano;

já identificaram formas de racionalização do insucesso - não vale a pena passar sem saber nada; que é preferível ter mais preparação para melhor enfrentar os exames no final do ciclo; que o ano foi complicado;

mas teremos ainda dois meses pela frente e, palpita-me, que alguma confusão;

como envolver gente que não quer ser envolvida?
como implicar alunos no seu trabalho se não quer qualquer tipo de implicação?
como …

sobre os comportamentos

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há já algum tempo que não se juntavam diferentes professores a exercer em sítios diferentes;

obviamente que a escola foi um dos temas - o trabalho dos professores, a sempre presente burocracia, o cansaço, a impaciência, o final do período letivo, metodologias e estratégias de trabalho e... os alunos;

houve quem se insinuasse e acabássemos por trocar ideias em torno da referência que os alunos estão diferentes;

assumidamente para pior;

escrevem pior, e não é apenas ortografia ou o texto, é mesmo problemas de grafia (ou de disgrafia, não sei);

nota-se a falta de vocabulário; mais restrito, mas restringido que o "normal" para as idades;

nota-se uma maior displicência, uma indiferença que faz com que a escola se restrinja às suas dimensões de socialização, de lazer, de companheiros e "namoríco" (como me disseram);

nota-se uma significativa dissociação entre trabalho, rigor, algum sacrifício, um esforço para atingir resultados;

algo preocupante é que para uns quantos é…

o trabalho do aluno

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sobre o tema muito havia a dizer e a escrever, para além do muito que já se disse e escreveu;

acrescento, em final de período, algumas notas que decorrem dos comentários que tenho trocado com os alunos em processos de avaliação/balanço do trabalho;

levou tempo a perceber uma outra metodologia de trabalho; da "natural" desconfiança alentejana ao que é diferente acrescentou-se uma resistência ao trabalho escolar que tem sido difícil de cortar e quebrar; mas, pela conversa, parece estar a diluir-se;

muitos, muitos mesmo criticam o rigor e a exigência colocada no trabalho da disciplina, que devia aligeirar mais, descontrair um pouco; isto é, há um entendimento mais ou menos generalizado e assumido que a coisa é a brincar, não é para levar a sério;

noto que existe um prolongar dos intervalos pela sala adentro, como se não existe uma porta a separar rotinas, dinâmicas, mundos;

vamos ver como decorre o próximo;

Tutorias

O Alexandre da conta do trabalho do público sobre as tutorias;

Ontem, no ComRegras, ainda pensei escrever sobre a coisa, faco-o hoje mas não me alongo;

Pela minha escolinha a coisa até começou relativamente bem;

Isto é, alunos a participar, dinâmicas a acontecer, trabalho a ser realizado de parte a parte (de alunos os e professores);

Contudo, progressivamente os alunos começaram a faltar, a desistir de mais esta moengas, como ouvi;

Ultimamente o professor está sozinho, espera pelos alunos mas estes não aparecem;

Alternativas? Contrariar inércias? Essa é que é essa...

opiniões

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há muitas e a minha conta cada vez menos - cá por casa já pouco me perguntam qual a minha opinião;

mas já dei uma vista de olhos ao documento sobre o perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória;

não irei entrar na conversa que é tema requentado, que os professores estão fartos, que não há nada de novo, que há coisas melhores a fazer ou já feitas, que é mais uma mudança de paradigma, ou que se trata de mais um eufemismo, ou que é mais com menos ou menos que mais;

cada um dirá de sua justiça, o que aprouver de acordo com o que sente, o que pensa ou que entenda;

isso é discussão pública e espero que a blogosfera participe com ideias, opiniões, posições ou o que entenda; mas participe;

da minha parte e depois de uma primeira leitura, coloco duas questões:

o porquê de só na área dos saberes técnicos e tecnologias serem consideradas consequências, será que nas demais não existem, simplesmente não se consideram ou apenas, nas restantes, se consideram despiciendas?; 

nem nas implicaçõ…

flexibilidade e professores

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direi que estas notícias sobre a flexibilidade curricular, são, em contraponto ao que tem vindo a acontecer aos professores nos últimos 10 anos, pelo menos, um desafio;

desafio profissional e social, organizacional e pedagógico,

profissional por que deverão ser os professores a identificar mecanismos, estratégias e modos de flexibilização;

social, porque os parceiros locais deverão, no meu entendimento, ser envolvidos,

organizacional porque a escola tem sido rígida na sua estrutura, incapaz de se adaptar a situações e circunstâncias - um horário é atribuído de setembro a agosto;

pedagógico no entendimento grego do conceito, de levar a... de os professores serem capazes, com os seus parceiros, em face de uma organização adaptada a interesses e situações levar o aluno ao seu próprio futuro,

não vai ser fácil; a tendência passará, por aquilo que conheço, por disciplinarizar o currículo, tornar regular a adaptação, fazer mais do mesmo pelos mesmos e da mesma forma;

espero, faço votos mas…

perguntas com resposta

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uma reunião de professores, um conselho de turma, como muitas outros;

em todos se desprendem comentários, soltam-se valores, trocam-se imagens sobre tudo e todos - os professores, os alunos, os pais, o sistema político e educativo, a escola, o contexto;

numa reunião são tantas as referências que nos perdemos na sua aparente vulgaridade; diz-se tanta coisa a brincar ou entre dentes que nem nos apercebemos que falamos verdade e dizemos coisa séria - tudo depende do como se ouve;

capto, registo um pormenor, numa dessas minhas reuniões; uma pergunta que encerrava em si mesma uma resposta;

diz uma professora que a aluna não gosta da disciplina, que lhe disse que não gosta da matéria;

e continua em tons de recriminação

e que quer ela que eu lhe faça? que lhe arranje outra matéria?

e porque não? será que temos de ir todos em carneirada?

regulação das aprendizagens

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escrevi há dias sobre estratégias dos alunos; não serão conscientes, assumidas, deliberadas, mas não deixarão de revestir modos de um certo requinte de malvadez ... ainda que infantil;

ontem vi mais um vislumbre da coisa;

faço avaliação triangulada, isto é, no meio dos processos de trabalho o aluno auto avalia-se, o grupo/turma, após apresentação de trabalho, faz avaliação e eu faço avaliação;

numa turma dei as indicações e deixei documento para o efeito, com indicadores, desde o empenho nas tarefas, ao comportamento em sala de aula ou em grupo de trabalho, à pesquisa e gestão de informação, como se auto avalia e qual a avaliação que faz de cada um dos seus colegas de grupo;

primeiro comentário para o ar, para se fazer ouvir, mas nós fizemos todos o mesmo, temos todos a mesma avaliação;

concordei, se assim foi que façam a avaliação;

e fizeram

e, apesar de uma clara tentativa de igualização, houve diferenças, pequenas, piquininas, mas elas lá estão a dar conta de quem se destacou - fa…

Surpresas

E quando a minha (e de mais gente) pior turma apresentam os melhores trabalhos?

Ficamos assim a modos que a tentar perceber o porquê?

Desconcertante

Mais do que andar "arreliado" com algumas das minhas nas turmas, no sentido de procurar estratégias e metodologias de trabalho do aluno, também me sinto algo desconcertante com as mesmas turmas;

Dois grupos com quem não me tem sido fácil, nem aos restantes professores, identificar estratégias de envolvimento e trabalho do aluno;

Percebo que eles mesmos, os alunos, assumem hoje outras formas de gerir a sua relação com os professores, com a escola, com os colegas, com o trabalho escolar;

São formas mais, direi, descontraídas, descomprometidas;

Arreliam os professores, perante a dificuldade de identificar formas de trabalho que os envolvam,

Preocupam pais, pelo ar despreocupado quando não descontraído com que assumem as suas responsabilidades,

Depois, entre umas coisas e outras, dois grupos apresentaram ontem trabalho de projeto;

Um quase excelente, outro quase extraordinário;

E eu, professor, como fico no meio da dinâmica da qual não dou conta mas que tem resultados?

No mínimo…

estratégias

de sala de aula;

a partir de uma entrada (irritação) minha dou conta do que sairá à cena;

já experimentei trabalho de projeto; já fiz trabalho à sessão;

agora irá sair um mix, entre trabalho de projeto e trabalho à sessão;

tendo por base um tema dos conteúdos, lançar uma questão/problema para apresentação de propostas na semana seguinte;

estamos limitados às pesquisas (por disponibilidade de recursos ou por vontades), assim irei partir do manual, dos textos e das referências que ali constam;

lançar a questão/problema (no caso à luz das transformações culturais do século XVIII qual o papel da ciência hoje - como se faz ciências);

e, em vez de andarmos duas ou três semanas em exploração, orientação, trabalho é mesmo de uma semana para a outra;

vamos ver (e avaliar)...

alternativas

o meu principal desafio passa por pensar em formas, meios, estratégias, metodologias que envolvam, impliquem e mobilizem o aluno;

estar numa sala de aula com mais 20 pessoas que pura e simplesmente não querem ali estar é um desatino só compreensível para quem lida com a situação;

para além de não quererem, quando resistem, ou quando criam dificuldades, quando regateiam tudo e mais alguma coisa, a situação torna-se ainda mais complexa;

um fala, outros não ouvem, todos falam, todos se fartam, ninguém ouve nada - o tempo passa... leeeennnnto;

irritante

tenho uma turma, em particular, mas não só, que me tem irritado, pelo facto que não consigo identificar estratégias ou metodologias que alterem comportamentos e, principalmente, modifiquem atitudes;

são de uma total e completa displicência, abandono, desinteresse; não têm más notas; inclusivamente na disciplina estão acima de qualquer linha de água;

mas com uma displicência, uma atitude em sala de aula que dá a volta a um santo - e logo eu…

coisas das aulas

literalmente, e agora comigo mesmo;

um aluno dava voltas ao manual; ora prá frente, ora para trás;

que procuras?

onde é que está aqui esta matéria, e lá dizia o título do conteúdo;

está aí mesmo, disse eu referenciando o livro;

mas onde? que não encontro nada;

pensei cá para comigo, assim, num instante

hipótese 1, dizer ao aluno onde está; despachar a coisa;
hipótese 2, dizer ao aluno que terá de procurar;

optei pela segunda hipótese; e disse ao aluno que bastava ele ver e não apenas olhar e que esse ver implicaria talvez um pouco de leitura; pronto, tábém, deixei a recomendação, que podia procurar pelo princípio, pelo índice;

continuei a circular pela sala e, de quando em quando, a deitar o olho ao aluno; de modo a que não perdesse a curiosidade, que não desmobiliza-se;

às páginas tantas, pergunto, então, ainda não?

oh professor, tou farto de olhar e não vejo nada,

e já leste o que tens pela frente? começa pelo princípio;

e assim fez,

às páginas tantas, um grito na sala, até que enfi…

Trabalho do aluno

No segundo período dei duas opções de trabalho e de avaliação;

Trabalho de projeto, trabalho por sessão;

quem optou pela opção de trabalho à sessão está algo arrependido, que preferem o trabalho de projeto, que a ele regressarão quando tiverem nova nova oportunidade.

Aqueles que estão em projeto têm sentido alguma dificuldade em tratar a questão, que reconheço complexa (qual a regra, qual a excepção no período de antigo regime);

Perante as dificuldades que desde cedo identifiquei (pegar no problema e não desistir) tenho percebido que há duas questões que se afirmam como cruciais:

a organização do trabalho (o pessoal não planeia, não se organiza e estamos quase no fim e há muitos ainda algo atrasados);

 e, segunda ideia, uma manifesta dificuldade de distribuir tarefas, de os grupos se organizarem.

Gera alguma tensão e conflitos. Mas estou a gostar.

quem não quer aprender

volto a uma temática que me dá a volta ao espírito, tentar ensinar quem não quer aprender;

tenho uma turma, que vem do ano letivo anterior, marcada por uma significativa indiferença, alheamento e um não querer saber de nada, que incomoda, que irrita, que faz com que aquele tempo em sala de aula seja assim a modos que... nunca mais passa

pensei ser comigo, face a uma outra metodologia de trabalho, à configuração de outras estratégias de sala de aula; dei tempo ao tempo; nada;

percebi que não era só comigo, praticamente todos os docentes do conselho de turma indicam as mesmas situações, total e completa displicência, (quase) total indiferença;

contudo e de um ano para o outro, dá para perceber o jogo que é feito por uns quantos; indiferentes, alheados, displicentes mas com resultados qb, dois ou três níveis inferiores a 3, nada de monta, nada que não seja recuperável no médio prazo, com um outro empenho, com uma outra atitude;

e a minha questão é, como trabalhar com alunos assim? alunos…