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currículo

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sessão nº. 3 de uma ação de formação que decorre na escolinha por onde ando;

primeiro, à semelhança dos pais de filhos turbulentos ou problemáticos, que, o mais das vezes, falham as reuniões, pena que alguns profes não tenham estado para ouvir a conversa;

não sei se perceberiam, mas seria, no mínimo, interessante ver a cara de alguns; como foi dito, é mesmo uma questão de maturidade docente;

hoje foi sobre o currículo com intervenções que deixaram água na boca e vontade de conversa;

na mesa j. pacheco e a. rodrigues,

ele uma figura incontornável do tema, a outra uma prática que encara a sala de aula na sua dimensão mais social;

flexibilidade e professores

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direi que estas notícias sobre a flexibilidade curricular, são, em contraponto ao que tem vindo a acontecer aos professores nos últimos 10 anos, pelo menos, um desafio;

desafio profissional e social, organizacional e pedagógico,

profissional por que deverão ser os professores a identificar mecanismos, estratégias e modos de flexibilização;

social, porque os parceiros locais deverão, no meu entendimento, ser envolvidos,

organizacional porque a escola tem sido rígida na sua estrutura, incapaz de se adaptar a situações e circunstâncias - um horário é atribuído de setembro a agosto;

pedagógico no entendimento grego do conceito, de levar a... de os professores serem capazes, com os seus parceiros, em face de uma organização adaptada a interesses e situações levar o aluno ao seu próprio futuro,

não vai ser fácil; a tendência passará, por aquilo que conheço, por disciplinarizar o currículo, tornar regular a adaptação, fazer mais do mesmo pelos mesmos e da mesma forma;

espero, faço votos mas…

e no meio

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no meio da flexibilidade curricular, do crescente papel (e protagonismo) municipal na educação e na escola e eu pergunto, quem une os pontos?

as estruturas desconcentradas do ministério da educação, as ainda conhecidas como direções regionais, estão vazias (de poderes e de pessoas) desde há coisa de 4 ou 5 anos a esta parte;

quando existiam não existia diretor que delas não dissesse mal (controleiros) e público que nãos as apontasse como espaço de boys;

desde que entraram em esvaziamento que alguns sentem a sua falta, face ao vazio, uma vez que a escola fica entre pontas, o micro local e o macro sistema educativo,

no meio, nada

quem regula o regional (ou não é necessário?), lê e interpreta indicadores regionais, processa a articulação de redes, a formação de parcerias, dá voz nos conselhos municipais de educação;

aparentemente tudo aponta para que as ccdr's venham a ser protagonistas do processo, mas, até lá e durante este vazio, estão por sua conta e risco, o único elemento de r…

Diretor ou executivo

A partir de um texto de hoje no públicoestá montada a discussão sobre os modelos de gestão para a escola pública nacional;

Sinceramente, sinceramente considero que não há modelos perfeitos;

E os cargos, os órgãos são aquilo que as pessoas dele fazem;

Sei de diretores que agem e se orientam como se estivessem num conselho diretivo/executivo sem daí vir mal ao mundo;

Conheço diretores que são assumidos déspotas que utilizam o silêncio (e o medo) como modelos de gestão;

Sei de órgãos (conselho geral ou pedagógico) que assumem as suas funções e cumprem os seus objetivos;

Sei de executivos que desde sempre agiram de forma autocrática;

Reconheço que o modelo de eleição atual não será o mais adequado - muito por culpa dos corpos ou do colégio eleitoral onde se corre o risco de acontecer o que recentemente aconteceu nos EUA, ganhar aquele que menos querem;

Contudo, não sei se o problema será do sistema ou simplesmente do funcionamento dos órgãos - onde grandemente se sente a desvinculação das…

Desafios de escola

a mensagem de natal do primeiro ministro constitui, por si só, um enorme desafio à escola, à organização educativa e, de forma muito particular, aos professores;

sou, assumidamente, suspeito; sou socialista, tenho concordado com as medidas de política (no geral e no que particularmente se refere à escola e à educação), sou assumidamente partidário do arco da governação à esquerda;

independentemente das circunstância que me levam a apoiar o primeiro ministro, enquanto cidadão e enquanto docente tenho de reconhecer e assumir que a mais valia do século xxi, aquela questão do pormenor que faz toda a diferença é/assenta no conhecimento;

já não é apenas a paixão pela educação, direi mais restringida à escola e a um momento das nossas vidas;

o conhecimento alarga-se para o resto da nossa vida e faz de nós, de todos nós, aprendentes ao longo da vida;

e é aqui que se institui o desafio à escola e aos professores; identificar formas de responder a estes desafios;

se é certo que a medidas de po…

Projeto educativo

Pela segunda vez num algo escasso período de tempo, participo, dou o contributo para a elaboração de projetos educativos;

Foi naquela que é, para todos os efeitos, a minha escola, é agora naquela onde estou;

Tenho consciência que, ao pedirem contributos, corro o risco de ser entendido assim a modos que... como entenderem;

Mas eu dou

Desde já considero que faltam três coisas essenciais (de resto como na maioria dos projetos que conheço) :

Elementos que assegurem a participação na organização e nos processos de decisão (que vão além do legislado)

Formas de auto regulação (habitualmente os diretores não gostam que lhes limitem a decisão);

O assumir (de forma algo clara) o como atingir, alcançar aquelas simpáticas visões de escola; na generalidade remetem para os outros (para objetivos, indicadores, outros planos) e não assumem opções, o como lá chegar (e está uma dimensão fundamental de política local);

desafio

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pedagógico e demográfico, de organização e currícular aquele que a demografia nacional nos coloca e espelhado na capa do público de hoje;

não deixa é de ser curiosa a "coincidência" desta notícia surgir quando também recentemente se falou de estudar a progressiva redução do número de alunos por turma;

a demografia é o que é e há muito que leves estudos nos dão amostras do que temos pela frente;

no Alentejo, marcado de forma brutal pelo envelhecimento, desertificação e escassez de gente o desafio é enorme e não apenas no futuro, já hoje em cada ano que passa a região perde mais de 20 turmas - é obra e ninguém faz nada, diz nada);

a demografia terá forte impacto no quadro docente, na oferta curricular, na organização das escolas e dos tempos escolares, na organização das redes de formação;

a questão/desafio passa não em como contrariar a demografia, mas em como não fechar escolas ou ofertas criando modelos e lógicas alternativas (e, desde já, de nível secundário);

as alternat…

sobre o sucesso do sucesso

excelentenota esta; a ler devagar;

a partir do texto do zé morgado e na sequência de uma ideia de uma colega, o local é a maternidade e o cemitério das políticas educativas;

não há volta a dar;

é no local que se descobre o caminho marítimo para as Índias, isto é, que se identificam as soluções para aqueles (e não outros) problemas,

é, em face de um local (feito de gente, histórias, culturas, ideias, valores, vontades ou falta delas) que as políticas, sejam elas quais forem, ganham corpo ou se espraiam como as ondas terminam na areia da praia;

é no local que se identificam práticas interessantes, por vezes agradavelmente desconcertantes;

mas é também no local que abrimos as covas onde enterramos sonhos e vontades, orientações e implicações;

mas é do local, por via de ser maternidade e cemitério, que todos receiam, recusam e temem;

quando o local ganhar forma e força não há quem o segure, nem o local chamado portugal;

e é simples, basta assumir as responsabilidades por aquilo que é feit…

sobre o currículo

o governo quer alterar o currículo e deixar os programas como estão;

boa,

fazem uma clara distinção entre programa e currículo, interessante, mas há muito boa gente que não entende essa diferença, que mistura programa e currículo como se fosse a mesma coisa;

não sendo a mesma coisa e concordando eu genericamente com a ideia/intenção, então corta-se onde????

tempos das disciplinas? boa, quais???

nas disciplinas? certo, as de complemento do currículo? então onde fica a oferta local?

não seria mais fácil o ministério definir a componente nacional e comum e o local organizar-se?

não seria mais interessante o nacional definir o tal perfil do aluno e as escolas organizarem-se para lhe dar resposta e nele, eventualmente, se enquadrarem?


não chumbem

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os alunos

chumbem as políticas, é o que me apetece dizer da manchete do jornal I;

é nestas (e noutras) que a esquerda educativa se perde, na língua, pela boca;

foi um governo de extrema direita, onde o ministério da educação estava entregue a n. crato, que criou, para todos os efeitos, a passagem administrativa;

os meninos andavam pelos vocacionais e a nota mínima era 10 - sem apelo nem agravo; tinham menos que isso e era o professor que se desunhava até que o menino conseguisse obter a nota mínima;

ninguém disse nada, não vi comentários, o povo comeu e calou; afinal, a exigência é coisa da direita educativa;

agora, ai jasus, que ao falar para que os meninos não chumbem, cai o carmo e a trindade, lá se volta ao laxismo, ao facilitismo, ao deus dará de uma geração perdida;

e nas escolas não se discute a coisa? qual a posição dos docentes nas escolas? e dos seus órgãos de gestão? afinal o pessoal está na escola, qual funcionário público, para obedecer e não reclamar? cumprir e calar?

p…

sobre o interior

no decurso deste mês de agosto e no meio de tanta tontice publicada, surge, aqui e ali, uma nota interessante, que retenho para mais tarde recordar;

dou destaque a uma delas sobre o interior deste país, mais de 2/3 do país votados à desertificação, ao envelhecimento, às distâncias que nunca mais acabam, ao isolamento social e cultural;

o expresso publicou um interessante artigo que, muito provavelmente, dará origens a mais escritas, lá mais para a frente e que vale a pena destacar uma vez que é a primeira vez que vejo a eventualidade de uma estratégia educativa incidir sobre o interior;

é certo que a generalidade dos diretores de escola/agrupamento procura conformidades, com receio das suas diatribes, mas seria interessante perspetivar o que pode a escola fazer pelo interior?

e não digo/pergunto em termos genéricos, teóricos, concetuais, pergunto em termos, por exemplo,

qual o papel da escola no acompanhamento de crianças quando os pais estão ausentes?

que estratégias de promoção do s…

um exemplo

ainda antes de entrar na calmice dos dias grandes, deixem-me destacar um exemplo que há muito defendo;

isto a propósito do conjunto de condecorações que o presidente da república entregou à seleção de futebol, a medalhados do atletismo e amanhã da seleção de hóquei em patins;

questionado o senhor presidente se havia de distribuir tanta medalha, depois de o seu antecessor ter sido tão parco nessa área, o presidente respondeu que está definido o critério, e só há que aplicar o critério;

coisa tão simples esta e que seria interessante de levar para a escola;

por exemplo na distribuição de serviço docente que, como é bem dito, fica ao critério da descricionaridade e arbitrariedade dos senhores diretores - sendo certo que nem todos, nem nenhum;

apesar das orientações para manutenção em lógicas de ciclo, há situações que não lembram ao diabo, a não ser a algumas cabecitas pensadoras e iluminadas, e se (re)distribui o serviço como se tratasse de um bodo aos pobres, numa por vezes nem sem sem…

entre riscos e desafios

ainda a propósito da possibilidade de as escolas implementarem uma percentagem do currículo em termos de autonomia, mobilizando conhecimentos, saberes e práticas locais, uma ideia onde cruzo riscos e desafios;

riscos que aqui dei conta, e destaco
a ignorância que grassa em muitas escolas sobre o que é o currículo, que leva a confundir programa e currículo e a ver as disciplinas individualmente consideradas como objetos curriculares;

mas tem virtudes
a de localmente se escolherem e implementarem propostas que promovam o sucesso, criando e gerindo outros e novos equilíbrios - é assumidamente a continuidade da fórmula antes iniciada da delegação (e partilha pelo ministério) da responsabilidade pelas políticas;

afinal, o que é que se pretende?

ensinar mais matemática e português, pois são essas as sujeitas a avaliação?

dar música ou bailado às crianças, mediante a educação pela arte?

promover cultura e aprendizagens locais, mediante o conhecimento da história, do património ou dos equi…

da consciência

da resolução de conselho de ministros hoje publicada dou conta de duas notas minhas:

não é o ministério da tutela a orientar e a definir as regras de promoção do sucesso, é o próprio conselho de ministros num sinal claro de alargamento de horizontes e envolvimento de todos num processo que a todos diz respeito; boa,

depois e retiro parte do ponto 3 da resolução, quando se afirma a necessidade de «consciencialização de toda a comunidade de que o sucesso escolar é possível para todos os alunos» este é declaradamente um tópico difícil de consensualizar; há ainda muito boa gente que dirá que não, que o sucesso não é para todos, mas para alguns;

coisas do insucesso

durante praticamente três anos acompanhei um grupo/turma de percurso curricular alternativo;

este ano estou com dois grupos de curso vocacional;

têm, entre eles, traços comuns, o desinteresse, a indiferença, algum alheamento perante as disciplinas, o trabalho em sala de aula e, de certo modo, pela escola que pouco ou nada lhes diz; comum também o insucesso, as retenções, a aprendizagem;

antes pesquisei, inquiri e apresentei três ou quatro trabalhos; este ano vá de fazer o mesmo, tentar perceber aquele que é o meu contexto profissional;

tenho feito perguntas e percebido o quão difícil é fazer perguntas, pelo menos perguntas que estejam na origem de uma conversa;

dou por mim a configurar aquele que tem sido o meu objeto de investigação há já algum tempo, o processo de transformação do aluno em cidadão social, o papel da ação escolar, dos professores, a (re)configuração de instrumentos e das estratégias fruto dos tempos e dos modos (de ser aluno como de ser docente e/ou cidadão);

mas ago…

perceber e não compreender

agora dá-me para esticar os textos e avançar para um pensar que não é alto, mas partilhado, quais divagações solitárias de quem se pensa e pensa o trabalho que se tem;

ontem, outra conversa entre pessoas de setores (profissionais) diferentes a irem num mesmo sentido, o extremar de posições, o radicalizar de situações, a criação de dicotomias, o eu e o tu, o nós e o vós, de um lado e do outro - normal não é por que os tempos são de redes, de partilhas, de disseminações, de fluxos e não de binómios ou dicotomias do século passado;

levou-me a pensar e a partilhar ideias sobre um pensamento que este ano letivo - mais que em anos anteriores e ainda não percebi por quê - sinto com particular acuidade e que já aqui deixei em nota anterior; os bons alunos têm bons resultados, os maus alunos afundam-se na sua falta de resultados;

este ano sinto mais que em anos anteriores, o facto de um aluno com enquadramento familiar estável, filho de pessoas algo diferenciadas (com isto quero dizer com form…

falta barro

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com o barro que temos dificilmente se conseguirão cumprir objetivos que são pedagógicos desde os finais dos anos 80 do século passado;

com as cabecinhas pensadoras que por aí existem, será deveras complicado (e complexo) cumprir com objetivos sociais, que deviam ser de todos;

muitos não abdicam da sua postura de dificultar processos e resultados como se isso fosse sinónimo de rigor e qualidade;

a maioria não se sabe organizar para analisar situações, identificar respostas, propor outros modos (ou formas) de apoiar alunos e famílias;

muitos, apesar de tentarem e se esforçarem, fazem-no sem qualquer orientação, sentido ou enquadramento tendo apenas como base o seu voluntarismo e os resultados escolares não dependem de voluntarismos;

a falta de princípios de autonomia levam a que a maior parte se desresponsabilize, culpe outros ou parceiros, se esqueça de refletir sobre os seus próprios processos e práticas;

enquanto não se definirem outras formas de organizar a escola, o trabalho docen…

a autonomia e o trabalho da autonomia

trabalhar com crianças, no meu caso do 7º ano, pretensamente com uma idade entre os 12 e os 13 anos, pressupõe que as crianças não têm autonomia;

mas não vejo aí nenhum problema, de estranhar seria se elas o tivessem;

assim, assumo que há trabalhar para a autonomia, saber ensinar a ser autónomo (por que ninguém nasce autónomo), através de saber definir as suas tarefas, pensar os seus objetivos e, mais importante que tudo isso, assumir as suas responsabilidades;

e é isto, a assunção de responsabilidades, que me orienta em termos de autonomia;

hoje fiquei claramente dividido com um conjunto de alunos; satisfeito por que assumiram as responsabilidades por um trabalho; triste perante um trabalho fraco, muito fraco;

mas afinal, se sabem que está fraco, se assumem essa circunstância, o porquê de o terem feito como fizeram, o porquê de o terem apresentado como apresentaram?

desta não percebi

das dinâmicas de sala de aula

apresento o plano de trabalho (e respetivos conteúdos) para o segundo período;

defino objetivos (alguns dos quais relacionados estreitamente com as metas da disciplina) em função de cada mês de trabalho - afinal só temos um tempo por semana o que permite que um objetivo por mês seja suficiente;

peço para que em função da proposta que apresento, os grupos e cada aluno individualmente se organize mediante a definição das suas propostas de trabalho que contemplem quais os objetivos, as tarefas a realizar, as ações a desenvolver;

deu para perceber do entendimento, envolvimento e participação da generalidade dos alunos;

pequenas alterações à dinâmica de primeiro período - grupos em que posso intervir e condicionar (afinal agora já os conheço), avaliação individual quantitativa no final de cada sessão, definição, por grupo e individualmente, de marcos de trabalho e avaliação em função do objetivo de cada mês;

vamos ver como corre; indicadores de avaliação: tempo de concentração e trabalho, …

ilhas

a escola portuguesa é um conjunto disperso de ilhas; pelo menos é essa a sensação que tenho;

dificilmente, pelo menos pelo que me toca e por aquilo que conheço, são ilhas dispersas, soltas, longe, muito longe de se constituírem como um arquipélago;

regiões insulares e isoladas, distantes e individuais;

pouca conversa entre elas, pouco, incipiente e algo ineficaz conhecimento entre elas, conhecimento de dinâmicas, de processos, de ações, de projetos, de problemas como de soluções;

cada qual está para seu lado; cada qual pensa o melhor de si, por que se olha ao espelho e se pergunta quem é a mais feliz; os outros as mais feias, por que são sempre os outros os culpados;

é pena, seria útil uma qualquer ferramenta que permitisse interligar escolas, partilhar ideias e circunstâncias (não digo nem problemas nem soluções, apenas ideias);

convém a alguém que se continue distante, isolado, que se mantenham as ilhas; porquê? para quê?