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o que se passa

já tinha escrito que o difícil neste período passaria por chegar ao fim; muitos já desistiram; outros percebem que já está; outros ainda que entre esforço e deixa andar a diferença será curta; já deixei de pensar que sou eu que estou a ser mau professor, por não conseguir envolver, implicar e interessar os alunos; ficou para trás o pensar que pode ser o facto de se estranhar uma metodologia de trabalho; há muito que percebi que não é apenas comigo, não sou só eu a sentir o que sinto enquanto profissional; há mais; há muitos que ou o dizem quando questionados, ou o pensam de mansinho; já deu para perceber que na escola básica que frequento há poucas turmas (ou nenhuma) direi, regular, normal, do 5º ao 9º cada uma é pior que a outra; desinteresse, alheamento, indiferença, apatia, falta de autonomia, displicência absoluta; um le se faire le se passer irritante, constrangedor para quem trabalha; já tive alunos complicados, já tive turmas complexas, agora estou numa escola ...

coisas de um microclima

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aula de oferta complementar trocávamos ideias sobre o hoje e o amanhã, numa lógica de tentar passar a ideia que há um amanhã e que podemos e devemos trabalhar para ele e na universidade, o que pensas fazer quase sem hesitar, de forma algo espontânea, responde com uma outra pergunta, universidade? perder tempo para quê? perder tempo? pois, o que é lá vou fazer se posso começar a trabalhar mais cedo e não perder tempo; perder tempo?

sushi alentejano

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tábém, pronto cliquem para apreciar

projetos

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ou amálgamas de ações a que chamam projeto durante a pausa de páscoa tive oportunidade de receber, oriunda da minha escolinha, informações sobre o  programa Operacional Regional medida 10.1 de Combate ao insucesso escolar   tem como objetivo  o “estabelecimento de condições de igualdade no acesso à educação infantil, primária e secundária, incluindo percursos de aprendizagem formais e não formais” tratam-se de medidas do programa operacional regional 2020, gerido pelas comissões de coordenação e desenvolvimento regional aos quais municípios e comunidades intermunicipais se candidatam e cujos alvo serão escolas (alunos e professores);  ora cá fica um bom exemplo de conversas que uns terão e a outros passará ao lado, sobre o papel das escolas (entenda-se de professores) nas estratégias de municipalização da educação ;  é que é uma assumida municipalização da educação sem lhe chamar isso;  e o que queremos nós? pela participação podere...

aprender

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e em pausa, tenho tempo ou, melhor dito, disponibilidade, para escrever sobre coisas que gosto; preparo resumo/proposta de comunicação - chamo-lhe "autobiografia do insucesso"; afinal, passa por Aprender no Alentejo ; este ano não tenho hipóteses de ir a mais lados, fico-me por perto, por casa não é mau de todo;

Da primavera

Pelos lados do Alentejo central a primavera surge envergonhada, cinzenta; O dia está feinho, cinzento, nublado, com salpicos aqui e ali. Mas é primavera, valha-nos isso;

coisas locais

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notícias boas, sim senhor; mas, permitam-me perguntar, para fazer o quê? quem dinamiza o espaço? que projeto ou que plano de dinamização tem o município? estou certo que todos concordaremos que o espaço precisa de requalificação e não é o único; estaremos de acordo que mais vale tarde e em ano de eleições, que nunca; mas digam-me uma coisa, quem souber, qual o plano cultural de ação e dinamização para/do espaço, o que está previsto nele acontecer? quem se chama ou que parcerias (ou contratualizações ou projetos) se perspetivam? fico, sentado, à espera e curioso

transparência

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gosto de associar ideias oriundas de sítos que não da educação ou da escola, à escola e à educação; é o caso deste noticia referente à transparência dos municípios no âmbito da sua informação on line; primeiro , é mesmo a norte que a transparência acontece, pelo sul aparentemente não se precisa, nem oiço queixas ou reclamações; veja-se o singelo lugar de évora, 156º e nem falo naquele onde resido, o de arraiolos, na posição 245 º - será que consideram os seus munícipes idiotas? (e há bons exemplos, caso de fronteira, 20º, reguengos de monsaraz, 23º, os únicos na lista dos primeiros 30) - talvez não seja importante este processo de transparência, talvez ninguém ligue a esta coisa; segundo , transpondo a ideia para a escola fico curioso sobre que informação surge nos portais de escolas e agrupamentos, que utilidade, que indicadores, que referências, que utilidade para quem não é da escola ou para aqueles que sendo precisam de serviços; o que saberá o público em geral e os u...

comportamentos

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ou da sua falta o ComRegras apresenta o seu segundo estudo sobre indisciplina ; elementos a reter; mas o que retenho é a ausência de situações designadas de indisciplinas nos distritos de évora e beja (é certo que não são os únicos, mas são estes que me atravessam); viva a planura alentejana, a calma e a tranquilidade que atravessa este espaço que é, pelos dados da amostra, um oásis; direi que é uma ausência de nós próprios, uma consequência do espaço, estamos sempre sozinhos, mesmo que estejamos acompanhados; não damos conta aos outros do que se passa cá por casa, silêncio e a o desconhecimento faz com que tudo permaneça na mesma, como se não existisse; comportamentos que não são de indisciplina, mas que considero preocupantes...

Alentejo que morre

o Alentejo está envelhecido; as crianças escasseiam; em contrapartida os problemas e as moengas crescem ao ritmo das geadas por esta altura; por esta região e na sequência de outros casos, poucos serão os que não têm uma história de suicídio para contar; a semana passada não me tocou diretamente, mas calhou a amigo; a terra sentiu-se, as pessoas comentaram; no cemitério, logo ali junto de mim, mais duas campas com a designação de suicídio; crescer com esta moenga; é duro, não é natural nem sequer normal, mas torna-se normal, naturaliza-se; é a morte, o que se lhe há de fazer, comentava a ti maria a tapar o sol que a incomodava àquela hora

influências

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há muito se sabe e se estudam as influências que um dado território exerce sobre as pessoas e, no caso que me interessa, nos resultados escolares de cada um - resultados em termos de indicadores, mas também de expetativas, percepções, valor; o território é composto, entre outras variáveis, pela sua história, cultura e tradição, muita das vezes definida pelo princípio de exploração e organização da terra; em tempos O. Ribeiro falava de determinismo geográficos na organização não só do território, mas também das relações; por onde ando tenho tentado perceber a forma como o território influência, implica ou determina formas específicas ou diferenciadas na relação que cada um assume com a escola - com os resultados escolares, com as suas expetativas... atenção que falo de ambientes entre o rural e o urbano, contextos ainda muito marcado pelas dimensões rurais mas, digo, em transição (organização e exploração da terra e do território, predomínio de atividades do setor dito primário,...

desafio

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pedagógico e demográfico, de organização e currícular aquele que a demografia nacional nos coloca e espelhado na capa do público de hoje ; não deixa é de ser curiosa a " coincidência " desta notícia surgir quando também recentemente se falou de estudar a progressiva redução do número de alunos por turma ; a demografia é o que é e há muito que leves estudos nos dão amostras do que temos pela frente; no Alentejo, marcado de forma brutal pelo envelhecimento, desertificação e escassez de gente o desafio é enorme e não apenas no futuro, já hoje em cada ano que passa a região perde mais de 20 turmas - é obra e ninguém faz nada, diz nada); a demografia terá forte impacto no quadro docente, na oferta curricular, na organização das escolas e dos tempos escolares, na organização das redes de formação; a questão/desafio passa não em como contrariar a demografia, mas em como não fechar escolas ou ofertas criando modelos e lógicas alternativas (e, desde já, de nível secundári...

da integração e da divisão

um dos objetivos da escola passou (e passa) pela integração das populações numa cultura comum - cultura aqui entendida pelo conjunto de práticas, língua, normas e regras do coletivo; na escola, numa qualquer sala de aula, rapidamente se dá conta da diferença de origens dos alunos, das aldeias e da cidade, do rurais e dos urbanos, de cultura livresca ou cultura prática; nada de monta daí decorre, a não ser as vantagens, desde que trabalhadas, das diferenças que nos constituem; mas tenho dado conta do modo como alguns municípios asseguram que as diferenças entre freguesias rurais e urbanas, do campo ou da cidade, daqui e dali não se esbatam; municípios que apostam no fosso existente, nas rivalidades de alegrim e manjerona, nas diferenças entre pequenos e grandes para se perpetuarem, para que culpem outros, para que outros sejam apontados pela sua inépcia; até quando a escola, enquanto instrumento de integração cultural e social, serve a alguns para criar e acentuar as divisões ...

chumbo no Alentejo

e não se trata de caça, por muito que queiram tornar isto uma qualquer coutada, de uns quantos, de alguns; o público de sexta feira passada deu conta da estatística do (in)sucesso referente ao ano letivo de 2014/2015, onde se destaca que o Alentejo ocupa a parte final das tabelas; será sina? somos mesmo burros ou apenas a escola não faz compensações entre cultura social regional (pouco valorizadora da escola) e cultura escolar? em termos de análise destaco diferentes ideias. as escolas do Alentejo são ainda muito marcadas pela instabilidade docente; perante a flutuação do corpo docente podem ser apontadas situações referentes ao (des) conhecimento do contexto, às relações estabelecidas entre o local e a escola; por aquilo que consigo perceber da minha prática profissional ou das leituras que faço, existe, por parte das famílias, reconhecimento social da escola; isto é, a generalidade das famílias reconhece à escola e aos professores papel fundamental na alteração social...

sobre o alentejo

este meu alentejo não é um mundo à parte mas quase; mais vale cair em graça do que se ser engraçado; mais vale poder que saber - só não sei bem que poder, mas pronto; em dia de abertura de ano letivo, com visitas governamentais, valha-nos o senhor secretário de estado por portalegre, é que o resto parece que nos querem remeter para o profissional; será que voltamos a ser cintura industrial, peço desculpa, profissional?

sobre o interior

no decurso deste mês de agosto e no meio de tanta tontice publicada, surge, aqui e ali, uma nota interessante, que retenho para mais tarde recordar; dou destaque a uma delas sobre o interior deste país, mais de 2/3 do país votados à desertificação, ao envelhecimento, às distâncias que nunca mais acabam, ao isolamento social e cultural; o expresso publicou um interessante artigo que, muito provavelmente, dará origens a mais escritas, lá mais para a frente e que vale a pena destacar uma vez que é a primeira vez que vejo a eventualidade de uma estratégia educativa incidir sobre o interior; é certo que a generalidade dos diretores de escola/agrupamento procura conformidades, com receio das suas diatribes, mas seria interessante perspetivar o que pode a escola fazer pelo interior? e não digo/pergunto em termos genéricos, teóricos, concetuais, pergunto em termos, por exemplo, qual o papel da escola no acompanhamento de crianças quando os pais estão ausentes? que estratégias de ...

das férias e da escola

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em período de pausa onde predominaram, uma vez mais, os incêndios em termos de escola houve algumas notas (notícias) que achei interessantes; uma sobre o calendário e objetivos da IGEC para o próximo ano letivo; de acordo com os objetivos na tabela (e disponíveis na respetiva página) o sul surge com uma preponderância deveras significativa, um total de quase 77% das escolas sujeitas a avaliação - quando o sul (Alentejo e Algarve) não representa mais de 10% do total do país em termos escolares (e não só); desculpem lá qualquer coisinha, mas é obra? estou certo que existirão razões para o efeito, mas não será algo desproporcional e que certamente exercerá influência no relatório final - replicando essa desproporção, enviesando resultados? ou será que aquilo que se pretende é mesmo fazer um exame detalhado ao sul? ou será que descobriram os privilégios de viver a sul?

Da demografia

O problema demográfico é complicado e deveras complexo para análise simples e direta da minha parte; Mas as notícias são o que são e dão conta dessa bomba que temos entre nós, a do esgotamento demográfico; Perante a redução de mais de mil turmas que se perspetiva pergunto quantas caberão ao Alentejo? Qual a percentagem nesta região? Mas afinal o que se faz para combater a situação? Pela tutela, pelos municípios? Que pensam fazer as escolas e os agrupamentos para gerir ofertas e criar alternativas?

geografia

ouvi há pouco que o senhor ministro da educação ainda não sabe que escolas irão ter, ou não, provas de aferição; estou curioso, muito provavelmente como o senhor ministro, para ver e pelo menos tentar perceber a geografia da realização das provas ; esta geografia diz muito sobre a escola, a ideia de aluno, o papel das políticas, bem como o conjunto destas relações que descambam em sala de aula; fica para memória futura que, em minha opinião, as provas serão predominantemente realizadas no litoral e em cidades (tipo capital de distrito) com pequenas pintalgadas no interior; a ver vamos

da municipalização

houve quem atirasse a ideia que toda a educação irá ser entregue aos municípios ; na blogosfera foi o ai jasus - que isto agora nem com a esquerda (da esquerda); nas redes trocaram-se cartões, galhardetes e alguns eufemismos; houve, inclusivamente e eu dei conta, quem trocasse de opinião e posição, antes contra, agora a favor, mas há os de sempre, os que estão sempre contra, aqui a coerência é bem maior e por este meu alentejo? nada? silêncio? será ensurdecedor? municípios coloridos entre ps e pcp e a sua opinião? e a sua posição? o município de évora nada tem a dizer? e o de beja? e vendas novas? e alandroal? continuamos como sempre, há espera - em silêncio ou de vez?