Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta notícias

Das carreiras

Congelados que estamos, na administração pública, há mais de uma década, ouvir falar de progressão até parece milagre;

Mas logo nos alertam as notícias, progressão sim, mas... com critérios;

Assim, do pé para a mão, direi duas coisas, em termos quase de contributo para a conversa;

Por um lado concordo, se somos quase todos defensores do mérito, da competência e da técnica então esperar sentado para progredir não, há que louvar os méritos, as competências, valorizar quem merece;

Mas...

Se servir para diferenciar e descriminar professores, como aconteceu entre titulares e não titulares, fomentar arbitrariedades e descricionaridade dos locais então... não...


das notícias

Imagem
será contradição o secretário de estado afirmar que história e geografia (as humanidades) teriam mais horas no horário e agora passarem a regime semestral?

terá esta opção alguma continuidade com aquilo que, em tempos, n. crato anunciou com as disciplinas estruturantes?

será que a partir desta opção de política educativa (disciplinas semestrais) que acrescem a já existentes (TIC/ET) perspetivará algum sentido de (re)organização da escola por semestres (e não calendário religioso)?

Queixinhas

Imagem
queixamo-nos por dois motivos, por tudo e por nada;

ora porque sim, ora porque não, há sempre um qualquer motivo, bem português, para nos queixarmos;

no meio das queixinhas certamente existirão razões, ou, pelo menos, alguma razoabilidade;

no que diz respeito aos professores então é claro; temos levado pela cabeça e por toda e qualquer pontinha do corpo; acusados de quase tudo e por quase nada;

mas pelos resultados que sucessivamente aparecem, por via de efeitos de comparação, há que tenha razão;

queixamo-nos, mas qualquer político enche a boca com os seus resultados;

aí está mais um ...

das notícias

ele há com cada descoberta e cada notícia que torna o meu quotidiano muito mais assertivo;

mas esta ideia, mais que os dados em si, remetem para o pensamento dos professores, para modelos, ideias e ideologias de uma prática pedagógica que é deveras complexa, quanto complicadinha;

há docentes que continuam a acreditar que não reprovar um aluno é por facilitismo; que o rigor, a exigência na taxa de chumbos, de notas negativas;

que reprovando o pessoal se torna mais responsável, compenetrado, como uma bofetada que não se volta a repetir;

o que a notícia dá conta é das diferentes formas de se olhar
uma prática pedagógica
tantas vezes arreigada, entranhada em nós, subcutânea, como a transpiração - e, perante isso batatas...

será abuso

se disser que, nos tempos que correm, poucos, muito poucos, se é que existam, gostam da escola?

as notícias voltam ao tema; estudos de estudiosos confirmam sentimentos, estados de espírito, direi mesmo, estados de alma, climas de escola;

se os estudos forem honestos e eu acredito que o sejam, então limitar-se-ão a reproduzir, a dar corpo ao que se ouve nas salas de professores, no que os alunos dão conta em sala de aula e os encarregados de educação nem percebem o que se passa;

continuo a afirmar que estou na profissão que escolhi, que a considero um enorme desafio, que me continuo a sentir atraído por aquilo que faço e espicaçado para o fazer mais e melhor;

mas, e não falo por ninguém, de quando em vez, questiono-me se ainda sinto aquela paixão, coloco em causa se aquilo que sinto é um gosto ou a memória do que sempre considerei gostar, questiono-me sobre que circunstâncias levam a perpassar por mim, de quando em vez, não será mesmo fartura, cansaço ou mera desilusão;

e acredito que a…

que escola temos? que escola queremos?

Grande reportagem da sic e conversa na sic noticias;

não quero ser mauzinho, considero que a reportagem foi correta, honesta e dá conta de uma realidade,

como também não devo descair para o lugar comum dos profes que afirmam que a minha é sempre pior que a tua, o meu mundo é pior que o teu, que aquele outro é melhor que o meu;

mas não posso deixar de comentar que se batem nas vulgaridades, nos pré conceito, nos estereótipos sobre a escola, sobre os profes, sobre os alunos;

bate-se na imagem mais "tradicional", conservadora sobre o lugar de cada um, definido, demarcado, concreto, sequencial;

vale por uma tentativa de mostrar aos outros o que fazemos, o que acontece numa sala de aula, o que é uma dinâmica de escola;

na conversa posterior tenho de confessar, gostei mesmo de ouvir as curtas palavras do secretário de estado;

importante a referência e a aceitação (quanto a integração) do muito que por aí se faz - que varia, e muito, entre conformidades e criatividades, manutenção …

património

o nosso país e o alentejo de forma particular, é rico em património histórico e cultural;

em termos históricos pode-se fazer uma visita guiada e viver e sentir a história desde a pré-história, no período dos dinossauros na Lourinhã, passando pelo circuito megalítico do alentejo central, por exemplo, até às mais recentes formas de organização do espaço e das pessoas, na casa da Música, no espaço da fundação champalimou ou aos objetos de arte contemporânea de Elvas ou Sines, por exemplo;

agora surge um outro que promete, o
museu interativo do megalistismo, em Mora;

é perto, é acessível e vive-se a história;

Vale a pena

Ele há coisas que valem a pena ler; Esta é uma delas - A jornalização em cursoAjudam-nos a perceber os tempos e os modos de um coletivo que cada vez mais é individual; Como nos ajudam a perceber co o se fazem (fabricam) opiniões e se tornam coletivas como se fossem caminho único;

sucesso municipal

uma ideia a reter;

terminou ontem por évora, a ronda nacional entre elementos do ministério da educação e os municípios tendo como ponto essencial, mas não único, o lançamento de projetos de âmbito municipal de promoção do sucesso;

algumas notas;

o sucesso agora passa a ser municipal; qual o papel da escola? e dos professores?

quais as contrapartidas entre as partes, ministério, municípios e escolas?

pelo menos por évora não houve a participação de elementos da ainda existente mas algo decadente estrutura regional desconcentrada do ministério da educação, a dgest alentejo;

porquê?

qual o papel destas estruturas? para acabar? rever? reconverter?

dúvidas

caiu um ministro de peso político;

saiu um secretário de estado conhecedor do primeiro ministro, afinal estiveram juntos na vereação da câmara de lisboa;

o titular da educação diz larachas, como eu as disse com a idade dele;

e tudo continua como se nada fosse

impávidos e serenos

até à próxima diatribe

e nós cá estamos para as apreciar

coisas para ler

Imagem
coisas que valem a pena;

mas, estou certo que muitos dirão que
não é na minha disciplina,
não é com os alunos que tenho,
não é na escola onde ando

estou também certo que muitos ficam a pensar: como será possível?

coisas de agenda

Imagem
colabora semanalmente com o sítio ComRegras, vale a pena passar por lá; 
de tal forma vale a pena que se está a tornar um caso de sucesso e, por que não, com todas as referências para ser um eventual estudo de caso; 
isto por que habitualmente a agenda educativa é ditada e definida por uma de duas entidades, 
pelo governo, fruto de iniciativa e mobilização, tipo discussão pública ou puxar à agenda mediática aquilo que será do seu (do governo) interesse; 
da imprensa, que por isto ou por aquilo puxam a escola e a educação para a primeira página; 
ora o Alexandre, o editor do com regras conseguiu nos tempos mais recentes ser ele a definir e a ditar a agenda da comunicação social e a ser post de muitos e bons blogues; 
é obra e vale bem a pena

coisas de férias

Imagem
em férias devia estar mas é de papo para o ar, se não a apanhar sol, pelo menos a desfrutar do nada para fazer;

mas não, terminei a pausa pascal ontem, domingo e hoje já estive de volta de dinâmicas, conteúdos, problemas, estratégias e planificações;

mas estou por opção, não por obrigação;

vem isto a propósito do dossiê que o jornal público criou e que, de quando em quando, retoma, para malhar não sei em quê, nem com que objetivos ou quais as suas intenções (políticas? pedagógicas? familiares? sociais?...) - existirão para lá pais ou mães assoberbados com a coisa? traumatizados com a coisa? não sei, mas ficam as questões só para lembrar;

por mim que nem sequer durante o ano mando trabalhos para casa, considero que o trabalho é em sala de aula que se faz e é para isso que serve, considero que tudo o que é demais cheira mal;

como também já aprendi que há coisas más (ou ruins) que fazem falta, podem ser úteis - se não em si mesmas, pelo menos pelos motivos que motivam a sua conversa, qu…

coisas da regionlização

a partir desta notícia, onde se dá conta de uma iniciativa e de um certo consenso (horizontal e pluripartidário), imagino eu os desafios à educação, de um modo geral, e à escola, de forma muito particular;

declaração de interessado, sou manifestamente a favor da regionalização;

um pouco por toda a europa onde existe regionalização existe também componente regional/local do currículo (cá também contemplado na legislação desde 1989, mas raramente praticado);

a regionalização poderá implicar que relações da escola com o seu contexto (neste caso, de espaço)?

a maior parte daqueles que defendem a regionalização têm sido opositores quer à municipalização da educação quer a formas de concurso local, será que se alteram posições ou se reconfiguram opiniões agora em dimensão regional?

mesmo em termos de planos de atividades das escolas, com grande facilidade de se ir a coninbriga, lisboa ou mesmo mais longe, qual o papel, objetivos e dimensões do regional que se poderão (deverão?) contemplar e…

coisas do cérebro

Imagem
anda na moda o cérebro, o seu estudo e o papel que as neurociências aí têm; é moda, mas é também a reconfiguração de uma relação que existe praticamente desde o final do século XIX entre a medicina e a educação, nomeadamente na definição (prescrição) dos comportamentos;

por acaso (ou talvez não), sempre me questionei, qual a. gedeão, sobre as diferenças, entre um cérebro de um «bom aluno» e de um «mau aluno», será que existem diferenças entre eles? como se expressarão em mapeamento do cortex?

e, quando se é curiosos quase tudo o que nos rodeia diz respeito à nossa curiosidade, a psicologia explica essa coisa do envolvimento do nós com o contexto;

mas na passada terça feira tive oportunidade de ouvir p. abrantes a falar da relação entre as neurociências e a sociologia (um texto interessante onde articula razão e emoção), agora, por intermédio de outras inquietações dou com 9 coisas que os professores devem saber sobre o funcionamento do cérebro,

anormalidade normalizada

ando para perceber se a distância criada entre nós, humanos, e o contexto social e político (mas também cultural) dos tempos que correm é apenas uma ligeira indiferença, uma qualquer forma de ignorância ou mero e simples desprezo/desconsideração;

poucos comentam o que considero eu pois claro, muito que há para comentar, seja do governo, seja das políticas - em particular as setoriais e/ou sociais, aquelas que implicam e mexem com cada um de nós;

quando se comenta faz-se à boa maneira portuguesa, entre uma piada ou outra, alguma descontração a resvalar para a indiferença pejurativa;

e os tempo correm normais dentro daquilo que considero ser alguma anormalidade;

afinal na escola pouco interessa por esta altura, que não passe por começar a organizar a barafunda da papelada que se terá de preencher no final do período, de ver e corrigir testes ou de dar resposta à palete de papelada à qual poucos, muito poucos mesmo, ligam alguma coisa;

depois, haver ou não haver delegação escolar, esta e…

comparação

Imagem
seja quem for que disser que, na escola portuguesa (escola pública, entenda-se) trabalhamos pouco/muito (consoante os gostos) ou que os períodos são longos/curtos ou que temos muitos/poucos feriados, sempre ao gosto do freguês, é bom que tenha ideia do que diz, com ideia do que diz quero apenas dizer conhecimento do que se passa nos outros países, mais não seja no nosso vizinho;

um estudo da união europeia permite comparar a organização do tempo letivo pelos diferentes países;

ficamos a saber que:
somos dos temos o maior período de férias de verão, p. 4;
somos do que temos menos dias de interrupção letiva no decurso do ano;

para quem gosta desta coisa chamada escola, vale a pena,

notícias

Imagem
já aqui antes tinha escrito que, este ano e porventura por via de eleições, a escola e a educação nem no mês de agosto saiu das capas dos jornais, de ser notícia;

a imagem dá conta da capa do dn de hoje, mas há mais duas notícias em primeiras páginas de jornais, no expresso e no jn (sobre o pré escolar);

em qualquer uma delas se dá conta da concorrencialidade a que a profissão docente e a oferta educativa está sujeita - não começa a ser sujeita, já está a ser sujeita;

pelas notícias se perspetiva a criação de ideias e de opiniões (publicas e publicadas) sobre a escola e sobre a educação; pelas notícias se perspetiva a centralidade do discurso sobre a escola e se vislumbra o controlo social sobre a coisa educativa;