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sobre a flexibilidade

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o governo, a tutela parece que interrogou umas quantas escolas para as "convidar" a integrar a experiência da flexibilidade curricular;

segundo sei por algumas daquelas onde o convite se deu, discussão parece que não houve; conversa também não, auscultação de vozes e/ou sensibilidades ou foram escassas ou não existiram;

mas querem fazer a coisa com quem?

quem é que tem que assumir a flexibilidade? diretores ou professores? alunos ou comunidade?

há coisas que começam tortas

currículo

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sessão nº. 3 de uma ação de formação que decorre na escolinha por onde ando;

primeiro, à semelhança dos pais de filhos turbulentos ou problemáticos, que, o mais das vezes, falham as reuniões, pena que alguns profes não tenham estado para ouvir a conversa;

não sei se perceberiam, mas seria, no mínimo, interessante ver a cara de alguns; como foi dito, é mesmo uma questão de maturidade docente;

hoje foi sobre o currículo com intervenções que deixaram água na boca e vontade de conversa;

na mesa j. pacheco e a. rodrigues,

ele uma figura incontornável do tema, a outra uma prática que encara a sala de aula na sua dimensão mais social;

currículos e comportamentos

será que se pode estabelecer alguma relação entre currículo (conjunto de saberes, estratégias e modos de avaliar) e comportamentos escolares?

será que os comportamentos escolares podem ser condicionados pelas disciplinas escolares?

pessoalmente respondo que sim e já na semana passada me insinuei pela escrita;

hoje sublinho ainda mais esta ideia perante as notícias que dão como certa alteração da relação entre disciplinas;

direi que se é certo que a indisciplina se afirma, de forma mais preponderante, no 3ºCEB por via dos interesses, ou falta deles, dos sentidos de escola, ou da sua falta, do sucesso, ou do seu contrário, então teremos que assumir que existem algumas disciplinas onde os comportamentos se afiguram como mais débeis, críticos

caso das disciplinas com maior número de tempos semanais, pelo cansaço que se acumula, pela relação que se desgasta;

caso das disciplinas com maior insucesso, por via do desinteresse, do confronto connosco;

caso das disciplinas com exames, por obriga…

opiniões

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há muitas e a minha conta cada vez menos - cá por casa já pouco me perguntam qual a minha opinião;

mas já dei uma vista de olhos ao documento sobre o perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória;

não irei entrar na conversa que é tema requentado, que os professores estão fartos, que não há nada de novo, que há coisas melhores a fazer ou já feitas, que é mais uma mudança de paradigma, ou que se trata de mais um eufemismo, ou que é mais com menos ou menos que mais;

cada um dirá de sua justiça, o que aprouver de acordo com o que sente, o que pensa ou que entenda;

isso é discussão pública e espero que a blogosfera participe com ideias, opiniões, posições ou o que entenda; mas participe;

da minha parte e depois de uma primeira leitura, coloco duas questões:

o porquê de só na área dos saberes técnicos e tecnologias serem consideradas consequências, será que nas demais não existem, simplesmente não se consideram ou apenas, nas restantes, se consideram despiciendas?; 

nem nas implicaçõ…

Sobre a flexibilidade

De novo e a partir do meu pensamento expresso ontem, 13, no ComRegras;

Notas dos comentários que li e ouvi

Que as medidas de política são desajustadas, recalcadas ou requentadas, de duvidosa execução ou sentido prático, que existem outras, no terreno, melhores e mais adequadas.

Tudo verdades para dar sentido prático à eterna desconfiança entre governo e governados, entre quem decide e quem executa, entre quem, em limite, pode e quem sabe;

O que vislumbro por entre os comentários passa pelo sentido de risco

Risco de experimentar, de tentar, de perceber se dá ou se afinal é mais do mesmo;

Mas risco também das diatribes locais, das pequenas quezílias profissionais, dos protagonismos de preponderância ou supremacia sobre modelos, ideias, valências ou apenas meras questões de circunstancialismo local;

Cá está o que defendo e afirmei no texto, o importante papel que os diretores terão/deverão assumir para perceber consensos, pontos de convergência, traços comuns, objetivos partilhados - dig…

flexibilidade e professores

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direi que estas notícias sobre a flexibilidade curricular, são, em contraponto ao que tem vindo a acontecer aos professores nos últimos 10 anos, pelo menos, um desafio;

desafio profissional e social, organizacional e pedagógico,

profissional por que deverão ser os professores a identificar mecanismos, estratégias e modos de flexibilização;

social, porque os parceiros locais deverão, no meu entendimento, ser envolvidos,

organizacional porque a escola tem sido rígida na sua estrutura, incapaz de se adaptar a situações e circunstâncias - um horário é atribuído de setembro a agosto;

pedagógico no entendimento grego do conceito, de levar a... de os professores serem capazes, com os seus parceiros, em face de uma organização adaptada a interesses e situações levar o aluno ao seu próprio futuro,

não vai ser fácil; a tendência passará, por aquilo que conheço, por disciplinarizar o currículo, tornar regular a adaptação, fazer mais do mesmo pelos mesmos e da mesma forma;

espero, faço votos mas…

palavras

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na passada sexta feira, sem saber nem contar, acabei o dia a ouvir o secretário de estado da educação, joão costa, a falar sobre flexibilidade curricular;

gostei e, sem querer dar uma de professor que passa quase sempre por apresentar um mas... (entre dificuldades e limitações do que quer que seja), destaco duas ideias que ali ouvi;

o papel do professor na gestão da flexibilidade curricular;

os (novos) sentidos da profissionalidade docente;

alguém comentou que a questão não se irá colocar nem pelas políticas, nem pelos professores, a grande questão passa mesmo pela organização e gestão das escolas; aí é que a coisa vai "trocer";

mas, em letras mais pequenas, acrescento o meu mas...mas esta flexibilidade pouco difere do que foi a área escola; que todos acabaram a contestar; 
a flexibilidade não pode, nem deve acrescentar trabalho ao professor; deve, isso sim, identificar formas, mecanismos e estratégias de localmente se flexibilizar a organização escolar; este o grande desafio…

Uma questão de opções

Perante a aula do senhor presidente, estou mesmo a imaginar alguns senhores professores (ou país) preocupados com o cumprimento do programa,

ou então a acabar com algumas disciplinas (não estruturantes) para que haja espaço para se falar disto e daquilo, de português e de matemática, do tempo e da economia, da família e das ciências

a escola, cada vez mais, é uma questão política, isto é, de opções, afinal o que se tem de ensinar, o que se trabalha?

Conceitos

Ao se redigir um projeto educativo é conveniente, penso eu, esclarecer conceitos, ser claro quanto a ideias comuns;

Penso eu que seja conveniente não misturar alhos com bugalhos e, para que não haja confusão, dizer o que se entende por aquelas ideias mais banais, mais vulgares;

Por exemplo, o que entendemos por qualidade? E por qualidade educativa?

O que se entende por currículo?

É que a linguagem educativa (o famoso eduquês) varia consoante a nossa experiência, o nosso enquadramento, a formação ou mesmo por via de ideias;

Não é conveniente dar o natural por adquirido quando, em educação, tudo é uma construção social que depende, e muito, da palavra.

desafio

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pedagógico e demográfico, de organização e currícular aquele que a demografia nacional nos coloca e espelhado na capa do público de hoje;

não deixa é de ser curiosa a "coincidência" desta notícia surgir quando também recentemente se falou de estudar a progressiva redução do número de alunos por turma;

a demografia é o que é e há muito que leves estudos nos dão amostras do que temos pela frente;

no Alentejo, marcado de forma brutal pelo envelhecimento, desertificação e escassez de gente o desafio é enorme e não apenas no futuro, já hoje em cada ano que passa a região perde mais de 20 turmas - é obra e ninguém faz nada, diz nada);

a demografia terá forte impacto no quadro docente, na oferta curricular, na organização das escolas e dos tempos escolares, na organização das redes de formação;

a questão/desafio passa não em como contrariar a demografia, mas em como não fechar escolas ou ofertas criando modelos e lógicas alternativas (e, desde já, de nível secundário);

as alternat…

sobre o currículo

o governo quer alterar o currículo e deixar os programas como estão;

boa,

fazem uma clara distinção entre programa e currículo, interessante, mas há muito boa gente que não entende essa diferença, que mistura programa e currículo como se fosse a mesma coisa;

não sendo a mesma coisa e concordando eu genericamente com a ideia/intenção, então corta-se onde????

tempos das disciplinas? boa, quais???

nas disciplinas? certo, as de complemento do currículo? então onde fica a oferta local?

não seria mais fácil o ministério definir a componente nacional e comum e o local organizar-se?

não seria mais interessante o nacional definir o tal perfil do aluno e as escolas organizarem-se para lhe dar resposta e nele, eventualmente, se enquadrarem?


avaliação por trabalhos

o filho deu início ao seu segundo ciclo de estudos superiores, o chamado mestrado;

universidade de lisboa, que carregar copos não pode ser por muito tempo;

primeiras ideias e primeiras orientações; bibliografias, organização e funcionamento do curso e sistema de avaliação,

avaliação com base em trabalhos

não hátestes

e perguntam-me como é que eu, no ensino básico, consigo avaliar por trabalhos?

será que aqueles senhores, do superior, estarão enganados? não lhes faltará o rigor do teste? não terão objetividade no juízo de avaliação?

ou será que no superior se pode e no básico, por que é básico, não se pode?

futuros

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estou certo que a tendência expressa na imagem e na notícia se irá manter pelo futuro;

existirão cursos que se extinguirão (por falta de procura, por desadequação, por modismos ou por simples diatribes de quem de direito) e outros se (re)criarão (por pressão, modismos, oportunidades, futuros);

considero esta dinâmica algo normal e "natural", fruto de uma dinâmica do tempo e do papel que a ciência tem no contexto social;

a questão que levanto passa por outro lado;

poderá a escola manter a sua estratégia disciplinar, herdada da revolução francesa e da revolução industrial?

poderá a escola manter um currículo rígido, programas compartimentados, instrumentos de avaliação segmentados?

a autonomia universitária (ou de ensino superior) permite uma maior adaptabilidade e uma outra capacidade de reconfiguração organizacional (ainda que a estrutura se mantenha);

e o ensino básico e secundário? permanece distante, isolado, compartimentado, fechado?

defendo que muito que poderá ser a e…

prática cultural

publicado no sítio ComRegras, uma síntese para complementar outros adizeres meus:



Entendo currículo, na esteira de J. Pacheco (2011. Currículo: entre teoria e métodos. Cadernos de Pesquisa, 39 (137), pp. 383-400), enquanto “prática cultural”. Isto é, decorrente das diversidades que um dado meio contém e assumindo as opções de selecionar e diferenciar conteúdos, estratégias de ensino e metodologias de avaliação.
[perante esta ideia considero como] desafio, o articular um contexto com as suas circunstâncias. Isto é, as soluções terão de passar por uma gestão e articulação delicada (com assumidos contornos de política pedagógica por parte dos diretores e dos professores) entre aquele que é o seu contexto (que eu entendo na triangulação de espaço, tempo e saberes) que são sempre irrepetíveis e contingentes com aquelas que são as suas circunstâncias (aqui entendidas enquanto objetivos, interesses e estratégias dos atores). O contexto  é história, é cultura, é tradição. As circunstâncias são …

entre riscos e desafios

ainda a propósito da possibilidade de as escolas implementarem uma percentagem do currículo em termos de autonomia, mobilizando conhecimentos, saberes e práticas locais, uma ideia onde cruzo riscos e desafios;

riscos que aqui dei conta, e destaco
a ignorância que grassa em muitas escolas sobre o que é o currículo, que leva a confundir programa e currículo e a ver as disciplinas individualmente consideradas como objetos curriculares;

mas tem virtudes
a de localmente se escolherem e implementarem propostas que promovam o sucesso, criando e gerindo outros e novos equilíbrios - é assumidamente a continuidade da fórmula antes iniciada da delegação (e partilha pelo ministério) da responsabilidade pelas políticas;

afinal, o que é que se pretende?

ensinar mais matemática e português, pois são essas as sujeitas a avaliação?

dar música ou bailado às crianças, mediante a educação pela arte?

promover cultura e aprendizagens locais, mediante o conhecimento da história, do património ou dos equi…