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de regresso

não sei por quanto tempo, nem em que condições, mas considero que talvez até tenha alguma coisa a acrescentar à cacofonia pedagógica que impera por  aí; serei mais um, é certo e certamente que quase insignificante, mas por aqui andarei para dar conta das minhas ideias sobre as aulas e sobre a escola - as minhas, o meu ponto de vista

de volta ao passado

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o ataque informático do qual muitos foram vítimas (apesar de não conhecer ninguém afetado, apenas a esposa, saúde, ficou condicionada no acesso ao seu e-mail profissional) mostra a vulnerabilidade dos tempos e das organizações ; antes, por falta de luz ou simplesmente por falta de zelo, lá se ia a informação; hoje vale dinheiro, ainda que pouco, mas provoca grandes dores de cabeça; na escolinha, desde o início do ano, que a informática tem estragado estratégias, planos de aulas e dado muita dor de cabeça a muito boa gente; mesmo a gente que pouco utiliza a informática mas somos todos obrigados ao livro de ponto de tal forma cansados da informática que, na semana passada, havia quem pedisse o regresso do livro de ponto ... e dizem que a moenga é para continuar...

da economia

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e da escola; este é um blogue sobre a escola e sobre a sala de aula ; mas, na escola e na sala de aula, também entra a vida  como ela é e o que dela faz parte; as notícias de hoje , ao darem conta da significativa taxa de crescimento portuguesa no 1º trimestre, mostram que há sempre alternativas - por muito que digam que não; há sempre mais que uma forma de esfolar coelhos, dar conta do recado, cumprir promessas; também na escola e em sala de aula, há sempre uma outra forma, um outro modo de atingir resultados;

flexibilidade, para que vos quero

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a questão da flexibilidade não pode, nem deve, funcionar por si; coisa óbvia, mas, por aquilo que oiço e leio, não é parece assim tão clara; a flexibilidade (curricular, organizacional, escolar, pedagógica, profissional, ou o que se entenda) deve funcionar como capacidade de adaptação de respostas (soluções) a problemas; passar da rigidez industrial e organizacional que carateriza a escola desde o início do século XX, para além das sempre saudáveis ilhas de diferenciação, para uma rigidez assente em pretensa flexibilidade mais vale estar quieto; a flexibilidade, como tudo, deve responder a problemas e, para além disso, deve ser encarada como estratégia de um trabalho; a questão é que muitos não fazem a mínima ideia de como utilizar a flexibilidade; além do mais implica alterações a rotinas do quotidiano, coisa que em muitas escolas preferem estar mal do que experimentar alternativas;

experiência

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mediante curiosidade, desafio e algum risco experimenta-se a metodologia de trabalho por projeto ma turma (8º ano), três disciplinas (história, ciências naturais e geografia), um objetivo e uma questão em comum - da revolução agrícola aos tempos do digital, qual o espaço para o interior do país? organizou-se o processo, definiram-se as metodologias e o calendário, identificaram-se conteúdos e conceitos; articularam-se critérios de organização, avaliação e orientação ao aluno; os alunos sentem as dificuldades de fazer a mesma coisa em três disciplinas de encontrar uma resposta que não está no Dr. Google (nem nos manuais); os professores o receio de não cumprirem o programa; de darem respostas quando o que se preternde são perguntas; uns e outros de se entenderem na dinâmica; amanhã termina a primeira semana de trabalho, há mais dúvidas que certezas, nota-se mais a ansiedade que a conformidade; há quem descubra, se insinue que podemos fazer diferente e não devia ser...

flexibilidade

há muito que defendo que um dos problemas do sistema educativo passa pela sua rigidez; já lá vai o tempo, se é que houve alguma vez esse tempo, de ensinar a muitos como se de um só se tratasse; do pronto a vestir escolar e pedagógico, com medida certa, preceito definido e bainha à altura; de há uns anos a esta parte esse receituário não pega e, em muitas escolas, os professores, a gestão, sozinhos ou em parcerias, criam-se e recriam-se alternativas; algumas já contempladas, desde os percursos curriculares alternativos, aos cursos de educação e formação, aos profissionais disto e daquilo, a leitura particulares da turma + ou a projetos disto e daquilo a diversidade é mais que muita num país que se julga centralista e homogéneo, há muita coisa criatividade e diversidade e por muito lado, com maior ou menor legitimidade, com mais ou menos conformidade, com mais ou menos conhecimento do parceiro os professores fazem uma gestão criativa do currículo, dos programas; fazem reinter...

comportamentos e família

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na passada 4ª feira mais uma sessão de um curso de formação que decorre na escola;  um eixo local onde, entre outros apontamentos, se falou de comportamentos e família com pessoas que sabem do que falam; sem grande resumo dois apontamentos que gostei; o reconhecimento que na área dos comportamentos e da indisciplina em estudo realizado, praticamente 99% dos professores dizem que a culpa/responsabilidade é dos outros, não se incluem no lote de factores propiciadores de indisciplina; que os jovens saídos da universidade se apresentam na redação do jornal como se fossem de férias, confundindo o tempo de trabalho com o tempo de lazer; entre um e outro dos apontamentos a grande questão; se a escola de distancia de responsabilidades e quer é ensinar, para cumprir programas e fazer exames, se a família se desresponsabiliza das regras sociais, nivelando responsabilidades e comportamentos (como se fossemos todos iguais), quem resta para educar?

abril

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na sequência da entrada anterior, mais um apontamento, cujo texto completo está aqui ; a escola e abril A escola teve um papel fundamental na cristalização de ideias e modelos, na naturalização de situações [inerentes à ideologia do Estado Novo]. e mantém muito de uma aparente contradição esquizóide; O trabalho escolar ora é visto na fronteira do lúdico, ora como desiderato de exigência e rigor. Ora é considerado como elemento de mobilidade social, ora castigo pessoal por via da falta de empenho e/ou de vontade. Ora nos carregam com objetivos, metas, competências ou indicadores, típicos de lógicas neoliberais, ora apelam à consciência de um perfil humanista ( p. 6 ). Ora nos orgulhamos dos resultados alcançados, do percurso feito, ora nos sentimos constrangidos pela persistência de um analfabetismo que, apesar de estarmos no século XXI, ultrapassava, em 2011, os 5% . Ora a escola é vista como local de exercício de autonomias, com profissionais reflexivos e empreendedor...

sobre os comportamentos

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há já algum tempo que não se juntavam diferentes professores a exercer em sítios diferentes; obviamente que a escola foi um dos temas - o trabalho dos professores, a sempre presente burocracia, o cansaço, a impaciência, o final do período letivo, metodologias e estratégias de trabalho e... os alunos; houve quem se insinuasse e acabássemos por trocar ideias em torno da referência que os alunos estão diferentes; assumidamente para pior; escrevem pior, e não é apenas ortografia ou o texto, é mesmo problemas de grafia (ou de disgrafia, não sei); nota-se a falta de vocabulário; mais restrito, mas restringido que o "normal" para as idades; nota-se uma maior displicência, uma indiferença que faz com que a escola se restrinja às suas dimensões de socialização, de lazer, de companheiros e "namoríco" (como me disseram); nota-se uma significativa dissociação entre trabalho, rigor, algum sacrifício, um esforço para atingir resultados; algo preocupante é que pa...

currículo

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sessão nº. 3 de uma ação de formação que decorre na escolinha por onde ando; primeiro, à semelhança dos pais de filhos turbulentos ou problemáticos, que, o mais das vezes, falham as reuniões, pena que alguns profes não tenham estado para ouvir a conversa; não sei se perceberiam, mas seria, no mínimo, interessante ver a cara de alguns; como foi dito, é mesmo uma questão de maturidade docente; hoje foi sobre o currículo com intervenções que deixaram água na boca e vontade de conversa; na mesa j. pacheco e a. rodrigues, ele uma figura incontornável do tema, a outra uma prática que encara a sala de aula na sua dimensão mais social;

de chuva

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e, em dia de chuva, os habitantes do pátio refugiam-se no interior da escola;

transparência

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gosto de associar ideias oriundas de sítos que não da educação ou da escola, à escola e à educação; é o caso deste noticia referente à transparência dos municípios no âmbito da sua informação on line; primeiro , é mesmo a norte que a transparência acontece, pelo sul aparentemente não se precisa, nem oiço queixas ou reclamações; veja-se o singelo lugar de évora, 156º e nem falo naquele onde resido, o de arraiolos, na posição 245 º - será que consideram os seus munícipes idiotas? (e há bons exemplos, caso de fronteira, 20º, reguengos de monsaraz, 23º, os únicos na lista dos primeiros 30) - talvez não seja importante este processo de transparência, talvez ninguém ligue a esta coisa; segundo , transpondo a ideia para a escola fico curioso sobre que informação surge nos portais de escolas e agrupamentos, que utilidade, que indicadores, que referências, que utilidade para quem não é da escola ou para aqueles que sendo precisam de serviços; o que saberá o público em geral e os u...

e no meio

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no meio da flexibilidade curricular, do crescente papel (e protagonismo) municipal na educação e na escola e eu pergunto, quem une os pontos? as estruturas desconcentradas do ministério da educação, as ainda conhecidas como direções regionais, estão vazias (de poderes e de pessoas) desde há coisa de 4 ou 5 anos a esta parte; quando existiam não existia diretor que delas não dissesse mal (controleiros) e público que nãos as apontasse como espaço de boys; desde que entraram em esvaziamento que alguns sentem a sua falta, face ao vazio, uma vez que a escola fica entre pontas, o micro local e o macro sistema educativo, no meio, nada quem regula o regional (ou não é necessário?), lê e interpreta indicadores regionais, processa a articulação de redes, a formação de parcerias, dá voz nos conselhos municipais de educação; aparentemente tudo aponta para que as ccdr's venham a ser protagonistas do processo, mas, até lá e durante este vazio, estão por sua conta e risco, o único ...

Desconcertante

Mais do que andar "arreliado" com algumas das minhas nas turmas, no sentido de procurar estratégias e metodologias de trabalho do aluno, também me sinto algo desconcertante com as mesmas turmas; Dois grupos com quem não me tem sido fácil, nem aos restantes professores, identificar estratégias de envolvimento e trabalho do aluno; Percebo que eles mesmos, os alunos, assumem hoje outras formas de gerir a sua relação com os professores, com a escola, com os colegas, com o trabalho escolar; São formas mais, direi, descontraídas, descomprometidas; Arreliam os professores, perante a dificuldade de identificar formas de trabalho que os envolvam, Preocupam pais, pelo ar despreocupado quando não descontraído com que assumem as suas responsabilidades, Depois, entre umas coisas e outras, dois grupos apresentaram ontem trabalho de projeto; Um quase excelente, outro quase extraordinário; E eu, professor, como fico no meio da dinâmica da qual não dou conta mas que tem result...

curso

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apesar de curso não se irá ensinar (quase) nada; amanhã, a abrir, David Justino e José Verdasca; dois olhares sobre uma mesma situação, o sucesso do aluno e os modos de a escola se organizar; têm os dois o mesmo defeito (entre outros) são ambos de economia, da área da gestão com assento na educação; têm os dois uma mesma virtude, entre outras, sabem o que dizem, percebem do que falam; se conseguirmos pensar juntos seria uma coisa interessante e mais interessante ainda se tirássemos ilações em conjunto; começa amanhã; escola secundária de montemor-o-novo; no âmbito da formação de professores, no qual está acreditada na modalidade de curso de formação, as inscrições foram largamente superadas; em termos individuais, quem quiser que apareça;

o diretor de turma

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cada vez mais me apercebo do papel e da dimensão determinante que o diretor de turma (DT) pode/deve ter perante, essencialmente, os alunos; o DT é visto e está manifestamente sobredeterminado na sua dimensão burocrática e administrativa (justificar faltas, acompanhar absentismos, preparar reuniões, recolher tabelas, grelhas, matrizes, preencher tabelas, matrizes, quadros, grelhas, responder a indicadores); o DT é um faz tudo - é professor, orientador, por vezes psicólogo, assistente social, familiar, padre ou missionário, amigo ou ouvinte, ou apenas uma pessoa, por vezes um profissional; e eu gosto disto, reconheço; no que me diz respeito tentei, já por diversas vezes, instituir-me como coordenador de uma equipa de docentes; falar de estratégias de abordagem ao aluno, de promoção (individual e coletiva) do sucesso; diferenciar situações (metodologias, estratégias, opções), isto é, tentei re construir currículos em função dos docentes e das turmas; das vezes que tentei fiquei se...

o papel dos pais/encarregados de educação

ontem reunião com pais (mães)/encarregados de educação; como gosto, casa cheia, faltou uma encarregada de educação e com justificação; e dizem que a família não se interessa... tá bém tá; grande questão, coletiva, geral, de mães e professores, o que fazer ao desinteresse, ao alheamento, à indiferença dos alunos perante o trabalho escolar; já contava, de um ou de outro encarregado de educação, com a questão, mas não de forma tão geral como acabou por acontecer; e a grande questão é mesmo esta, como despromover o desinteresse, o alheamento ou a indiferença que muitos colocam à escola e ao trabalho nas disciplinas, em particular; não há milagres, como não há soluções únicas - hoje resultam, amanhã nem tanto, naquele aluno sim, no outro não e num outro antes pelo contrário; não sei qual é a solução, mas sei que terá de ser um trabalhado partilhado entre família e escola; a questão é que a escola é ainda muito rígida nos seus procedimentos, na sua organização - é quase impne...

Desculpas

e, o mais das vezes, esfarrapadas... o meu filho trabalha na área dos recursos humanos (começa pelo entrecosto); hoje chega a casa e pergunta-me se aprendemos as desculpas na escola? Como assim? É que uma funcionária deu uma desculpa típica de quando eu andava no secundário, que estava doente, enquanto no Facebook colocou uma fotografia a almoçar com amigos... pois, na escola também aprendemos a mentir, a dar desculpas esfarrapadas, a considerar que o(s) outro(s) é (são) parvo(s); Lá lhe disse que um dos problemas passa, não por dar desculpas esfarrapadas, mas em aceitá-las...

Fomos ao teatro

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Se me perguntarem fazer o quê direi que... ao teatro, pronto; aparentemente organizado pelo grupo de inglês, mas os colegas do grupo pouco mais sabiam que eu (ou não sabiam mais que eu); Apesar da peça ser em inglês; sensibilização pela língua? A peça nem sequer era de Shakespeare; Mas pronto, uma manhã diferente...

da integração e da divisão

um dos objetivos da escola passou (e passa) pela integração das populações numa cultura comum - cultura aqui entendida pelo conjunto de práticas, língua, normas e regras do coletivo; na escola, numa qualquer sala de aula, rapidamente se dá conta da diferença de origens dos alunos, das aldeias e da cidade, do rurais e dos urbanos, de cultura livresca ou cultura prática; nada de monta daí decorre, a não ser as vantagens, desde que trabalhadas, das diferenças que nos constituem; mas tenho dado conta do modo como alguns municípios asseguram que as diferenças entre freguesias rurais e urbanas, do campo ou da cidade, daqui e dali não se esbatam; municípios que apostam no fosso existente, nas rivalidades de alegrim e manjerona, nas diferenças entre pequenos e grandes para se perpetuarem, para que culpem outros, para que outros sejam apontados pela sua inépcia; até quando a escola, enquanto instrumento de integração cultural e social, serve a alguns para criar e acentuar as divisões ...