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abril

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na sequência da entrada anterior, mais um apontamento, cujo texto completo está aqui;

a escola e abril

A escola teve um papel fundamental na cristalização de ideias e modelos, na naturalização de situações [inerentes à ideologia do Estado Novo]. e mantém muito de uma aparente contradição esquizóide;

O trabalho escolar ora é visto na fronteira do lúdico, ora como desiderato de exigência e rigor.

Ora é considerado como elemento de mobilidade social, ora castigo pessoal por via da falta de empenho e/ou de vontade.

Ora nos carregam com objetivos, metas, competências ou indicadores, típicos de lógicas neoliberais, ora apelam à consciência de um perfil humanista (p. 6).

Ora nos orgulhamos dos resultados alcançados, do percurso feito, ora nos sentimos constrangidos pela persistência de um analfabetismo que, apesar de estarmos no século XXI, ultrapassava, em 2011, os 5%.

Ora a escola é vista como local de exercício de autonomias, com profissionais reflexivos e empreendedores, ora é vista com…

contradições esquizoides

o texto completo está aqui, por aqui duas notas sobre o 25 de abril

primeira, sobre a referência que

O país (...) tinha produzido uma pequena e idiossincrática utopia de contenção e moderação, de costumes cinzentos e brandos, de honradez na pobreza em cenários pacatos de ruralidade numa tensão representativa contraditória, para não dizer esquizóide.

Por um lado, os portugueses eram passivamente transparentes, invisíveis nas paisagens líricas de aldeias de xisto, granito, ou cal, satisfeitos na sua contida pobreza, comedidos, sem ímpetos de melhoramento e auto-superação, murmurando fados, tangendo guitarras em tom menor, não se envolvendo em rixas, (...). 
Por outro lado, eram os grandes heróis do mundo, os pioneiros, os mais fortes, os mais humanistas, os mais compreensivos, os mais interactivos, em suma, os primeiros e os melhores. 
in Bastos, C. 2017. Utopias, portais e antropologias urbanas: Gilberto Velho em Lisboa. In. Análise Social, 222, LII (1.º), pp. 162-174

Abril - sempre - Abril

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transcrevo, por que é abril, um apontamento meu publicado hoje no ComRegras;

a escola precisa de ser reinventada e re criada; arriscar e experimentar novas modalidades de apoios, outras estratégias de ação, outros métodos de trabalho, outras formas de organizar [o conjunto escolar e educativo].
torna-se essencial (re) definir o lugar da escola no contexto social, recriando-lhe sentidos e propósitos, redefinindo-lhe objetivos e estratégias, repensando currículo e programas, re equacionando as suas relações com o contexto.
Só assim poderemos enfrentar o insucesso, assente esmagadoramente no desinteresse, no alheamento, na indiferença que a escola e o trabalho escolar coloca à generalidade dos alunos. 
mas também só assim, redefinindo o lugar e o espaço social da escola poderemos gerir as situações de indisciplina, orientar os comportamentos mais desviantes e procurar, outra vez, como se abril fosse hoje, formar pessoas e não apenas dar cumprimento a indicadores - são importantes, mas escas…

em vésperas de abril celebrar abril

hoje e sempre,
amanhã e depois,
dia a dia para não esquecer
a necessidade de ultrapassar ideias e banalismos, lugares comuns que conduzam ao esquecimento ou à indiferença
fazer e construir abril
sem esmorecer