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palavras

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na passada sexta feira, sem saber nem contar, acabei o dia a ouvir o secretário de estado da educação, joão costa, a falar sobre flexibilidade curricular;

gostei e, sem querer dar uma de professor que passa quase sempre por apresentar um mas... (entre dificuldades e limitações do que quer que seja), destaco duas ideias que ali ouvi;

o papel do professor na gestão da flexibilidade curricular;

os (novos) sentidos da profissionalidade docente;

alguém comentou que a questão não se irá colocar nem pelas políticas, nem pelos professores, a grande questão passa mesmo pela organização e gestão das escolas; aí é que a coisa vai "trocer";

mas, em letras mais pequenas, acrescento o meu mas...mas esta flexibilidade pouco difere do que foi a área escola; que todos acabaram a contestar; 
a flexibilidade não pode, nem deve acrescentar trabalho ao professor; deve, isso sim, identificar formas, mecanismos e estratégias de localmente se flexibilizar a organização escolar; este o grande desafio…

+ democracia

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recebi o questionário referente ao modelo de gestão para as escolas do básico e secundário;

a grande questão é mesmo de feitio e não de modelo, digo eu;

as diferentes questões remetem para duas áreas que dificilmente se conseguem equilibrar, a não ser por opções assumidamente políticas - isto é, escolhas das pessoas;

uma na área do modelo de gestão enquanto modelo de política educativa, uma outra quanto ao exercício e aos modos de ação pessoal/individual do gestor;

e, no meu entendimento, parte e mistura dois pressupostos que não são fáceis de conciliar;

um diz respeito ao caráter e à personalidade do diretor/gestor que, por razões de controlo, se afirma entre um cargo unipessoal e outro colegial como se isso fosse remédio para os devaneios de muitos;

segundo mistura órgãos de topo com órgãos intermédios, misturando nessa ideia, lógicas e modelos de gestão - aqueles que consideram a escola enquanto sistema público de ação coletiva, e aqueles outros que equiparam a gestão escolar a um…

Diretor ou executivo

A partir de um texto de hoje no públicoestá montada a discussão sobre os modelos de gestão para a escola pública nacional;

Sinceramente, sinceramente considero que não há modelos perfeitos;

E os cargos, os órgãos são aquilo que as pessoas dele fazem;

Sei de diretores que agem e se orientam como se estivessem num conselho diretivo/executivo sem daí vir mal ao mundo;

Conheço diretores que são assumidos déspotas que utilizam o silêncio (e o medo) como modelos de gestão;

Sei de órgãos (conselho geral ou pedagógico) que assumem as suas funções e cumprem os seus objetivos;

Sei de executivos que desde sempre agiram de forma autocrática;

Reconheço que o modelo de eleição atual não será o mais adequado - muito por culpa dos corpos ou do colégio eleitoral onde se corre o risco de acontecer o que recentemente aconteceu nos EUA, ganhar aquele que menos querem;

Contudo, não sei se o problema será do sistema ou simplesmente do funcionamento dos órgãos - onde grandemente se sente a desvinculação das…

atores

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perguntaram-me como correu o colóquio em Braga, respondo que dá sempre para ouvir coisas novas ou, pelo menos, diferentes;

respondem-me com o modelo pré fabricado e previamente definido, antes montado e quase sempre disponível, pois o problema é a inspeção que condiciona tudo e todos;

respondo, assim a modos que, que a inspeção é um dos atores, de entre muitos que intervêm e condicionam a ação escolar e educativa; sublinho, um de entre muitos;

acrescento eu, desculpa fácil essa a da inspeção, talvez não a mais forte, pelo que percebo por muitos lados, os pais têm bem mais peso que a inspeção;

adequação / desadequada

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uma das coisas às quais me procuro adequar (e habituar) na mudança de poiso diz respeito ao conjunto de normas, aos critérios, aos processos e procedimentos de uniformização administrativa existentes;

por muito incrível que possa parecer a muitos, os procedimentos (tipificação, execução, padronização, processamento) diferem significativamente de sítio para sítio, de setor para setor, de instituição para instituição;

o que me espanta é a manutenção de procedimentos (regras e critérios) que são oriundos do século passado, de um tempo em que, por exemplo, as atas eram escritas à mão;

em muitos sítios e de muitos modos, transposeram-se regras e normas de elaboração de uma ata à mão para o século xxi, quando são feitas em suporte digital; passou-se por cima do tempo da máquina de escrever e mesmo do pc, mas mantém-se regras só por que sim;

porque não consultar as normas existentes? porque não equacionar que o mundo mudou desde o tempo da ata escrita à mão?

sessão solene

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ontem lá inaugurei, de forma efetiva e prática, o meu novo ano letivo;

ao mudar de escola procuro ir para ver e ouvir, aprender e pensar sobre mim mesmo; é certo que tenho ideias (muito) próprias e arreigadas sobre a escola e sobre a educação, é certo que o meu feitio me leva a questionar, quando não mesmo confrontar situações, mas quero ouvir, ver e apreciar;

e ontem ouvi duas coisas que destaco da boca da minha diretora na sessão geral;

a referência, quase que de passagem (un passant ficava melhor), ao gabinete de apoio e prevenção à indisciplina; objetivo, acolher alunos que não conseguem estar em sala de aula (sic); nos tempos que correm parece que não há escola que não tenha coisa desta;

o apelo feito ao trabalho colaborativo, a retomar o que, segundo ela, se perdeu com a avaliação de desempenho, a camaradagem, a partilha, a colaboração; mas perdeu-se ali como na generalidade das escolas e agrupamentos deste país; é que, para a generalidade dos docentes dizer e falar de trabalho…

nova direção

está disponível na página do agrupamento da qual faço parte, vendas novas, a nova direção, isto é, caminho para onde se pretende ir . pelo menos a novel diretora, pois claro;

de modo a não passar totalmente despercebido aqui deixo o link para

o projeto de intervenção - em vigor nos próximos 4 anos
e
respetivos anexos - em vigor até ver

remate final, afinal os santos da casa fazem milagres - ou, pelo menos, pede-se-lhe que façam por isso;

Os resultados

E foi a eleição para a diretora do meu agrupamento; Tive os votos para os quais trabalhei, zero; é duro perceber que me dão zero, mas a realidade é isto mesmo, não há que contornar;Não passo à oposição porque, considero eu, na escola não deve existir oposição, quanto muito divergências, mas passo ao simples anonimato, à indiferença de tudo e de todos, ao simples individualismo;  é aí que devo estar; Regressa-se a uma ideia de poder e autoridade, ao mando, quero e talvez possa, a um passado pretensamente de ordem e disclina; O futuro o diráA vida continua

Parvo

Obtém escrevi sobre o processo concursal para diretor de escola/agrupamento, hoje acrescento;Apresenta-se um projeto que deve reunir ideias e ações, objetivos e indicadores do que se pretende e do que se quer alcançar; Apresenta-se o currículo, feito de histórias e opções, escolhas e sentidos de vida dando conta do que fizemos e de quais as competências para o que nos propomos; Exige-se formação na área feita sempre por conta e risco de cada um, independentemente dos níveis, graus ou títulos que possa conferir apesar disso mesmo, a formação, ser factor de diferenciação social e económico; Depois vota-se, manda-se à merda tudo o que ficou para trás e escolhe-se livremente; Então para quê tudo o resto?

da necessidade

democraticamente não há sistemas perfeitos; todos têm os seus quês, se não é para uns será por causa de uns; 

a eleição para diretor de um agrupamento de escolas, pelo definido na legislação, serve dois ou três propósitos; 

dar voz a todos quantos têm interesses na escola; 

legitimar lógicas e princípios de pseudo competência; 

validar os processos nacionais, pelos quais se orienta e enquadra, afinal, um diretor geral também é assim escolhido; 

justifica-se? será o mais adequado ao contexto escolar e/ou educativo? é sério perante os interesses e como eles se jogam no local? será ele efetivamente representante dos interesses?

talvez sim, talvez não, mas é o que temos e é com o que temos de viver...

da entrevista

e lá fui à entrevista, lá estive, com o guião a servir de leitura e uma pergunta solta; 

cinco pessoas, as que reconheci, duas docentes, uma representante do pessoal assistente, um elemento do grupo dos cooptados e um outro que não sei, apesar de não ser rosto estranho, se do município se da associação de pais; 

rostos constritos, quando não mesmo comprometidos; nota-se tanto que até digo, meu deus...

curiosos mas sem ser surpresos; orientados? decididos? 

pergunta solta, caso perca está disponível para trabalhar com quem ganhar? obviamente que não, umas vezes ganha-se outra-se aprende-se - e eu tenho aprendido tanto que sou mesmo teimoso;

dúvidas, incertezas e caminhos

a minha escola está em processo de concurso para diretor do agrupamento desde meados de maio; 

por esta altura, acertam-se agulhas quanto ao final do ano letivo que, coincide em tudo, com a preparação de um novo ano letivo; 

realizam-se reuniões, organizam-se documentos, prestam-se contas de coisas que ninguém sabe se serão estas ou outras, se ficam ou se mudam; 

reconheço (PUBLICAMENTE) o excelente trabalho e em particular o profissionalismo daqueles colegas que ficaram com o menino nas mãos - estão de parabéns; 

mas há quem não perceba nada de administração educativa nem de gestão escolar (será que perceberão que são coisas distintas?) e atrase tudo; certamente com as melhores e mais plausíveis justificações; 

será que contam ser chamados a rever documentos e a reformular orientações?

perguntas

no contexto do concurso para diretor do meu agrupamento fui hoje informado da entrevista e do guião que a suporta ou orienta;

sinto alguma vontade de o colocar por aqui, mas não, aguardo que a coisa decorra e escorra e então logo verei; 
direi que são perguntas para a qual o pessoal já sabe ou já tem uma resposta; 
então, como costumo dizer aos meus alunos, se sabe para que é que pergunta???????

das conversas

sou candidato a diretor do meu agrupamento; 

não há nem parece que haja ou venha a existir qualquer debate ou troca de ideias ou esclarecimento sobre opções, sentidos, princípios ou o que seja; cada um tem aquilo que faz por merecer; 

mas vou dando conta disso sempre que posso, mostro disponibilidade, não crítico, nem sequer comento os outros candidatos, conheço-os pessoalmente não conheço as ideias que apresentam e que selecionaram de entre aquelas que transportam, de resto à semelhança da minha pessoa; 

mas há duas ideias que acumulo; 

não estou nem vou nem pelo mando, pelo poder, vou pela decisão, pela troca de ideias entre todos, pela identificação de pontos que não têm de ser de consenso, claramente difíceis ou mesmo impossíveis mediante o alargamento de lógicas, princípios e interesses que pululam pela escola; depois não vou nem estou por horários, meus ou de outros, do grupo ou do departamento; estou pelo coletivo, por todos e não por alguns; se isto não são diferenças, porra digam…

democracia, debate, informação, decisão

tenho pena que algumas escolas (con)vivam menos bem com as questões da democracia e participação; 

a propósito do procedimento concursal para diretor do meu agrupamento, é pena que os projetos e as propostas não sejam conhecidas de todos; 

de igual modo é pena que não se aproveitem os candidatos para que se troquem ideias, debatam opiniões e opções, se construa um conhecimento mais fundamentado do que será o nosso futuro; 

assim, sem discussão nem troca de ideias, cada um fica na sua e todos perdemos um pouco...

vítima de mim mesmo

tenho andado a pensar se escrevo ou não a posta que escrevo; 

he, seja o que for pois de besta não passo e a bestial não chego; 

há quem acuse e aponte culpados; há quem dê desculpas, mais ou menos esfarrapadas; há quem apenas não dê conta do que se passa ou do que acontece, como se fosse indiferente ao que o rodeia; 

por mim, digo que sou eu mesmo o culpado das merdas que me ocorrem, sou vítima de mim mesmo - até daquelas vontades outras de me levantarem processos disciplinares, pelo menos vontade não falta e que lhes dou mais vontade; 

sei que não serei o próximo diretor do meu agrupamento (não terei votos para isso, não estou assanhado a fazer propaganda e campanha, por minha culpa, desbocado, irreverente, tenebroso, entre tudo o que mais de mim dizem);  

assim, sou culpado por assumir (em algumas coisas ou situações) uma capacidade de análise um bocadinho à frente; culpado pela formação que me permite perceber como nos movemos e movimentamos, culpado por gostar de ver como as pessoas s…

candidatos e posturas

ao cargo de diretor do meu agrupamento apresentaram-se, para além da minha pessoa, mais duas candidatadas; 

não conheço o projeto, mas, uma melhor que outra, conheço as pessoas; obviamente que não me estico a fazer campanha, ficaria menos bem; 

mas há que destacar os procedimentos adoptados na candidatura para que daí se infiram posturas e posições; 

uma disse sempre que não se candidatava mas lá se candidatou, de resto como todos o afirmavam (menos ela); 

outra guardou a mão até ao fim, como se tivesse poker e a coisa ganhasse pela surpresa; 

ilustrativo ou não das posturas e do que uma e outra nos reserva?

A escola vale a pena

o projeto de intervenção que apresento ao conselho geral do agrupamento de escolas de vendas novas 



tenho consciência que:

os nossos filhos (e os projetos e as ideias) são sempre bonitos, zelosos, maravilhosos - mas nem sempre é assim, vimos virtudes, mas também há defeitos; 

que as ideias e os projetos são sempre preteridos perante aquilo que pensamos e consideramos das pessoas - e, assim, sei que mais que as ideias, valem as pessoas e eu, enfim, enfim...

concursal

e pronto, ia escrever que abriu a caça, mas não, foi mesmo o dito cujo procedimento concursal para a minha escolinha;

obviamente que me apresentarei ao dito cujo, mais não seja por simples coerência, eu que tenho dito e defendido que há mais formas de esfolar o coelho, que as inevitabilidades são evitáveis, que os becos têm saída e que os sentidos únicos têm alternativas;

que os votos ditem as opções

Dúvidas e mais dúvidas

tenho escrito nos meus apontamentos que, caso me apresente a candidato ao meu agrupamento, há equilíbrios a restabelecer; entre o quantitativo a que somos obrigados e as lógicas afetivas, que carateriza a escola; entre as metas e os objetivos que nos impoêm e as dimensões relacionais que carateriza a sala de aula; entre a diferenciação a que temos de apelar, por via das múltiplas heterogeneidades e a uniformização dos exames e dos processos de regulação externa, entre a autonomia individual e funcional das práticas profissionais e o controlo democrático (ou muito pouco democrático) a que somos sujeitos; entre a vontade que os professores têm de não serem incomodados na sua prática e na sua ação e as constantes interferências a que somos chamados; entre o prolongamento da escolaridade obrigatória para todos com o pouco interesse de alguns; como conciliar estas situações? que pontos de equilíbrio identificar? estes talvez sejam os grandes desafios;