uma questão de silêncio
em fim de semana reconheço que hesitei em escrever sobre o silêncio; em tempos marcados por um ruído crescente, com fontes de ruído tão diversificadas quanto cada cabeça, falar de silêncio quase que pode ser contraproducente; mas cá fica o meu silêncio; silêncio para destacar o problema de grande parte (mas não de todas) as chefias, dos chefes; sejam eles governantes nacionais ou locais, diretores disto ou daquilo ou simplesmente da escola/agrupamento; há um momento em que o chefe se envolve, implica, participa, está no meio de nós; há, diz-se por aí, um qualquer estado de graça que faz com que o chefe oiça o que lhe é dito; são as enchentes de gente depois das vitórias, do reconhecimento e da assunção dos poderes; nestes momentos é bom ouvir, se é que ouvem alguma coisa; depois as medidas tardam? é por andar a conhecer a casa; as medidas falham? precisa-se de tempo; não obedecem às orientações? por que há, dizem, resistência à mudança; ao fim de algum tempo, os chefes m...