um dia do pior

ele há dias e há dias, há coisas e coisas

banalidades do nosso quotidiano educativo e escolar,

um aluno que se porta mal, atinge aquele número de faltas disciplinares que implicam moenga;

chama-se a encarregada de educação que pergunta o que é que a escola faz para captar e aliciar o aluno (palavras da própria); acertam-se procedimentos e define-se a ação a tomar;

tem de se dar conta e conhecimento à diretora, afinal será ela que decide se aceita ou se concorda ou se antes pelo contrário,

de permeio é a psicóloga que precisa urgentemente de informações, contactos de uma encarregada de educação por causa da aluna; e tem de ser já, imediatamente, sim chefe...

depois é a chefe que chama, afinal que se passa com a turma da qual sou o diretor, lá dou conta, faço o ponto de situação...

no final da conversa diz-me que um colega se sente insultado por não lhe ter dado conta da visita de estudo que se fez neste mesmo dia; dar conta, até dei mas à diretora de turma, mas pronto, se sente insultado olhe... temos pena (mas não tenho);

entretanto eram duas da tarde e ainda não tinha comido nada, experimento uma empada, fica a meio, sou chamado para dizer por onde anda uma aluna; lá digo e tento regressar ao bar

tento, a meio caminho pedem-me mais isto e mais aquilo, e há quem me alerte para uma reunião que já começou, a empada estará à espera, espero...

reunião disto e sobre aquilo, mas não recebeste o e-mail? não, de certeza? de certezinha, confirma-se nem eu nem muitos outros dt's, então faz-se um rewind...

a meio pergunto, mas, afinal, o papel do dt é trazer informação e levar grelhas? é de carteiro? e dizem-me que sim, certo, pronto, mais uma

e ainda não são 4 da tarde;

termina a reunião, reunião à porta da sala com a professora vítima dos acontecimentos do aluno com a qual comecei a escrita, rosário de comentários, críticas e faz-me uma pergunta que me desarma, manel, que fazer a estes alunos?

pois é, hoje, não sei, amanhã vou ver

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