comportamentos, urbanização e ruralidade - o esticar a corda

os comportamentos e as relações estão muito dependentes de contextos, em particular se soubermos gerir os contextos;

não tenho o mesmo comportamento em casa, na taberna da aldeia, na sala de profes ou em sala de aula; os miúdos também não e, na generalidade dos casos, em particular os mais carentes, e por muito incrível que possa parecer não sabem gerir contextos nem comportamentos; é um pouco como aqueles que crescem demasiado depressa e que depois se nota a falta de coordenação;

isto para referir que já passou por mim, mas não tenho fundamentos, pensar na dinâmica de urbanização dos concelho do interior desta minha região e das implicações e interferências que tem nas relações escolares; 

isto é, as relações mais rurais, oriundas de um tempo e de um contexto agrícola, são marcadas, na generalidade (não caio em generalizações sempre abusivas) por elementos de dependência, quando não mesmo de subserviência, onde o estatuto de cada um era definido pela nascença e pela profissão;

a progressiva e acentuada urbanização do interior faz com que essas relações se alterem e tornem mais urbanas, marcadas por processos de horizontalização social (os pobres também vestem marcas, usam iphones, etc) se diluam as diferenças de nascença e, as relações sociais passem a destacar processos de negociação, quando não confronto e reivindicação,

são processos que na escola se acentuam significativamente; a escola é um contexto onde ainda que predominem os grupos (de origem social ou económica, de vizinhança ou influência) se diluem modelos e valores e ocorre uma maior horizontalização de ideias e práticas, de vivências e convivências;

e têm repercussão na sala de aula, onde os docentes têm de gerir novos desafios e outras lógicas de relação; antes o professor era autoridade inquestionável (ainda o é para a generalidade dos pais), mas não para os alunos que disputam contextos e protagonismos, recusam processos de conformidade e obediência e disputam o espaço, desafiam todos para processos negociais e depois há a indisciplina de conformidade;

mas isto é apenas uma divagação opinativa, carece de elementos;


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