sinto elogio

há dias, em amena conversa de sala de estar com um colega de lides de há muito, muito tempo, ouvi aquilo que senti como elogio; não sei se foi dito nessa perspetiva e menos ainda se era essa o objetivo; mas foi o que senti;

trocavamos ideias sobre o nosso percurso pós graduado, onde ambos cumprimos o que podemos, ser doutorados, eu numa área, políticas e administração educacional, ele numa outra área, a das interculturalidades;

no meio da conversa um ou outro apontamento sobre as aulas, o reflexo que o percurso de cada um exerceu e implicou no nosso trabalho letivo; vai daí e ele diz-me que eu, apesar do meu percurso, nunca perdi o sentido da história, enquanto para ele a história foi ficando lá para trás, para a história;

sinceramente, ouvi isto e senti em mim mesmo uma qualquer espécie de elogio;

primeiro por que adoro história, não abdico desse objeto que me ajuda a perceber onde estou e por que aqui estou (individual e coletivamente);

depois por que, nos tempos presentes, é a história a mais preciosa ferramenta para perceber o que são os tempos, cruzar informações, ouvir com sentido crítico e analítico o que nos é dito e como nos é dito;

senti-o como elogio;

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