resultados e processos

há uns anos atrás um chefe que tive virou-se para mim e apregoou clara e assumidamente em tom menos bom

és um tipo de processos e não de resultados;

na circunstância não retorqui, considerei que não era o contexto; depois tive oportunidade de trocar ideias com ele (pessoa de quem muito gosto);

efetivamente não há resultados sem processos, são estes, no meu entendimento, os elementos determinantes não apenas para obter resultados mas, particularmente, para consolidar resultados;

o processo de promoção do sucesso tem passado, em excesso, no meu entendimento, pelos indicadores de resultado, minimizando processos (ainda que estejam presentes, mas não lhe concedem o lugar de destaque e de prevalência que considero mais necessário);

aparentemente a coisa ir-se-á manter, sucesso pelos indicadores de medida, pelos objetivos alcançados, pelas medidas comparativas - afinal o meu antigo chefe é um dos responsáveis pela promoção do sucesso;

e eu pergunto,

não seria tempo e oportunidade de o local pensar os processos como forma de otimizar resultados?

não seria oportuno pensarem-se formas de nos organizarmos, em função de desafios, oportunidades e contextos?

não será tempo de se equacionarem e experimentarem (com avaliação e aferição) formas mais flexíveis de resposta ao insucesso, ao desinteresse, à indiferença, à falta de sentidos escolares e sociais?

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