excesso de presente

antecipando um pouco o artigo que surgirá no ComRegras da próxima segunda feira (algo provocador, digo eu), pergunto eu aos meus botões;

não estará a escola portuguesa marcada excessivamente pelo presente?

não estaremos nós (pelo menos os docentes) a desvalorizar, senão mesmo a esquecer, o passado que aqui nos trouxe e o futuro que queremos para os nossos alunos?

não estarão as minudecências do quotidianos, sempre imediatas, sempre urgentes, sempre sôfregas a consumir energias e preocupações que deviam ser reservadas à nossa cultura escolar e profissional?

não estaremos nós tão embrenhados nos processos e procedimentos administrativos (da direção de turma, dos percursos não regulares, do cumprimento de indicadores, do preenchimento de plataformas, de reuniões disto e para aquilo) a esquecer que o futuro também se desenha, que os sonhos também fazem parte dos nossos alunos, que afinal trabalhamos, os professores, ~em função do futuro e não para o presente?

estarei eu equivocado, enganado, a ver mal ou simplesmente a olhar e a sentir uma qualquer coisa que, afinal, não existe?

Comentários

Eu diria mais. Não estamos todos demasiado preocupados com o nosso umbigo, com tricas internas dignas de uma qualquer novela mexicana?

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