+ democracia

recebi o questionário referente ao modelo de gestão para as escolas do básico e secundário;

a grande questão é mesmo de feitio e não de modelo, digo eu;

as diferentes questões remetem para duas áreas que dificilmente se conseguem equilibrar, a não ser por opções assumidamente políticas - isto é, escolhas das pessoas;

uma na área do modelo de gestão enquanto modelo de política educativa, uma outra quanto ao exercício e aos modos de ação pessoal/individual do gestor;

e, no meu entendimento, parte e mistura dois pressupostos que não são fáceis de conciliar;

um diz respeito ao caráter e à personalidade do diretor/gestor que, por razões de controlo, se afirma entre um cargo unipessoal e outro colegial como se isso fosse remédio para os devaneios de muitos;

segundo mistura órgãos de topo com órgãos intermédios, misturando nessa ideia, lógicas e modelos de gestão - aqueles que consideram a escola enquanto sistema público de ação coletiva, e aqueles outros que equiparam a gestão escolar a uma gestão empresarial;

considero que a democracia tem as suas ferramentas próprias para resolver os problemas que ela mesma coloca - participação, deliberação, envolvimento, implicação;

e que a grande moenga das escolas é similar à moenga do país, indiferença, alheamento, desinteresse; isto é, grande parte dos profes estão desligados das dimensões mais coletivas da sua profissão; não é por mal, é apenas por desinteresse;


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