sobre a mudança em na escola

na continuação do que antes escrevi, considerar a metáfora entre professor e treinador, deixo agora uma outra sobre a mudança em educação

tal como a indisciplina, também a mudança está cheia de teorias e de teóricos; teóricos a justificar a manutenção, aquilo que alguns classificam de RAM, resistência à mudança; 

não se muda por dá cá aquela palha; a mudança tem de representar (individual e pessoalmente) um sentido e uma oportunidade; e, não menos importante, um equilíbrio sobre os riscos entre o ficar e o mudar; se o equilíbrio não tender para a mudança, não se muda; 

mudar implica partilha, uma qualquer forma de partilha, social, profissional, pessoal, cognitiva, monetária, and so on; sem que se perceba isto, não se muda; 

mudar na escola implica, no meu (i)modesto (des)entendimento, duas circunstâncias onde, uma e outra, pouco dependem de iniciativas individuais ou voluntaristas: 

mudar a sala de aula - dinâmicas, métodos, relações, composições, conteúdos, programas, currículo... em suma uma lógica de organização do trabalho do docente; 

e

mudar rotinas, processos e procedimentos que, criados no século passado quando existia uma escola que hoje, por muito que se queira, não existe mas onde as rotinas permanecem, refiro-me a atas, reuniões, objetivos, registos, que hoje não se compadecem com lógicas do século passado; 



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