da saúde mental

estava para ter uma outra designação, este meu post;

ao entrar, no feed, dei com a peça a saúde mental dos jovens, do zé morgado e não resisti;

por que é mesmo de saúde mental que se trata;

13h30, sala de professores do AE por onde ando;

entra uma colega perfeitamente desorientada, quase que "desaustinada", ao qual, quem estava, quase que em coro, pergunta, mas o que se passou P.;

uma turma de homogeneidade relativa, um CEF, cujo resultado foi um processo de autêntica depuração negativa de turmas de 3º ciclo, juntos, ao molho e claramente sem fé em nada, nem em coisa nenhuma;

a colega dá conta do alvoroço, da algazarra, da desconsideração, do não reconhecimento nem a uma das chefes; da impossibilidade e incapacidade de se fazer o que seja;

um conselho de turma deixado a si, ao salve-se quem puder, acrescido de diatribes de planificações, gralhas e coisas que tal que ninguém utiliza, que para nada servem, que em nada se adequam àquele grupo (direi, àquele molho de pretensa gente);

qual a sua justificação? que homogeneidade esta? que papel aos diretores que optam por estes caminhos, aos conselhos de turma que com eles lidam, aos professores que com eles não conseguem trabalhar?

não tenho dúvida que ou existirá um equilíbrio (não sei a que custo e/ou que valor) ou existirão problemas de saúde mental dos professores;

requere-se uma outra organização escolar e pedagógica, um outro acompanhamento e enquadramento de docentes nestes conselhos de turma, uma outra flexibilidade administrativa, um outro rigor pedagógico;

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