algum espanto

foi o que senti depois de ver uma aluna que desde janeiro passado que não vinha à escola, pretensamente teria ido para uma outra;

afinal, estava ali à minha frente, a esticar-me o rosto para troca de beijos, a perguntar se nos encontramos na próxima terça feira em tribunal, por via do processo de abandono, que este ano é que era;

espanto, surpresa;

não são más pessoas, são cordatos, dentro da sua rudeza têm educação, mas andam desorientados, por vezes iludidos em sonhos ou meras efabulações;

a escola precisava de ter outros recursos, outras condições para conseguir dar resposta de apoio escolar, pedagógico, mas também social, pessoal e não dá;

ganham-se números, perdem-se pessoas; e na juventude, pelas escolas, perdem-se em excesso pessoas que podiam ter um outro enquadramento;

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