excessos

costumo dizer, por casa e aos alunos, que tudo o que é demais cheira e faz mal;

desde o simples cigarro ao mais forte amor, se em excesso um e outro podem matar;

o problema é que a escola, as escolas que conheço, entenda-se, estão cheias, carregadas de excessos;

os últimos governos têm atirado para cima das escolas (diretores e docentes) procedimentos que, na minha leitura, mais não pretendem que saturar tudo e todos, a pretexto de duas situações, por tudo e por nada;

ora são indicadores disto e daquilo, para isto e para aquilo, ora são regras e procedimentos "apenas" (está entre aspas) para salvaguarda de todos e de cada um, ora são caminhos únicos para os quais não existem alternativas, como se fossemos todos muito burros e muito parvos; não somo pois não?

e a coisa é que estas solicitações têm sido desdobradas e e multiplicadas pelos docentes;

os rigores e exigências administrativas, muitas com o rótulo simples e simplista de pedagógicas, adquirem contornos pouco percetíveis e nada claros para quem quer clareza e objetividade,

é o que menos acontece, e o pessoal farta-se, mas poucos, muito pouco, por onde ando e tenho andado, comenta, faz, come e cala como se não existissem mesmo alternativas, outros modos de fazer a coisa;

será que não há?

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