a estatística e a regulação social

os estudos (sejam eles de base estatística ou não) são elementos frequentemente utilizados como elementos de regulação da ação de pessoas, setores ou políticas;

isto é, utilizam-se estudos, que se afirmam assépticos, objetivos, a-morais e racionais, para interferir sobre práticas (sociais ou profissionais) no sentido de se ultrapassar o que se tem e se caminhar para o que se quer; com os estudos e a sua divulgação, criam-se elementos de pressão do público, supostamente cliente ou utilizador e utilizado enquanto regulador (forma de pressão) para pressionar para resultados;

exemplo,
1, estudos indicam que o consumo de leite aumenta em 20% a densidade óssea (coisa inventada cá pelo je);
2 o presente estudo «apresenta os principais resultados de um estudo sobre a relação entre o desempenho escolar dos alunos do 3.º ciclo, em Portugal Continental, e o meio socioeconómico dosseus agregados familiares»;

um e outro, uma invenção minha e os resultados de estudo recente da direção geral de estudos e estatísticas da educação, são claro exemplo prático de formas de regulação (senão mesmo de controlo) social e profissional; uns a instigarem comportamento ditos saudáveis, outros a apelar a processos de compensação escolar e educativa a circunstâncias pessoais e familiares;

alinhar na sua discussão, por muito pertinente e objetiva e asséptica que possa ser, é assumir as diferentes formas de regulação, uma pelas relações que se estabelecem, pelos resultados que se apontam outra pela crítica, pelo desvio, pela fuga à norma e à pretensa normalidade;

a questão no meu entendimento passa pela criação de estudos contextualizados, locais e, depois, perguntar-se e agora, o que fazer com os estudos?
casos mais evidentes, as análises e relatórios que a generalidade das escolas produzem dos seus resultados escolares - poucos, muito poucos, dão origem a mexidas no que quer que seja... são apenas elementos de regulação que outros podem atirar para cima dos profes.

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