E o que se passa com a escola

Depois da minha mensagem anterior, sobre coisas óbvias, algumas notas apenas deste lado;

De acordo com o sítio da pordata em pouco mais de 10 anos o investimento em educação mais que duplicou;

Na escola estão hoje inúmeros técnicos que antes ou não existiam ou simplesmente não faziam parte da realidade escolar - psicólogos, terapeutas, assistentes, técnicos da saúde, metodólogos, and so on;

Hoje a escola tem uma rede de parceiros de malha fina e estrutura alargada; contempla desde os elementos cooptados para o concelho geral como inúmeros outros - IPSS, rede institucional, associações várias, colaboradores e parceiros, sociais e locais, regionais e de maior abrangência;

O corpo docente alargou a sua formação e hoje estão na escola inúmeros mestres e doutores como a formação especializada se diversificou e considerou os contextos como lócus de formação e de ação;

Para além disso, é, por força das circunstâncias, conhecedor, experimentado e relaciona-se intimamente com o seu contexto; conhece a escola, o contexto social e económico, está presente no quotidiano e não é mero passante local;

Por outro lado, a direção tem hoje, consagrado na lei, margens de acção e de autonomia que nunca antes teve, e não digam que é retórica, administrativa ou outra pois é im!portante não se confundir autonomia com independência, capacidade local de decisão com liberdade individual de opção;

A escolarização, o interesse e a participação da generalidade dos pais cresceu sem precedentes; os pais estão na escola, participam, opinam, fazem parte das soluções e estão com a escola; sejam elas por intermédio de associações, sejam individualmente considerados;

Os recursos tecnológicos são hoje indubitavelmente mais e mais aliciantes; banda larga, acesso wi-fi livre, boas bibliotecas e razoáveis centros de recursos; os próprios recursos pedagógicos são interessantes, diversificados e, o mais das vezes, estimulantes; para já não falar das inúmeras novas escolas que, independentemente das condições de manutenção, oferecem condições inigualáveis;

Contudo, os resultados, por onde a minha vista alcança, permanecem constrangedores, ínfimos;
É certo que se registam melhorias aqui e ali, num ou noutro ano, mas falar da massa (ou argamassa) como variável não controlável com que se fazem os resultados é curto, escasso e manifestamente insuficiente - e claramente é remeter para questões internas, de organização e de não articulação vertical entre ciclos, disciplinas ou docentes;

Se assim é, por que se mantém os resultados abaixo das expetativas?
Porque razões a escola reproduz contextos e condições sociais e não compensa desigualdades, carências ou divergências?

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