como os miúdos

ele há tanta coisa sobre o que escrever, ele há tanto pretexto e situações e circunstâncias que me impelem à escrita que opto por.. não escrever - opto por desfrutar do que vejo, do que oiço e perceber o que sinto;

ele há pequenas e grandes coisas que nos obrigam a pensar e a sentir diferente - será também ser diferente?

uma criança que nos pede para ir almoçar por que quando era hora disso não teve tempo (??)

uma professora que sendo de uma área e colocada em apoios ao especial lhe pedem para fazer sardinhas em conserva e não pickles em conserva por que preferem..., pois

quando uma mãe pede desculpa por, com lágrima no olho, ser mãe e pai e o menino não ter as notas que deve ter, o que responder e sentir;

quando um profe pede para falar com o diretor por causa de um aluno algo problemático e a resposta lhe dá conta que não pode por que tem de preencher a plataforma antes que ela fique indisponível significa o quê?

quando, em sede de departamento, se trocam olhares sobre as notas e se percebe que, afinal, a culpa é de todos, menos dos profes, o que fazer e o que pensar e o que dizer - e fica tudo na mesma...

ele há tanto para escrever e sentir que mais vale a pena apenas e simplesmente ver e procurar perguntas sobre afinal o que é isto

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