aferições e exames

Sexta feira passada (ainda bem que não foi dia 13) foram anunciadas algumas das novas regras pelas quais os alunos do ensino básico (atenção a este pormenor, os alunos do ensino básico) irão ser sujeitos a novas e outras regras de avaliação ainda no decurso deste ano letivo.

Os exames do 4º ano já tinha sido suspensos, esperavam-se orientações e/ou decisões quantos aos demais, nomeadamente ao nível de 6º e 9º. A opção vai no sentido de substituir os exames existentes por provas de aferição ao nível do 2º, 5º e 8º e manter os exames de 9º ano.

Como sempre, já ninguém estranha, lá aparece o rosário habitual de críticas ao facilitismo e laxismo da esquerda educativa, ou e em contrapartida, os comentários revigorantes e afirmantes das opções de equidade e igualdade pelas quais o sistema público deve pugnar. 

Para além destas, foram ainda introduzidos dois novos elementos de argumentário. 

Por um lado, relativos à avaliação que deve ser feita ao sistema antes de qualquer decisão, antes de qualquer opção. Aí, cruzam-se olhares e esquerda e direita (entendam-se os comentadores de um lado e do outro, se bem que poucos, muito poucos, assumam ideologicamente o seu lado) comungam da indicação que a coisa deve se avaliada, ponderada e, só depois desse efeito, retiradas as más partes (como que coado o leite) assumir novas opções. 

Por outro, um outro que diz respeito ao timming da decisão. Como se existisse um timming mais certo ou mais adequado que outro, como se a agenda política se deixasse condicionar ou influenciar por uma qualquer pretensa agenda pedagógica.

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