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regressos quase perfeitos

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tinha referenciado o título há dias , ontem tive oportunidade de o comprar; que maravilha; sou suspeito, pois claro, sou um incondicional admirador da guerra colonial, não do ponto de vista institucional e/ou militar, mas social, cultural, político; não consigo imaginar o que terá sido retirar jovens com 18, 19, 20 anos de aldeias recondidas do nosso país, que nunca tinham visto outro céu que não o da sua aldeia e serem atirados para outro continente, deixados no mato, prontos para matar e defender a pátria; ao regressar que com olhos reviam a sua aldeia, o céu onde brincaram e amaram, as companhias que tinham deixado, os mais velhos que os questionavam sobre o orgulho que sentiam de ter o filho ao serviço da pátria; por outro lado, estou, como todos aqueles que estejam acima dos 40 anos de idade, preso e amarrado ao que foi a guerra colonial; tive primos que a ela fugiram, a minha avó, em casamente de segundas núpcias, foi para luanda e dela guardo inúmeros postais que me envi...

sinto elogio

há dias, em amena conversa de sala de estar com um colega de lides de há muito, muito tempo, ouvi aquilo que senti como elogio; não sei se foi dito nessa perspetiva e menos ainda se era essa o objetivo; mas foi o que senti; trocavamos ideias sobre o nosso percurso pós graduado, onde ambos cumprimos o que podemos, ser doutorados, eu numa área, políticas e administração educacional, ele numa outra área, a das interculturalidades; no meio da conversa um ou outro apontamento sobre as aulas, o reflexo que o percurso de cada um exerceu e implicou no nosso trabalho letivo; vai daí e ele diz-me que eu, apesar do meu percurso, nunca perdi o sentido da história, enquanto para ele a história foi ficando lá para trás, para a história; sinceramente, ouvi isto e senti em mim mesmo uma qualquer espécie de elogio; primeiro por que adoro história, não abdico desse objeto que me ajuda a perceber onde estou e por que aqui estou (individual e coletivamente); depois por que, nos tempos presentes,...

grelhas - matrizes ou a realidade encaixotada

em texto de fim de semana, troco ideias com a minha escrita sobre um dos temas que mais me inquieta e desinquieta, as grelhas e matrizes que pululam pela escola; grelhas quase sempre existiram na escola, talvez tenham dado à costa, com algum significado, nos anos 80 do século passado com a introdução das planificações e com o acompanhamento dos professores que faziam a sua profissionalização em exercício, obrigados que estavam a esquematizar a realidade escolar e pedagógica, nos planos de atividade que ganhavam destaque então; nos anos 90, do século passado, foi a área escola grandemente responsável pelo proliferar das ditas cujas, em processos então designados de inter disciplinariedade, pluri disciplinariedade e trans disciplinariedade; na década seguinte ganharam contornos algo kafquianos, por via da avaliação de desempenho docente e, por dá cá aquela palha, vá de grelha, vá de matriz, vá de tabela; tudo, ou quase, se pode e deve reduzir a uma grelha/tabela/matriz; hoje, par...

destaque

um texto meu , publicado no sítio ComRegras ganhou destaque no clicprofessor ; não sei se é para ficar entre o orgulhoso e o contente, se duvidoso e interrogativo; seja o que for, dá mais passantes por aqui; sinto o olhar sobre a minha escrita

A educação em gestão

Amanhã o novo governo tomará posse; Aparentemente e segundo o que leio por aí , corre o risco de uma de duas situações, cair ou ficar em gestão; Se cair, caiu Se ficar em gestão, como será a coisa da educação e das escolas? Que decisões ficarão suspensas? Que orientações não se assumirão? Ou, pelo contrário, em gestão quais as prioridades que se assumirão ou se definirão? Quais os impactos que se perspetiva na gestão das escolas? Na construção das redes, nas ofertas formativas? Fico algo curioso sobre o que poderá ser o futuro da educação... em gestão.

coisas

há coisas que acontecem que nos marcam, todas nos marcam, mas uma mais que outras; ; ontem numa reunião intercalar, dois momentos para a história de cada um dos presentes; uma nem vale a pena, é estúpida demais para se contar; outra, diz uma professora que sente um aluno a descair, a perder ritmo, a descer de rendimento;, corroboro o que a colega diz, não o conheço o suficiente, mas sinto o aluno a descair; uma terceira dá conta que o aluno está "estranho" circunstância que a generalidade sublinha; pois está, a mãe está desempregada, o pai saiu de casa e o miúdo ressente-se; certo e o que podemos fazer para que não caia na espiral desinteresse, indiferença, insucesso, revolta? preenchemos mais umas grelhas, escrevemos mais uns papéis e esperamos; tentemos, cada um por si, ajudar em sala de aula? não se percebe que não pode ser cada um por si, que os papéis entopem e bloqueiam a necessidade de respostas? ele há com cada coisa...

memórias de futuro

lembram-se os mais "crescidos" de uma frase partidária que afirmava que as pessoas não são números? não seria tempo de se criar um slogan defendendo AS PESSOAS NÃO SÃO PAPÉIS ou OS ALUNOS NÃO SÃO FOLHAS ou PESSOAS SIM - GRELHAS NÃO