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Feliz Natal

a quem por aqui passa a amigos e conhecidos, leitores e curiosos, colegas e outros FELIZ NATAL

soluções?

deixei respirar a posta anterior, ganhar corpo, como um bom vinho alentejano; apesar das questões considero que há soluções, não são milagres, mas propostas de trabalho; direi que assentam em duas dimensões (que há muito defendo e apregoo): formação - dos docentes para gerir e criar diferentes dinâmicas de sala de aula, para individualizar e particularizar oferta, trabalho, propostas; também à gestão para que pense e faça de maneira diferente; organização - flexível, adaptada, individualizada, com capacidade de considerar contextos e circunstâncias; uma sem a outra carece de oportunidade, uma e outra precisam de tempo e de mecanismos de avaliação;

E o que se passa com a escola

Depois da minha mensagem anterior, sobre coisas óbvias, algumas notas apenas deste lado; De acordo com o sítio da pordata em pouco mais de 10 anos o investimento em educação mais que duplicou; Na escola estão hoje inúmeros técnicos que antes ou não existiam ou simplesmente não faziam parte da realidade escolar - psicólogos, terapeutas, assistentes, técnicos da saúde, metodólogos, and so on; Hoje a escola tem uma rede de parceiros de malha fina e estrutura alargada; contempla desde os elementos cooptados para o concelho geral como inúmeros outros - IPSS, rede institucional, associações várias, colaboradores e parceiros, sociais e locais, regionais e de maior abrangência; O corpo docente alargou a sua formação e hoje estão na escola inúmeros mestres e doutores como a formação especializada se diversificou e considerou os contextos como lócus de formaçã...

coisas obviamente parvas

alguns pensamentos meus que decorrem das minhas reuniões de avaliação.  Nas reuniões em que já estive pude confirmar que os “bons” alunos tiveram boas notas, que os “maus” alunos tiveram más notas.  Dirão, coisa inevitável e óbvia; que é óbvio é, que é parvo, também considero que seja; Se é tão óbvio qual o papel da escola afinal?  Onde fica a escola (entendam-se os professores) no apoio a quem tem dificuldades? O que compete à escola na criação de equilíbrios e nas compensações de quem tem ou sente limitações escolares ou sociais? Afinal, a escola limita-se a reproduzir e a acentuar as diferenças, as desigualdades?

conversas piquininas

ao longo do período questionei-me sobre comportamentos, resultados e aproveitamentos dos alunos, nas turmas com quem trabalho; pouco ouvi dos meus colegas ao longo do período; as respostas iam no sentido da admiração (e alguma surpresa), na sala de professores falam-se, comentam-se comportamentos nada de resultados; no final do ano oiço a surpresa dos resultados, os comentários sobre o rendimento e a admiração pelas notas; mas à boca piquinina, nada de comentários, nada de extensões

concordância

final do período; mais que uma (auto) avaliação procuro, na pergunta que faço em final de período, perceber a concordância entre aquilo que o aluno pensa sobre o seu trabalho e o trabalho realizado na disciplina e a sua avaliação e aquela que eu perceciono e concebo ao aluno; em, números redondinhos, 100 alunos determinei 6 divergências, todas de nível 5; gosto

papéis e papelada

despistado que sou com papéis, claramente avesso a extensos dossiês, elaborei uma lista de procedimentos para que não me esqueça de nada aquando da realização pelo menos da minha direção de turma; a lista dá conte de: pauta provisória ata prévia plano de atividades da turma plano de apoio e recuperação da turma planos de apoio pedagógico de alunos síntese descritiva de turma e aluno sínteses e adaptações de alunos com necessidades educativas especiais grelhas onde se comprova a utilização dos instrumentos de avaliação chega ou querem mais...