da autonomia

a partir das notícias relembro, se é que é necessário, que o discurso, o conceito, as ideias em redor da autonomia estão gastas, velhas, de barbas neste nosso país; 

desde o famoso decreto da autonomia, o 43/89, que se fala de autonomia; a maior parte das vezes sem se saber do que se fala ou condicionado pela posição que cada um ocupa na escola ou no conjunto dos seus interesses; isto é e por incrível que possa parecer, para um diretor a autonomia é uma coisa, para um diretor de turma outra, para um docente individualmente considerado outra, para um pai uma outra e para o município uma outra; 

mais, acrescento eu, fala-se e discute-se a autonomia mas com medo que nos digam que somos autónomos (qual outorga) pois logo de seguida tal coisa implica assumir as responsabilidades e aí poucos estão disponíveis; é que é muito mais fácil identificar culpados do que arranjar soluções; e, assim, a falta de autonomia justifica e legitima muita da estupidez que grassa nas escolas com perfeito sentimento de impunidade; 

e não é preciso nem inventar a roda, nem ser muito teórico, basta perceber o que outros fizeram, como fizeram e avaliar; este o exemplo polonês

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