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dos outros

coisas escritas para ler devagar e com atenção;   Um ponto de partida para uma mudança necessária da escola

sobre os comportamentos

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há já algum tempo que não se juntavam diferentes professores a exercer em sítios diferentes; obviamente que a escola foi um dos temas - o trabalho dos professores, a sempre presente burocracia, o cansaço, a impaciência, o final do período letivo, metodologias e estratégias de trabalho e... os alunos; houve quem se insinuasse e acabássemos por trocar ideias em torno da referência que os alunos estão diferentes; assumidamente para pior; escrevem pior, e não é apenas ortografia ou o texto, é mesmo problemas de grafia (ou de disgrafia, não sei); nota-se a falta de vocabulário; mais restrito, mas restringido que o "normal" para as idades; nota-se uma maior displicência, uma indiferença que faz com que a escola se restrinja às suas dimensões de socialização, de lazer, de companheiros e "namoríco" (como me disseram); nota-se uma significativa dissociação entre trabalho, rigor, algum sacrifício, um esforço para atingir resultados; algo preocupante é que pa...

o trabalho do aluno

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sobre o tema muito havia a dizer e a escrever, para além do muito que já se disse e escreveu; acrescento, em final de período, algumas notas que decorrem dos comentários que tenho trocado com os alunos em processos de avaliação/balanço do trabalho; levou tempo a perceber uma outra metodologia de trabalho; da "natural" desconfiança alentejana ao que é diferente acrescentou-se uma resistência ao trabalho escolar que tem sido difícil de cortar e quebrar; mas, pela conversa, parece estar a diluir-se; muitos, muitos mesmo criticam o rigor e a exigência colocada no trabalho da disciplina, que devia aligeirar mais, descontrair um pouco; isto é, há um entendimento mais ou menos generalizado e assumido que a coisa é a brincar, não é para levar a sério; noto que existe um prolongar dos intervalos pela sala adentro, como se não existe uma porta a separar rotinas, dinâmicas, mundos; vamos ver como decorre o próximo;

sobre a flexibilidade

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o governo, a tutela parece que interrogou umas quantas escolas para as "convidar" a integrar a experiência da flexibilidade curricular; segundo sei por algumas daquelas onde o convite se deu, discussão parece que não houve; conversa também não, auscultação de vozes e/ou sensibilidades ou foram escassas ou não existiram; mas querem fazer a coisa com quem? quem é que tem que assumir a flexibilidade? diretores ou professores? alunos ou comunidade? há coisas que começam tortas

currículo

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sessão nº. 3 de uma ação de formação que decorre na escolinha por onde ando; primeiro, à semelhança dos pais de filhos turbulentos ou problemáticos, que, o mais das vezes, falham as reuniões, pena que alguns profes não tenham estado para ouvir a conversa; não sei se perceberiam, mas seria, no mínimo, interessante ver a cara de alguns; como foi dito, é mesmo uma questão de maturidade docente; hoje foi sobre o currículo com intervenções que deixaram água na boca e vontade de conversa; na mesa j. pacheco e a. rodrigues, ele uma figura incontornável do tema, a outra uma prática que encara a sala de aula na sua dimensão mais social;

desinteresses

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estou como os gaiatos à escola, desinteressado, cada vez mais desinteressado do facebook; cada vez mais se parece com aquela afirmação de m. da fonseca que peço desculpa de não reproduzir adequadamente, a minha praça é o meu mundo, o meu mundo é a minha praça; banalidades, vulgaridades e trivialidades; afinal dá conta do que somos;

militância

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leio um memorial a adérito sedas nunes e dá para pensar, por isso escrevo, o quanto importante é, hoje, em 2017, passados quase 30 anos do texto dos 25 anos da análise social, ser militante, estar implicado, assumir a dimensão do social ; dá para perceber e perspetivar, à luz de coisas de há 30 anos, de qual o papel da educação e as suas dimensões sociais no interior do país;  dá para perceber que sem professores militantes não haverá interior que nos salve, nem políticas que nos reservem qualquer lugar num futuro ainda que incerto;  sem militância pedagógica e/ou profissional, restar-nos-á o funcionalismo público da anuência, da subserviência, da obediência - desculpem lá, da acefalia;  sem militância ou sem implicação pedagógica (isto é, com a indiferença), resta-nos ser atores , interpretar um papel que outros escreveram, ser o que outros definiram, mesmo que com alguma recriação que julgamos própria ou nossa mas que é de outros - somos marionetas;...