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que pena

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a minha escola mudou da plataforma google para o office 365;  isto porque se procura dar cumprimento às ações de melhoria identificadas no relatório de autoavaliação do Agrupamento, designadamente no que se refere ao plano de comunicação e ao envolvimento da comunidade educativa na vida escolar

resignação

ou será mesmo uma questão do destino? faço a avaliação intercalar àquela que é a minha direção de turma; pergunto aos alunos qual a nota que teriam se o período acabasse na próxima sexta feira; por disciplina; lá respondem; pergunto depois qual a nota para a qual irão trabalhar no final do período; e eles respondem; terceira questão, e a nota para a qual irão trabalhar no final do ano letivo; e eles respondem; e eu reparo que há, na generalidade dos alunos, uma certa resignação, isto é, e particularmente àqueles que apontam notas baixas a nota que afirmam para este momento é a nota que apontam para o final do ano letivo, em algumas disciplinas os níveis dois são abundantes, mas não perspetivam alterações, como se não existissem alternativa, como se não houvesse volta a dar; como se fosse o destino; é mesmo uma resignação que entra na cabeça do pessoal e faz com que se aceite que não existem alternativas; será que esta situação explica a política nacional, não há...

uma brincadeira

destinada ao espaço do ComRegras que hoje, por razões alheias, se fica por aqui: No final da semana passada um miúdo do 5º ou 6º ano, isto é, entre os 10 e os 12 anos, foi apanhado com uma pistola feita por ele. Palitos, paus de gelado, alguns fósforos e um elástico. Faria inveja a muitos terroristas que procuram passar com armas pelo controlo de um qualquer aeroporto. Apanhado em flagrante, a fazer pontaria a uma colega, foi-lhe apreendida a arma, levado ao coordenador de estabelecimento e feita participação ao diretor de turma, para além de comunicação ao respetivo encarregado de educação. Esta situação desencadeou um significativo conjunto de comentários na sala de professores. Na generalidade comentavam a habilidade do miúdo, a sua capacidade inventiva. Ao mesmo tempo destacavam o perigo que era, o risco que se corria. No global dos comentários era este último que se destacava, o risco, o perigo, e se feria alguém? Se magoava algum colega? Se atingia uma vista? Mas houve muitos q...

faltas

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quem pensar que a falta de auxiliares de ação educativa afeta apenas a limpeza está redondamente enganado; a falta destes elementos torna os comportamentos um alvoroço; já ontem o escrevi noutro lado , mas a ausência de um controlo por corredores e pátios faz com que os ânimos e o frenesim do intervalo se prolongue para dentro da sala de aula; este é um dos fatores que faz com que os comportamentos andem mais efervescentes, buliçosos e a dinâmica de sala de aula de mais difícil controlo; para o professor uma proposta de remediação , que controle a entrada dos alunos na sala de aula, evitando-se o alvoroço, a algazarra, a confusão; ao controlar a entrada em sala de aula, está a criar, pela imposição de uma regra sua, a diferenciação de comportamentos entre o corredor e a sala de aula; não é solução, mas pode remediar...

difícil é entender

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  ou, melhor dito, fazer entender que a profissão de professor não é pêra doce, acarreta elevado desgaste, consomem-se emoções e afetos e, às páginas tantas, uma pessoa (um professor) fica seco; numa mesma manhã duas notícias sobre comportamentos e indisciplina, uma na perspetiva do aluno, no público , outra na perspetiva dos professores, no jn ; a tomar-se como perspetiva, sendo eu docente com mais de 50 anos de idade, direi duas coisas (uma no cravo outra na ferradura); sinto uma maior flexibilidade na procura de alternativas que mobilizem o aluno para a disciplina e para o trabalho na escola e em sala de aula; consigo identificar e aplicar mais estratégias, mais ferramentas e mais diversificadas; tenho muito menos paciência para criancices, para o desinteresse, para a falta de educação, para a ausência de pais, para o trabalho isolado;

uma questão

de custo ou de valor? qual delas aquela em que se baseia o problema da educação, de um modo geral, e da escola pública portuguesa? o governo disponibilizou um sítio com as opções orçamentais; interessante pela falta de hábito, pela pretensa transparência, pela aparente proximidade definida entre governo e governados; para mim, que nada percebo de números, faltam as tabelas com os ditos euros, onde se gasta, o que custam essas opções, onde se aplicam; mas é um caminho; contudo, tenho de perguntar, o problema da escola resolve-se com dinheiro ? se assim for, o problema é de custo; ou passa por uma outra gestão e organização do que temos, das nossas opções nacionais e locais? se assim for é uma questão de valor; mais, será que os custos associados à educação conseguem produzir valores ? ou serão os valores da educação que promovem custos? nomeadamente e por exemplo, do trabalho, da produção, da inovação? e por que não para além das opções de política, isto é, das escolhas qu...

discriminação

o estudo dá conta de uma das muitas e diferentes formas de discriminação educativa e escolar; e, pergunto eu, sobre aquelas formas de discriminação local e regional? que impacto tem na vida de um aluno ser de freguesia urbana ou rural ? até que ponto a diferença de origens (rural ou urbano) se reflete no rendimento escolar, nos percursos de cada aluno? até que ponto o princípio de continuidade pedagógica (manter as turmas juntas praticamente desde o pré escolar) não serve também como mecanismos discriminatório, quebrando, dessa forma, o princípio da integração e socialização que a escola definiu desde sempre ? até que ponto a criação de ofertas não regulares não se constitui como forma de criação de guetos escolares e educativos? como aconteceu no passado recente na criação dos chamados bairros sociais? também por questões de diferenciação entre o urbano e o rural?