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crise? que crise?

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estive por fora, a ouvir coisas;

retiro duas notas, nada simpáticas;

o Prof. Licínio Lima chuta, na sua conferência, que as ciências da educação se encontram em crise;

estranhei, franzi o sobrolho;

questionei-me se esta crise é aquela crise da escola que vem de há muito;

no final do simpósio e a considerar o que vi e o que ouvi, dou-lhe razão;

direi que há ou que se faz sentir uma crise temática, conceptual;

temas chouchos, frouchos,

quase todos a atirar para trás, para o passado, desconexos de um presente e menos ainda dos futuros;

temas e comunicações de conformidade, sem risco e mais pobres ainda de criatividade, sem ousadia...

a merecer uma revisitação mais aprofundada, mas direi que o problema das chamadas ou ditas ciências da educação são problemas de desligamento entre problemas e soluções, entre análise e prospetiva, entre o que tivemos e o que que temos e o que queremos;

isto é, todas as ciências que deixam de articular problemas e soluções, análise e propostas correm o risco…

elogios

ao fim de quase dois anos ouvi hoje os primeiros elogios ao trabalho de projeto;

foi preciso todo este tempo para que a tradicional desconfiança alentejana fosse ligeiramente penetrada pela dúvida?

vale sempre a pena

mais do mesmo

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continuo a defender a necessidade de flexibilidade na escola, na organização educativa, no trabalho dos professores;

todos, defendem o mesmo, que a coisa está gasta, que estamos cansados do mesmo;

e, se assim é, porquê insistir?

daria várias (e diferentes) respostas;

fico apenas a pensar que quando um tipo não sabe até os ditos cujos incomodam

experiência

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mediante curiosidade, desafio e algum risco experimenta-se a metodologia de trabalho por projeto

ma turma (8º ano),
três disciplinas (história, ciências naturais e geografia),
um objetivo e uma questão em comum - da revolução agrícola aos tempos do digital, qual o espaço para o interior do país?

organizou-se o processo, definiram-se as metodologias e o calendário, identificaram-se conteúdos e conceitos; articularam-se critérios de organização, avaliação e orientação ao aluno;

os alunos sentem as dificuldades de fazer a mesma coisa em três disciplinas de encontrar uma resposta que não está no Dr. Google (nem nos manuais);

os professores o receio de não cumprirem o programa; de darem respostas quando o que se preternde são perguntas;

uns e outros de se entenderem na dinâmica;

amanhã termina a primeira semana de trabalho,

há mais dúvidas que certezas, nota-se mais a ansiedade que a conformidade;

há quem descubra, se insinue que podemos fazer diferente

e não devia ser assim mesmo?

flexibilidade

há muito que defendo que um dos problemas do sistema educativo passa pela sua rigidez;

já lá vai o tempo, se é que houve alguma vez esse tempo, de ensinar a muitos como se de um só se tratasse;

do pronto a vestir escolar e pedagógico, com medida certa, preceito definido e bainha à altura;

de há uns anos a esta parte esse receituário não pega e, em muitas escolas, os professores, a gestão, sozinhos ou em parcerias, criam-se e recriam-se alternativas;

algumas já contempladas, desde os percursos curriculares alternativos, aos cursos de educação e formação, aos profissionais disto e daquilo, a leitura particulares da turma + ou a projetos disto e daquilo a diversidade é mais que muita num país que se julga centralista e homogéneo,

há muita coisa criatividade e diversidade e por muito lado, com maior ou menor legitimidade, com mais ou menos conformidade, com mais ou menos conhecimento do parceiro os professores fazem uma gestão criativa do currículo, dos programas;

fazem reinterpretações d…

comportamentos e família

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na passada 4ª feira mais uma sessão de um curso de formação que decorre na escola; 

um eixo local onde, entre outros apontamentos, se falou de comportamentos e família com pessoas que sabem do que falam;

sem grande resumo dois apontamentos que gostei;

o reconhecimento que na área dos comportamentos e da indisciplina em estudo realizado, praticamente 99% dos professores dizem que a culpa/responsabilidade é dos outros, não se incluem no lote de factores propiciadores de indisciplina;

que os jovens saídos da universidade se apresentam na redação do jornal como se fossem de férias, confundindo o tempo de trabalho com o tempo de lazer;

entre um e outro dos apontamentos a grande questão;

se a escola de distancia de responsabilidades e quer é ensinar, para cumprir programas e fazer exames,
se a família se desresponsabiliza das regras sociais, nivelando responsabilidades e comportamentos (como se fossemos todos iguais),
quem resta para educar?

do parecer

é que nem parece que estive em pausa pedagógica há coisa de uma semana atrás;

pouca, ou nenhuma vontade de me levantar da cama, cansaço, falta de entusiasmo;

só gosto porque também tenho pouco apetite;

boa oportunidade de perder um pouco :)