Mensagens

comportamentos e família

Imagem
na passada 4ª feira mais uma sessão de um curso de formação que decorre na escola; 

um eixo local onde, entre outros apontamentos, se falou de comportamentos e família com pessoas que sabem do que falam;

sem grande resumo dois apontamentos que gostei;

o reconhecimento que na área dos comportamentos e da indisciplina em estudo realizado, praticamente 99% dos professores dizem que a culpa/responsabilidade é dos outros, não se incluem no lote de factores propiciadores de indisciplina;

que os jovens saídos da universidade se apresentam na redação do jornal como se fossem de férias, confundindo o tempo de trabalho com o tempo de lazer;

entre um e outro dos apontamentos a grande questão;

se a escola de distancia de responsabilidades e quer é ensinar, para cumprir programas e fazer exames,
se a família se desresponsabiliza das regras sociais, nivelando responsabilidades e comportamentos (como se fossemos todos iguais),
quem resta para educar?

do parecer

é que nem parece que estive em pausa pedagógica há coisa de uma semana atrás;

pouca, ou nenhuma vontade de me levantar da cama, cansaço, falta de entusiasmo;

só gosto porque também tenho pouco apetite;

boa oportunidade de perder um pouco :)

abril

Imagem
na sequência da entrada anterior, mais um apontamento, cujo texto completo está aqui;

a escola e abril

A escola teve um papel fundamental na cristalização de ideias e modelos, na naturalização de situações [inerentes à ideologia do Estado Novo]. e mantém muito de uma aparente contradição esquizóide;

O trabalho escolar ora é visto na fronteira do lúdico, ora como desiderato de exigência e rigor.

Ora é considerado como elemento de mobilidade social, ora castigo pessoal por via da falta de empenho e/ou de vontade.

Ora nos carregam com objetivos, metas, competências ou indicadores, típicos de lógicas neoliberais, ora apelam à consciência de um perfil humanista (p. 6).

Ora nos orgulhamos dos resultados alcançados, do percurso feito, ora nos sentimos constrangidos pela persistência de um analfabetismo que, apesar de estarmos no século XXI, ultrapassava, em 2011, os 5%.

Ora a escola é vista como local de exercício de autonomias, com profissionais reflexivos e empreendedores, ora é vista com…

contradições esquizoides

o texto completo está aqui, por aqui duas notas sobre o 25 de abril

primeira, sobre a referência que

O país (...) tinha produzido uma pequena e idiossincrática utopia de contenção e moderação, de costumes cinzentos e brandos, de honradez na pobreza em cenários pacatos de ruralidade numa tensão representativa contraditória, para não dizer esquizóide.

Por um lado, os portugueses eram passivamente transparentes, invisíveis nas paisagens líricas de aldeias de xisto, granito, ou cal, satisfeitos na sua contida pobreza, comedidos, sem ímpetos de melhoramento e auto-superação, murmurando fados, tangendo guitarras em tom menor, não se envolvendo em rixas, (...). 
Por outro lado, eram os grandes heróis do mundo, os pioneiros, os mais fortes, os mais humanistas, os mais compreensivos, os mais interactivos, em suma, os primeiros e os melhores. 
in Bastos, C. 2017. Utopias, portais e antropologias urbanas: Gilberto Velho em Lisboa. In. Análise Social, 222, LII (1.º), pp. 162-174

sushi alentejano

Imagem
tábém, pronto

cliquem para apreciar


não sou o único

Imagem
com o tempo (e as moengas) aprendo;

devagar, que sou alentejano, mas aprendo;

aprendo que nunca pensei sozinho - o que fosse (não tenho essa capacidade);

mas, muitas vezes, era o único que dizia o que pensava, quando a maior parte se calava - para não ferir susceptibilidades, para não criar tensão, para não parecer menos bem;

desta feita e no primeiro dia de aulas, percebo que não sou o único a pensar o que penso sobre a amálgama de projetos;

há mais a pensar como eu, a trocar ideias;

mas só entre dois dedos de conversa e um café, não vá dar-se o caso...

mas que caso, porra?

nem de propósito

Imagem
falei (escrevi) sobre desafios e vá de deparar com eles hoje de manhã; logo a começar,

turma tão complicada quanto complexa - no desinteresse, no desajustamento entre interesses (ou lógicas) escolares e as outras, pessoal que olha para a escola como puro lazer de socialização e raramente como empenho ou abnegação, nunca como espaço de trabalho;

metade da turma teve mais de 5 níveis dois, inclusivamente muitos tiveram mais agora, no 2º período, que no 1º; desistiram, baixaram os braços, atiraram a toalha ao chão;

dizem que já comunicaram em casa que irão ficar no mesmo ano;

já identificaram formas de racionalização do insucesso - não vale a pena passar sem saber nada; que é preferível ter mais preparação para melhor enfrentar os exames no final do ciclo; que o ano foi complicado;

mas teremos ainda dois meses pela frente e, palpita-me, que alguma confusão;

como envolver gente que não quer ser envolvida?
como implicar alunos no seu trabalho se não quer qualquer tipo de implicação?
como …